Fotos Anderson Pinto Rolou em 18 e 19 de Outubro, o XVI Pirajeep, encontro realizado em Piraju, SP pelo Jipe Clube Força Bruta. O evento contou com Trilha Pesada, Pista Indoor e o Demolicar e contabilizou mais de 350 veículos Centro de Exposições Pref. Cláudio Dardes (Fecapi) No sábado aconteceu a abertura das inscrições depois das 08:00; saída do comboio para a trilha às 13:00 e o retorno por volta das 20:00. Os trilheiros eram recepcionados com um jantar feito pelos voluntários da Associação de Voluntários no Combate ao Câncer. No domingo de manhã foi a vez do 1° Gaiola Fest com uma pista indoor especialmente feito para Gaiolas e Bajas contando com mais de 52 veículos, e as 13:00 teve o Demolicar, competição onde quem ganha é o último carro ainda em funcionamento. A cada edição com mais participantes, a trilha foi especialmente formulada para todos os tipos de veículos, mas como a adrenalina e a torcida pela travessia dos obstáculos era grande, mesmo sem ter veículo preparado, a maioria queria passar nos locais mais difíceis. A organização contou com 4 tratores para apoio nos pontos de dificuldade para resgatar quem precisasse. Isso tudo sempre começando com cada carro recebendo o já tradicional lanche apelidado de “X-Terra”. A sensação deste ano foram 2 caminhões militares 6×6. O piloto de um deles não sossegou até achar algum local onde não conseguiria passar. O problema foi quando o caminhão ficou atolado em um determinado trecho e teve que ser resgatado pelo outro caminhão 6×6 com a ajuda de um dos tratores da organização. O Pirajeep tem apoio da Prefeitura Municipal de Piraju e toda a renda arrecadada nas tendas de alimentação foram doadas diretamente para a Associação de Voluntários no Combate ao Câncer e 4×4 Sustentável – IBPCA Instituto Brasileiro de Preservação e Consciência Ambiental.
Melhoria no processo de comunicação da Fenajeep
Referência no universo de eventos off-road no Brasil, a Fenajeep está sempre buscando melhorias. Quer ajudar a fazer o maior evento 4×4 do Brasil ainda melhor? É só clicar no link abaixo e responder a pesquisa para melhoria do processo de comunicação da Fenajeep. Faça parte do evento! Pesquisa para melhoria do processo de comunicação do evento Fenajeep.
A restauração de um mito – Defender Retrô, passo a passo
Adrenalama Episódio 27 – Programa Show & Roda
O Desafio da Serra do Sol
Fotos Leonardo Freire A Expedição Transamazônica Challenge (TAC) comandada pelo pernambucano Sérgio Holanda, figura conhecida e respeitada no universo off-road, levou off-roaders baianos ao desafio da Serra do Sol, em um Parque Nacional da Venezuela. Veja como foi a aventura na edição # 2 de 4×4 Digital.
Trilha da Independência é sucesso absoluto no off-road gaúcho
Texto e fotos Eduardo Neves – Photo Lama Nos dias 12 e 13 de setembro a cidade de Veranópolis entrou definitivamente no calendário do OFF ROAD gaúcho com uma das melhores trilhas já vistas no estado. A organização da 2ª Trilha da Independência ficou a cargo do Moto Grupo Sangue Frio e Cruzeta Jeep, um grupo de amigos muito empenhados para que o evento fosse o sucesso que foi. Na sexta, dia 12/09 os jipeiros foram recepcionados no CTG Rincão da Roça Reúna com churrasco e cerveja liberada para todos os participantes inscritos. Já na recepção foram feitas mais de 130 inscrições confirmando o que todos já esperavam, uma trilha com muitas viaturas. Na manhã de sábado 235 participantes entre jipes, gaiolas e quadrículos partiram para um trajeto com os mais variados tipos de atoleiros, terrenos e dificuldades. A trilha teve um índice de aprovação de 100% dos apaixonados por OFF ROAD, pois, a mesma contava com 17 tratores de apoio, mecânicos ao longo do trajeto e até mesmo uma borracharia improvisada, tudo para garantir que ninguém ficasse para traz. No final final da tarde os jipeiros foram recepcionados na sede do Moto Grupo Sangue Frio, onde puderam brincar na chamada finaleira, com uma passagem de água e local para manobras livres. O Cruzeta Jeep está de parabéns pela organização da 2ª Trilha da Independência. Obter sucesso em uma trilha com 235 viaturas no 2º ano de evento não é pra qualquer um.
Confira a expedição dos brasileiros na estrada mais perigosa do mundo
Quer saber como foi a aventura de três brasileiros e um Land Rover Defender 110 na estrada mais perigosa do Planeta? Leia tudo sobre esta incrível aventura na travessia da Carretera Yungas – Death Road É só clicar na Edição # 1 (Agosto 2014) e curtir essa viagem Fotos: Reinaldo Junqueira Jr e Douglas Moreira
Uma picape F75 V8 diesel e 6×6?
Por James Garcia Fotos Eduardo Koehler Essa Willys Pickup V8 diesel e tração 6×6 pertence a Eduardo Koehler, residente em Blumenau. Eduardo começou a participar de trilhas como zequinha em jipes de amigos, depois comprou o seu primeiro 4×4 que mantém até hoje, uma Mitsubishi Pajero 3.0 V6 3 portas, toda preparada e que atualmente é usada no dia-a-dia e em viagens mais longas.Como sempre foi fã de veículos off-road e militares, num belo dia de 2010, procurando na internet se deparou com o anúncio dessa picape Willys 1967, equipada com motor Ford V8 diesel importado dos Estados Unidos – o mesmo propulsor usado naqueles famosos caminhões escolares norteamericanos – e montada com uma incomum tração 6×6. O resultado foi que o rapaz acabou se apaixonando. Por conta disso ele foi até o sul do estado, na cidade de Sombrio e depois de alguns meses negociando com o antigo proprietário, acabou fechando negócio. “A curiosidade é que quando a comprei, não contei para ninguém”, comentou. Ele foi com a Pajero buscar a picape e, chegando lá, pendurou a picape atrás com um cambão e foi embora. Como sempre foi fã de veículos off-road e militares, num belo dia de 2010, procurando na internet se deparou com o anúncio dessa picape Willys 1967, equipada com motor Ford V8 diesel importado dos Estados Unidos – o mesmo propulsor usado naqueles famosos caminhões escolares norteamericanos – e montada com uma incomum tração 6×6. O resultado foi que o rapaz acabou se apaixonando. Por conta disso ele foi até o sul do estado, na cidade de Sombrio e depois de alguns meses negociando com o antigo proprietário, acabou fechando negócio. “A curiosidade é que quando a comprei, não contei para ninguém”, comentou. Ele foi com a Pajero buscar a picape e, chegando lá, pendurou a picape atrás com um cambão e foi embora. Na viagem de volta Eduardo enfrentou um congestionamento enorme e acabou por virar a atração da estrada. “As pessoas vinham perguntar sobre os veículos, principalmente o ‘Mamute’”, falou, referindo-se ao apelido da 6×6. Ao chegar em Blumenau, seus conhecidos ficaram espantados. “Me chamaram de maluco e perguntaram se eu queria ir para a guerra”, lembrou. Quando adquiriu essa Willys, a mesma já havia tido sua transmissão convertida de 4×4 para tração 6×6. O veículo estava em estado razoável, mas recebeu uma restauração na lataria e sistema elétrico, além de uma revisão em toda a mecânica. A decisão de fazer uma restauração maior aconteceu logo após a realização de uma trilha mal sucedida, na qual a picape foi muito exigida e acabou quebrando. “Fiquei atolado até a metade da porta, e até o cabo do guincho arrebentou. Tivemos que chamar uma retro escavadeira para desenterrar o mamute do atoleiro”, lembrou sobre o infeliz acontecimento. Como a picape ficou com a lataria amassada e teve algumas peças do diferencial e suspensão danificadas, foi feita uma reforma completa. Segundo o ex-dono, o mecânico Vilson Votri, responsável pela construção da picape, o mais difícil foi acomodar o gigantesco motor V8 diesel dentro do sistema de tração 6×6 não foi baseado em nenhum modelo específico, mas é similar aos sistemas em uso nos utilitários vistos por aí: são três eixos; sendo o dianteiro e os dois traseiros, todos com seus diferenciais. Da caixa de transferência do Mercedes Benz 2213 6×6, saem três eixos cardãs, um para o eixo dianteiro e um para cada um dos eixos de trás, dessa forma a picape roda sempre em 6×4 normal e reduzida e 6×6, somente quando é acionada via alavanca e roda-livre manual. E a tração 6×6 só funciona em reduzida. Eduardo usa sua picape para passeios mais leves, para ir à praia e algumas exposições, principalmente na Fenajeep evento que prestigia sempre. O Mamute já foi muito útil em situações difíceis, como as enchentes que costumam castigar Blumenau, ajudando a remover móveis, geladeiras, freezer e outros equipamentos de escolas que seriam atingidas pelas águas. “Como a capacidade de passagem em água é muito grande, também já ajudamos a resgatar pessoas de áreas alagadas”, contou Eduardo. Uma finalidade à altura de sua capacidade, não é mesmo? FICHA TÉCNICA F75 V8D 6×6 MOTOR: Ford V8, 6.9 litros, dianteiro POTÊNCIA: 270 cavalos COMBUSTÍVEL: diesel TRANSMISSÃO: clark, manual de 4 marchas à frente + ré TRAÇÃO: 6×4 normal e reduzida e 6×6 reduzida através de caixa de transferência Mercedes Benz DIREÇÃO: Full Hydro Orbitrol SUSPENSÃO: feixe de molas do tipo semi-elípticas FREIOS: a tambor, hidráulicos DIMENSÕES (mm) COMPRIMENTO: 3.299 ALTURA: 1.741 LARGURA: 1.749 ENTRE-EIXOS: 2.032 ANGULO DE ENTRADA: 46 ANGULO DE SAÍDA: 35 VÃO-LIVRE: 450 PASSAGEM EM ÁGUA: 1.400 PESO: 4.000 kg CAPACIDADE DE CARGA: 2.500 kg SISTEMA ELÉTRICO: 12 volts PNEUS: 40” (retroescavadeiras) RODAS: 18” CONSUMO Cidade: 6,5 km/l Estrada: 7,5 km/l Média: 7 km/l VELOCIDADE MÁXIMA: 120 km/h TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 70 litros (
Uma Rural com patas
Franco Gommersbach é diretor da Ensimec, a tradicional fabricante de bloqueios de diferenciais, eixos diferenciais, guinchos mecânicos e hidráulicos, eixos, pontas de eixo e uma extensa linha de acessórios dedicada ao off-road. Uma de suas últimas criações foi essa Rural cheia de surpresas. O projeto foi feito em parceria com os colaboradores Rodrigo Zunino, 33 e Guilherme Lingner. A ideia era ter um 4×4 que fosse funcional, mostrasse mecanismos que o diferenciassem da maioria e também um portfólio ambulante de sua marca. O velho conjunto motriz constituído pelo motor BF-161 seis cilindros e o câmbio original de três marchas cederam lugar ao propulsor Ford V6 – original da Ford Ranger –, com 162 cavalos e torque de 31,1 kgfm. A ele foi conectado um câmbio e caixa de transferência das últimas séries do Toyota Bandeirante. Essa Willys recebeu eixos, pontas de eixos, high steer (peças acopladas aos munhões dianteiros e à barra de direção, que possibilitam a montagem das duas peças sobre acima dos feixes de mola) e barramentos de direção. Na suspensão retirou-se os eixos e feixes originais traseiros – trocados por feixes maiores do Toyota Bandeirante – e adotados braços móveis estilo Engesa e molas helicoidais na frente. A relação de diferencial escolhida é a mesmo do Troller (11×47). Ainda na parte inferior, fixados de forma a não serem vistos, há dois guinchos hidráulicos com capacidade para 6.500 quilos, fixados nas extremidades do carro. E nas pontas de cada longarina estão os incrementos que mais diferenciam essa surpreendente Rural das demais – as sapatas hidráulicas projetadas para transformar esse 4×4 em uma verdadeira estação de trabalho e apoio. Os mecanismos são similares àqueles vistos em tratores e caminhões usados em grandes obras e construções, para que fiquem ancorados no solo e tenham o máximo de firmeza, tornando possível a realização das mais diversas operações. A tomada de força fica acima de uma generosa bomba hidráulica, que tem capacidade de 40 litros e todos os comandos são hidráulicos. Dentro da Rural, próximo aos controles comuns temos mais seis alavancas, sendo, o câmbio, tração 4×4 e reduzida, tomada de força, freio de estacionamento, controle da sapata dianteira esquerda, controle da sapata dianteira direita, guincho dianteiro, sapata traseira e guincho traseiro. Haja alavanca e habilidade para manusear tudo isso! Ficha Técnica – Rural Willys 1969 Ensimec Motor: longitudinal, 6 cilindros em V; comando no bloco, 12 válvulas. Cilindrada: 4.011 cm3 Potência: 162 cavalos a 4.200 rpm Torque: 31,1 kgfm a 2.750 rpm Diâmetro e curso: 100,42 x 84,4 mm Alimentação: injeção multiponto seqüencial Combustível: gasolina Transmissão: manual, quatro marchas + ré; original Toyota Bandeirante. Relação de diferenciais 11 x 47 Tração: tração 4×2 traseira e tração 4×4 (normal e 4×4 reduzida), com acionamento manual Suspensão Dianteira: eixo rígido, braços móveis, molas helicoidais, amortecedores de dupla ação Traseira: eixo rígido, feixe de molas semi-elípticas e amortecedores dupla ação Freios Dianteiro e traseiro: a disco Rodas: aro 15” Pneus: Mud Terain 33” x 12,5” x 15” Dimensões (mm) Comprimento: 5.000 Largura total com retrovisores e estribo: 1.900 Altura total: 2.150 Vão livre: 530 Bitola: 1.220 Entre-eixos: 2.650 Velocidade máxima: Não aferida Tanque de combustível: 72 litros Consumo aproximado/não aferido Cidade: 5,0 km/l Estrada: 9,0 km/l Detalhes e acessórios: Guincho Ensimec Hidráulico 6500 quilos (dianteira e traseira), sistema customizado de sapatas hidráulicas
Um CJ5 com mecânica atualizada e bem acertado…
Esse Willys 1961 pertence ao empresário turístico Tiago Parmegiani, residente na bela Canela, RS. Assim como em toda a região da Serra Gaúcha, a geografia de Canela, RS é muito propícia ao off-road. O Jeep foi comprado em 2011 ainda com a mecânica original em bom estado e já pintado dessa cor. O trabalho começou pela suspensão, bem modificada, que utiliza eixos da Rural, 20 centímetros mais largos que os do Jeep. O sistema usa ainda barras articuláveis do Mitsubishi Pajero Sport e as molas helicoidais do GM Opala. Tiago adquiriu o motor VW AP 2.0, que foi todo revisado, ao mesmo tempo em que a carroceria recebia uma nova pintura. O chassi ganhou reforço com cinta de aço por cima e por baixo; foram fixados os eixos de rural com freios a disco ventilados nas quatro rodas (com pinças da S10) e ocorreu a fixação da suspensão. Depois foi instalada a direção hidráulica da GM S10, com barras de direção da F1000. Com a carroceria pronta, foram colocados calços de carroceria maiores e, na seguida, foram posicionados o motor e a caixa Clark de cinco marchas, original do GM Chevette, com o uso de flanges para acoplamento com a caixa de transferência original Willys. Os eixos cardã foram feitos sob medida, assim como os para-choques tipo asa delta dotados com berço para o guincho elétrico de 12.000 libras. O tanque de combustível localizado sob o banco do motorista deu lugar a um de plástico com maior capacidade, fixado na parte traseira. Para evitar falta de combustível, um cash tanq foi utilizado. Para deixar o bocal de abastecimento de combustível com visual melhor, Tiago usou o modelo da motocicleta RD 350. As rodas cromadas tem aros 15×10 polegadas e são calçadas com pneus recapados Mud Terrain de 33 polegadas. Na parte externa ainda foi utilizado uma capota e espelhos retrovisores ao estilo do Jeep Wrangler. O interior foi bem trabalhado, com bancos, cintos de 4 pontas, volante e gaiola de competição baseada em veículos norte americanos. Há mais espaço interno e mais pontos de proteção. “Na prática, o jipe ficou muito bom de andar, tem força suficiente e é bem confortável na cidade. Ele está com a aparência que eu queria, por um custo beneficio muito bom. Usei mecânica simples e eficiente, com manutenção barata”, comentou. Sem dúvida, uma preparação equilibrada e eficiente. Ficha técnica Motor: VW AP 2.0, longitudinal, quatro cilindros em linha, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro. Cilindrada: 1.984 cm3 Potência: 145,5 cavalos a 6.250 rpm Torque: 18,4 kgfm a 5.750 rpm Taxa de compressão: 10,5:1 Diâmetro x curso: 82,5 x 92,8 mm Combustível: gasolina Alimentação: injeção multiponto sequencial Refrigeração: água Transmissão Câmbio: manual de cinco velocidades + ré Tração: 4×2 com 4×4 e 4×4 reduzida optativa através de caixa de transferência Willys Overland Suspensão Dianteira e traseira: eixos r[igidos, barras Mitsubishi Pajero Sport, molas helicoidais GM opala Direção: hidráulica GM S10 Freios Dianteiro e traseiro: discos ventilados nas quatro rodas, pinças da GM S10 4×4 Rodas: cromadas 15×10” Pneus: 33” x 12.5 x 15, mud terrain, recapados Dimensões (mm) Comprimento: 3.600 Largura carroceria: 1.500 Largura total com retrovisores e estribo: 1.900 Altura total: 2.100 Altura com para-brisa rebatido: 1.500 Vão livre: 570 Passagem em água: 1.100 Bitola: 1.250 Entre-eixos: 2.100 Peso: 1.350 kg Capacidade de carga: 400 kg Velocidade máxima: 120 km/h Tanque de combustível: 65 litros Consumo Cidade: 7km/l Estrada: 11 km/l Acessórios: Guincho elétrico Winch 12.000, gaiola tipo competição, eixos de Rural “canela grossa” revisados, calço de carroceria da Ford F-4000 de 2,5”, barras de direção da F-1000, tanque de 60 litros na traseira, cash tank de 2 litros, parachoques, estribos laterais e suporte de estepe e galão especiais, bancos concha, cintos de 4 pontos, volante de competição, pedaleira suspensa, retrovisores tipo Wrangler, relógios de pressão de óleo, temperatura, voltímetro, combustível e contagiros, capota conversível verde militar.
