Land Rover Discovery, um ícone do universo 4×4 Apresentado pela primeira vez ao mundo em 1989, o Discovery – robusto veículo utilitário esportivo (SUV) com capacidade para transportar até sete adultos – foi desenvolvido pela Land Rover como uma opção entre o valente Defender e o luxuoso Range Rover. Imediatamente, o modelo se tornou um sucesso absoluto, sendo amplamente utilzado ao redor do mundo, desde as savanas e desertos africanos até as movimentadas avenidas de Nova Iorque. Concebido para ser o mais versátil SUV da Land Rover, ele se consagrou como um dos mais capazes 4×4 de toda a indústria automobilística mundial. Não à toa, o Discovery foi o veículo escolhido pela Land Rover para ser o modelo oficial do Camel Trophy, entre 1990 e 1997 e também do G4 Challenge entre 2003 e 2008. As duas competições reuniram amantes da prática off-road e os colocavam à prova em disputas que testavam suas habilidades em navegação e resistência, em uma corrida de aventura que percorria as mais inóspitas regiões do mundo. Tailândia, Laos, Brasil, Bolívia e a gelada Sibéria, no leste da Rússia, foram alguns locais escolhidos pela Land Rover para servirem de palco para as competições, que visavam arrecadar fundos para a Cruz Vermelha Internacional. A primeira geração do modelo foi produzida entre 1989 e 1998, quando a Land Rover apresentou ao mundo a segunda geração do Discovery. O novo veículo trazia 720 modificações, incluindo retoques notáveis na dianteira, atualizações na motorização e mais equipamentos. O SUV também ganhava mais espaço para os passageiros e bagagens, com o acréscimo de 16,5 centímetros de comprimento e 9 cm de largura. A terceira geração do Discovery foi apresentada seis anos depois, em 2004, e trazia atualizações no design, com faróis inspirados nos do Range Rover, teto solar duplo e bancos em couro. O modelo também se tornou maior, mais robusto e com mais tecnologia embarcada em relação aos anteriores. O sistema Terrain Response ― trazido do Range Rover ― facilitou a vida dos condutores ao ajustar todas as configurações de tração, relação de marchas e suspensão de acordo com o tipo de piso em que se trafega, ao simples toque em um botão. Para uma capacidade off-road ainda maior, a Land Rover também equipou a terceira geração do Discovery com um sistema de suspensão pneumático com ajuste de altura. No total, a Land Rover produziu mais de um milhão de unidades do Discovery desde seu lançamento em 1989 até a última unidade da quarta geração ser produzida na fábrica de Solihull, no Reino Unido. Durante o desenvolvimento de cada nova versão, a marca britânica submetia algumas unidades a testes de rodagem ao redor do mundo, sob temperaturas que iam de 30ºC negativos a mais de 50ºC positivos. As quatro primeiras gerações mantiveram características marcantes de design do modelo como sua ampla janela na terceira fileira que invade parte do teto, além das linhas mais quadradas que proporcionam uma aparência extremamente robusta ao modelo. Ainda restam poucas unidades da quarta geração do Discovery à venda nas concessionárias Jaguar Land Rover em todo o Brasil. Entre os últimos modelos estão algumas unidades da série especial Graphite, edição limitada que foi desenvolvida com a versão SE e traz cores, acessórios exclusivos e motor diesel de 3.0 litros, 256 cv e 600 Nm de torque. Já a quinta geração, apresentada ao mundo durante o Salão de Paris de 2016, no último mês de setembro, transforma o design característico das gerações anteriores. Suas linhas mais arredondadas são uma referência clara ao Discovery Sport e norteiam o design da Família Discovery, anunciada pela Land Rover em 2014. Por dentro, o novo Discovery ficou ainda mais luxuoso e manteve a sua característica de acomodar com conforto até sete adultos. Após 27 anos de história, cinco gerações e mais de um milhão de veículos produzidos em todo o mundo. O legado que o Discovery construiu nesse tempo todo ajudou a Land Rover a se consolidar como referência em veículos para todos os tipos de terreno. Para um modelo com tantas conquistas, isso é só o começo. O novo modelo está previsto para chegar ao mercado brasileiro ainda em 2017.
Um dos pioneiros do 4×4 mundial é um Mitsubishi de 1935, é mole?
Mitsubishi Motors traz um dos primeiros 4×4 do mundo para o Salão do Automóvel de São Paulo Para quem curte automóveis clássicos antigos, a Mitsubishi irá trazer um grande destaque para o Salão. Com um nome simples, mas com recursos e conceitos à frente de seu tempo, como tração nas quatro rodas, o Mitsubishi PX-33 tem um lugar reservado entre os carros mais importantes da indústria automotiva japonesa. Tão importante que a história desse modelo já foi contada aqui: https://winhost.com.br/site/mitsubishi-4×4-desde-a-decada-de-30/ Fabricado pela Mitsubishi Heavy Industries em 1935, o PX-33 foi o primeiro automóvel de passeio no Japão com tração nas quatro rodas. Em uma época em que esse tipo de tração só era usado em veículos pesados e de carga, o modelo de quatro portas da marca dos três diamantes trazia luxo, conforto e resistência para transportar membros do governo japonês em zonas de guerra e de difícil acesso. Nascia ali um veículo que unia a resistência para encarar terrenos acidentados com conforto e sofisticação. O modelo contava com o pioneiro motor diesel de 6.700 cc e 70 cv. Esse propulsor também ganhou seu lugar na história por ser o primeiro no Japão a usar injeção direta de combustível, uma tecnologia que garantia mais desempenho e economia de combustível.
Conhece Aldo Meliani, o grande restaurador de veículos militares?
Aldo Meliani – Um fantástico legado No dia 10 desse mês, perdemos um amante nato do Jeep original; de seu conceito e sua utilização. Referente o que se refere à história, preservação e restauração de veículos militares antigos, com menção ultra especial aos mágicos Jeep Willys e Ford, o paulistano Aldo Meliani era um dos maiores conhecedores do tema. Vamos lembrar que ele estava lá, na linha de produção, quando a Willys Overland fabricava seus primeiros modelos nessas terras. Uma paixão consumada e continuada em uma história tão bonita, quanto rara. Na matéria a seguir, vamos lembrar a matéria que Juliana Santos fez com o “seu Aldo”, em 2002. Página da História* Preservar a história através do automobilismo é a função de Aldo Meliani, restaurador de carros 4×4 antigos e militares. O mecânico conta com experiência de quase meio século, representada pela passagem como funcionário na Willys Overland do Brasil Texto Juliana Santos fotos Donizetti Castilho e Juliana Santos Arquivo Pessoal As mãos habilidosas de Aldo Meliani desempenham um papel inédito e muito importante para conservar a história. Elas mantém viva o passado através da restauração de jipes antigos e veículos militares, alguns deles usados na Segunda Guerra Mundial. O simpático senhor de 64 anos, mecânico e restaurador, é uma fonte viva de informação sobre qualquer modelo, marca ou ano destes carros, pelos quais se apaixonou há quase 50. “ O povo brasileiro é curto de memória. Se há presente, houve passado e haverá futuro. São três tempos diferentes, mas um depende do outro”. Desde os sete anos de idade, Meliani já observava, em sua rua, um Jeep 42 acompanhado de um caminhão GMC, que fazia um trabalho muito interessante. Eles vinham buscar pombos-correio que o vizinho criava para o exército. Vendo constantemente aquela cena, Meliani estabeleceu um ideal: o primeiro carro de sua vida seria um Jeep 42. E realmente foi, o qual possuí até hoje. Apesar do pai ser marceneiro, Meliani já sabia desde cedo – 15 anos de idade – que queria ser mecânico. Certo da escolha, procurou uma oficina próxima a sua casa e lá teve os primeiros contatos com o ofício. O fascínio que os veículos exerciam no (até então) aprendiz de mecânico era tanto, que ele começou a guardar todos os jornais e revistas da época sobre o assunto. Além dos recortes, Meliani foi comprando vários manuais em concessionárias e recolhendo sobras nos quartéis. Hoje, o acervo tem quase 2 mil unidades consultadas por gente de todo Brasil. Aos 20 anos, o mecânico trabalhou na extinta Willys Overland do Brasil – no sentido literal da palavra, a “fábrica de sonhos” de qualquer off-roader. O contato diário com verdadeiro Jeep aumentou ainda mais o gosto e a vontade de possuir uma daquelas máquinas, quase inacessível no tempo em que ainda havia muitas carroças nas ruas. Na Willys, Meliani ficou somente dois meses – maio a julho 1958 –, atuando na linha de produção, onde saíam 90 motores por dia. E o trabalho não foi fácil. “Se tivesse de ir ao banheiro tinha de apertar um botão e uma pessoa vinha no lugar”. Como o única tarefa que realizava era “apertar parafusos”, ele decidiu sair da Willys e buscar novos horizontes. “Eu queria aprender a fazer reforma geral. Queria trabalhar em um lugar onde pudesse mexer em tudo”, contou. E o local que definitivamente deu oportunidade a Meliani “destrinchar” as viaturas foi a Prefeitura de São Paulo. Lá, o mecânico passou por várias seções, fazendo manutenção de caminhões, picapes, ambulâncias e, é claro, jipes. Segundo o restaurador, naquela época, a Prefeitura tinha duas frotas de jipes – 200 carros aproximadamente –, uma da Secretaria de Finanças e outra do Departamento Jurídico. Havia necessidade dos 4×4 nestes setores porque as Finanças, para fazer levantamento dos impostos, tinha de ir para todos os lugares da cidade, inclusive os mais difíceis. E o Jurídico, conseqüentemente entregava intimações em São Paulo inteira, quando necessário. “Senti saudades de algumas pessoas especiais, e também do serviço, que eu gostava muito”. Na Prefeitura, onde permaneceu 33 anos, Meliani trabalhava 12 horas por dia, dia sim outro não, e naqueles intervalos, atuava em uma oficina de militares, cujos donos eram um capitão e um sargento do exército. Por intermédio deles, realizou seu sonho: comprou seu Jeep 42, no ano de 1967. Depois do exército, Meliani foi o primeiro e único dono do Jeep, adquirido no Parque Regional de Motomecanização da Segunda Região Militar/Ministério da Guerra. O Jeep, que levou 20 anos em uma reforma ficou totalmente original, é invejado por muitos. “Meu Jeep eu não vendo. Inclusive, um camarada fez um cheque em branco e disse ‘põe o preço’”. Já aposentado, o experiente mecânico não parou de trabalhar. Abriu uma oficina de restauração – uma das poucas que executam este serviço no Brasil – e trabalha artesanalmente na recuperação destas raridades, detalhe por detalhe. A paixão de Meliani se extendeu ao filho, Ângelo, companheiro de trilhas e trabalho. Observando a arte do pai, Ângelo repetiu a história: recortava tudo sobre 4×4 e militares e catalogava. Ainda menino, lia uma publicação sobre mecânica e ficava impressionado como os restauradores transformavam “aquele monte de ferro jogado” em um calhambeque. “Eu olhava as ferramentas, os recortes e comecei a entender que lendo o manual você consegue montar direito um carro”, explica Ângelo, que assim como o pai, também teve um Jeep como primeiro carro de sua vida. Hoje, seu entusiasmo supera o do pai, que diz: “o Ângelo é mais sonhador que eu”. Matéria originalmente publicada na Revista 4×4&Cia, edição 104, de 2002.
Lembra da Picape Ford Série F? Sucesso a transforma em selo nos USA
Picape Ford Série F é homenageada em edição de selos postais nos EUA A Ford Série F, ícone do automobilismo e picape mais vendida do mundo há 36 anos consecutivos, agora será eternizada também em selos. O Serviço Postal dos EUA lançou uma série especial em homenagem aos utilitários que há quase um século ajudam as pessoas a realizar o transporte de trabalho e lazer. Duas picapes estampam a nova série: a Ford F-1 1948, primeiro modelo da Série F, e a Ford F-100 1965, que introduziu a tecnologia inovadora de suspensão “twin I-beam”, com um novo padrão de conforto. Os selos foram criados por Antonio Alcalá, diretor de arte do Serviço Postal dos EUA, a partir de desenhos originais de Chris Lyons, seguindo a tradição da instituição de homenagear os símbolos culturais do país. Primeiro produto lançado pela Ford no pós-guerra, a picape F-1 deu início à linha que desde então já vendeu mais de 35 milhões de unidades. Na América do Norte, a Ford Série F lidera o segmento de picapes há 39 anos e também é o veículo mais vendido entre todos os segmentos, há mais de 30 anos consecutivos. Atualmente na 13ª geração, a linha passou por sucessivas transformações e introduziu diversas inovações estéticas e mecânicas. Os motores, cada vez mais potentes, hoje avançam também na economia de combustível com a incorporação da família turbo EcoBoost, carroceria de alumínio de nível militar e novas tecnologias de assistência e segurança. Com o lançamento da pioneira F-100, em 1957, a Série F tornou-se um ícone também no Brasil, marcando o início da produção nacional da Ford. Hoje a linha é representada pelos modelos F-350 e F-4000, que estão entre os mais tradicionais do País e são usados em diferentes aplicações comerciais
A Rural vai para a TV
A Rural vai para a TV No próximo sábado, dia 23 de Julho, irá ao ar pela rede globo de televisão, no programa Caldeirão do Huck – quadro Lata Velha, a reforma da Rural Willys Overland 1962 do Sr. Joaquim de Adamantina. O Clube da Rural esteve presente prestigiando e dando suporte para o conserto da viatura. Em breve traremos o making of de como foi o dia dos “Ruralistas” na Oficina do Lata Velha. Imperdível!
Visitando Ted Vernon
Visitando Ted Vernon Por *Régis Beckauser Olá amigos da 4×4 Digital, como vão? Tenho enorme paixão pelos veículos off-road, mas, na verdade, meu coração é dividido entre outra paixão, os carros antigos. Creio que grande parte de todos que estão nos acompanhando gostam e admiram as raridades sobre rodas e sabemos que eles foram os principais laboratórios para o desenvolvimento crescente da indústria automotiva. A evolução do carro está muito ligada as condições por onde ele iria trafegar e é sabido que as vias pavimentadas não surgiram da noite para o dia exigindo que no passado, as empresas que se propuseram a desenvolver veículos motorizados encontrassem soluções para andar nas vias comuns da época que hoje chamamos de fora-de-estrada. As exigências impostas pelas forças armadas ao redor de todo mundo, também pressionaram as empresas a encontrarem soluções eficazes a fim de que seus produtos pudessem vencer grande parte dos obstáculos encontrados nos campos de batalha. Desde que aterrissei em Miami, eu queria visitar a loja do Ted Vernon, dono da South Beach Classic, um camarada que ficou conhecido pelo seu programa que era ou é ainda, transmitido por um dos canais pagos no Brasil. Nesse enorme local, encontram-se a venda, mais de 300 veículos, de vários anos, modelos, cores e condições. Digo condições pois muitos carros após serem adquiridos, terão que passar por mãos especializadas para voltarem a brilhar. Curiosamente, alguns 4×4 estavam por ali, alguns originais, outros nem tanto, mas veículos que fazem parte da historia automotiva e que para nós da comunidade fora de estrada fizeram e ainda fazem parte de nossas trilhas e de nossas histórias. Verdadeiros companheiros inseparáveis. Alguns modelos que tive a oportunidade de ver, creio que são bastante raros no Brasil onde até então nunca tinha visto como é o caso desse modelo Land Cruiser com a cabine estendida e que se encontrava em muito boas condições de preservação. No Brasil, o carro equivalente a essa Land Cruiser é a Toyota Bandeirante, porém com a distancia de entre-eixos maior diminuindo o ângulo de saída e o balanço traseiro. Outra diferença grande é que a grande maioria das Land Cruiser em solo americano rodam com motores a gasolina. Outra característica interessante desse veiculo, são as duas portas traseira novamente diferenciado do modelo do Brasil onde somente uma porta era instalada na traseira Se alguém me perguntar, o que esse miolo de chave faz ao lado do emblema minha resposta é: não sei! Esse detalhe só pude perceber quando vi a foto com mais calma e gostaria de deixar duas perguntas no ar: Esse miolo é original? E caso seja original, qual a sua função? Logo a frente, um pouco escondida, estava uma outra Land Cruiser com capota de lona e diferente da anterior, sua mecânica era a Diesel. Infelizmente, não pude conferir se o motor era o mesmo utilizado pelo valente Bandeirante que utilizou em grande parte de sua trajetória a motorização da Mercedes Benz. Esse carro também se encontra em boas condições em sua aparência tendo em vista que a maioria dos carros não era possível ligar pois estavam sem bateria. Um dos carros que eu particularmente nunca tinha visto de perto, foi um International Scout SSII (Super Scout II) ano 1976. Um 4×4 do porte das antigas Chevrolet Bonanza. Mesmo não sendo 100% original, esse REO transformado, teve uma caçamba de reboque militar instalado na traseira deixando-o com um visual bem diferente. Esse M151 MUTT (multi-purpose light vehicle) dentre algumas particularidades, destaca-se a suspensão independente, que para alguns, uma solução não muito prática no campo de batalha, mas de qualquer maneira, esse veiculo foi um dos destaques na historia da Jeep. Quem estiver passando por Miami, vale a pena programar uma passadinha pela loja do Ted Vernon. Tive o prazer de conhece-lo pessoalmente e fui muito bem recebido, onde inclusive expliquei que seus veículos 4×4 estarão sendo apresentados a vocês, querido publico da 4×4 Digital. Um grande abraço e até a próxima. *Regis Beckhauser é jipeiro desde 1998, realizou diversas trilhas pela região sudeste e trabalhou diretamente nos levantamentos oficiais dos Raids realizados pelo Jeep Clube do Brasil. Trabalhou como piloto de apoio no Rally dos Sertões. Aficionado por veículos militares, em 2001 montou um caminhão Engesa EE- 25 6×6 pra diversão dos turistas na região da Serra da Canastra – MG. Atualmente, reside em Miami e acompanha de perto os eventos realizados por lá, desde os 4×4, hot roads, clássicos e carros de corrida das mais diversas categorias. É colaborador exclusivo de 4×4 Digital nos Estados Unidos.
Daihatsu Feroza tem seu legado mantido por fãs
Daihatsu Feroza tem seu legado mantido por fãs Fotos Divulgação O suv japonês Daihatsu Feroza, que foi produzido entre 1987 e 1998 e teve uma série trazida ao Brasil, tem sua história, manutenção e vida útil mantida por fãs e aficcionados desse interessante 4×4 . Chamado Rocky no mercado norteamericano, Sportrak no Reino Unido e Feroza na Europa, Austrália e na América Latina, o veículo, em suas primeiras versões (houveram diversos facelifts), lembrava uma versão menor do Ford Bronco, estando, dessa forma, mais próximo deu um jipe do que de um automóvel. O modelo que sucedeu o Feroza, o pioneiro crossover Terios, seguiu esse caminho mais urbano que viraria tendência depois. Mas isso é assunto para outro momento. Por enquanto vamos celebrar o Feroza e seus proprietários, que não economizam elogios ao modelo. Pensando na preservação da espécie, a página Daihatsu Feroza Brasil foi fundada em Março de 2014, com o intuito de reunir os proprietários de Feroza, hoje espalhados por praticamente todos os estados do Brasil. Hoje o grupo tem 80 proprietários e a maioria deles está no sul e sudeste do Brasil. “Trocamos informações e combinamos eventos através do Facebook e whatsup”, comentou Henrique Guidi, internauta e um dos responsáveis pela página do veículo no facebook diz. ” O clube tem cada vez mais participantes e estamos organizando encontros regionais para esse ano”, finalizou. E para troca de ideias temos uma página no face e outra no instagram: Daihatsu Feroza Brasil e FerozaBrasil. Já o site nacional www.feroza.com.br traz informação útil e de qualidade, para “Ferozeiro” nenhum botar defeito. Serviço: Facebook Daihatsu Feroza Brasil Instagram FerozaBrasil Site www.feroza.com.br
Hotchkiss M-201 – O inacreditável “Jeep 42” Francês, no Brasil!
Hotchkiss M-201 – O Jeep Francês, aqui no Brasil Na cobertura dessa 23º edição da Festa Nacional do Jeep, realizada em Brusque, Santa Catarina, conhecemos a mais “nova” viatura 4×4 do “Negão”, maneira carinhosa como é conhecido Vilmar Walendowsky, o eterno presidente do Brusque Jeep Clube e um dos maiores fomentadores do universo 4×4 do País. “Negão” nos mostrou seu Hotchkiss 1952, que trouxe da Guiana Francesa, em uma operação que levou seis anos para ser concretizada. Veja só que beleza… Em breve traremos uma matéria completa sobre o Hotchkiss, essa interessante e versátil versão do modelo 4×4 mais famoso de todos os tempos. De quebra, vamos contar um pouco da saga de Vilmar Walendowsky ao trazer esse raro 4×4 da Guiana Francesa até Brusque, SC. Aventura e História no off-road brasileiro. Não perca!
Jeep Willys CJ3B 1954 ou, melhor, o famoso “Cara de Cavalo”!
Um “Cara de Cavalo” imbatível O Jeep Willys CJ3B 1954 dessa reportagem apresenta um nível tão alto de qualidade em sua restauração, que já recebeu três importantes prêmios em eventos de antigomobilismo. Conheça a história desse “cara-de-cavalo” e seu proprietário, Fernando Cury Texto e Fotos James Garcia O verde é uma das cores mais usadas nos Jeep, mas ainda bem quem há quem curta outros tons. O empresário paulistano do ramo alimentício Fernando Cury, 50 anos, é um deles. Cury não é praticante de off-road, mas sim um amante de utilitários da linha Ford/Willys, da qual tem uma Rural Luxo 4×2 1972. “Retirei junto com meu pai ‘zero km’ na concessionária, quando tinha sete anos”, lembrou. Hoje a Rural, que passou pelas talas largas, rádios Tojo e outras modas dos anos 80, está como veio ao mundo e ganhou placa preta. O dono também possui um Jeep Willys 1965. “Queria ter um carro fabricado no ano que nasci”, afirmou. O CJ3B fazia parte dos planos de Cury. Ele tem uma amiga cujo falecido marido tinha esse carro. “Ele teve filhas mulheres que não se interessaram, mas os sentimentos pela paixão do marido para com o 4×4 dificultaram o desapego ao Jeep”, comentou. Até que, em novembro de 2010, Cury se encontrou com ela e disse que estava comprando um Jeep. Ela disse: “Você tem tanto carinho pelo Jeep quanto meu marido, fica com ele também?”, contou. Cury negociou o valor e acabou comprando no mesmo dia os dois Jeep, um CJ5 1965 e esse CJ3B 1954. O Willys estava parado há oito anos num galpão. Ele mandou dar uma geral; trocou o tanque, as bombas, velas, a limpeza de carburador, revisão de freio e pouco depois saiu com ele curtindo, até que em janeiro de 2011, resolveu restaurá-lo. A decisão veio após ver uma edição da 4×4&Cia, onde há dois Jeep CJ3A (amarelo e o vermelho), feitos na oficina Max4. Cury disse que seu o sonho era montar um carro completo e começou pela restauração do chassi. Ele descobriu uma empresa especializada em construir estruturas e carrocerias para Jeep antigos para que avaliassem as condições do chassi. Como a peça estava cheia de soldas e remendos resolveu repará-la e construir uma lataria nova, mantendo a grade dianteira, o quadro do para-brisa e a tampa traseira. As demais partes de lataria são novas, até os bancos. O Jeep foi para a Max4. Após a reforma do chassi, restauração das partes e confecção da cabine, a carroceria foi alinhada, montada sob o chassi e pintada. A escolha da cor foi inusitada. Inicialmente a cor seria verde. “Pedi a opinião da minha esposa e filha, que disseram: ‘outro carro verde? Você já tem dois nessa cor!’, falou. “Um dia encontrei com a filha do ex dono e contei a ela o dilema. Daí veio a surpresa. Ela disse que o pai se arrependeu de ter pintado de verde, pois ele era vermelho!”. Pronto, ele voltaria a ter a cor original. O dono foi atrás de catálogos de época e viu que o tal vermelho era um vinho. “Naquele tempo só havia seis cores disponíveis: Gale Gray Poly, Beryl Green, Bristol Red (a cor do Jeep), Artic White, Coronado Sand e Kaven Black. Aí começaria a novela para elaborar a tinta e chegar ao padrão exato. Foram cinco amostras e diversas opiniões e palpites. Mas a escolha não poderia ter sido melhor. Toda a parte mecânica, como diferenciais, câmbio, motor, molas, juntas, rolamentos, bomba de água, radiador, foram restaurados com peças adquiridas na Jipebras ou importadas dos Estados Unidos. Cury ia até Mauá, SP, onde fica a MX4, pelo menos duas vezes por mês, apreciando e tirando fotos de todas as fases. “Falava para o Adilson que não tinha muita graça, pois não podia reclamar, dar palpites e ajudar em nada, pois tudo estava ficando melhor do que eu imaginava”, falou Cury, que apontou sua ansiedade como a parte mais difícil de todo o processo. O Willys que você vê nas fotos foi finalizado em janeiro de 2013 e Cury ficou feliz com o resultado. O CJ3B é usado para passeios e lazer. “Utilizo meus carros antigos nos dias de rodízio, citou. Fernando agradece à esposa Denise e a filha Camila, pelo respeito à sua paixão, além do apoio da família. “Meu irmão e minha mãe, me deram um belo presente de aniversário: um jogo de pneus 600×16” militares”. E citou a equipe Max4, que achou excelente. Troque informações e dicas com Fernando Cury, pelo e-mail: fernando@rosima.com.br Um 54 premiado O Jeep Willys CJ3B 1954 de Fernando Cury conquistou o sonhado troféu de destaque no III Encontro Brasileiro de Autos Antigos em Águas de Lindoia, que aconteceu em Abril/2016. Já está em seu currículo a premiação no XX Encontro Paulista de Autos Antigos em Campos do Jordão (Abril/2015) e também no XVI Encontro Nacional de Pick-ups, Trucks e Carros Antigos em Águas de São Pedro (Set/2014). Estes 3 prêmios de destaque eram o sonho do proprietário. O ultimo troféu teve uma característica especial, pois foi entregue para Fernando, por um mito do automobilismo, o Wilsinho Fittipaldi e também elogiado pelo presidente da FIVA (The Federation Internationale des Vehicules Anciens) Sr. Patrick Rollet, que entregou um adesivo para prestigiar o Jeep. Com 99,99% de originalidade, o Jeep conseguiu o reconhecimento e destaque. Prova do gosto de Fernando por carros mais acessíveis e utilitário, é que em sua garage ainda encontra uma Rural Luxo 1972, que foi buscar “zero” na concessionaria junto com seu falecido pai e também um Jeep CJ5 – 1965 que tem a mesma idade dele. Hoje, Fernando tem até dó de andar com o Jeep, para não sujar e utiliza somente para ir a passeios e encontros, permanecendo em sua garagem, devidamente coberto. Motor Hurricane, dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha Combustível: gasolina Potência: 73,97 cavalos a
Ford completa 97 anos da produção em série no Brasil
Ford completa 97 anos da produção em série no Brasil A Ford completa este mês 97 anos do início da produção em série de automóveis no Brasil. O Modelo T foi o pioneiro que iniciou o processo de popularização desse meio de transporte, oferecendo um automóvel com proposta mais acessível de preço. Em 1925, este “popular” da Ford já atingia o recorde de 24.250 unidades vendidas no mercado brasileiro, um volume respeitável até mesmo para os padrões atuais. A primeira linha de montagem funcionou no centro de São Paulo em 1919, inaugurando a indústria automotiva local. O seu sucesso levou a marca, dois anos depois, a mudar para uma sede própria no bairro do Bom Retiro, também na capital paulista, onde foi instalada uma unidade de produção nos mesmos moldes da sede da empresa em Detroit, nos EUA. Por ser acessível, confiável e fácil de manter, com peças padronizadas e intercambiáveis para enfrentar as estradas precárias da época, o Ford Modelo T se tornou um dos carros de maior sucesso de todos os tempos. Como produto de massa, teve 15 milhões de unidades produzidas entre 1908 e 1927 e ajudou a colocar o mundo sobre rodas. Foi eleito ainda o Carro do Século, como produto que melhor simboliza o nascimento da era do automóvel. No Brasil, foi também o precursor da cultura automotiva. O Modelo T tornou-se astro de diversas exposições de veículos, como o primeiro Salão do Automóvel, realizado na década de 20, no Palácio das Indústrias, em São Paulo. Em uma das edições, a Ford chegou a construir uma réplica da linha de montagem no evento. A fábrica era um programa de visita muito concorrido na cidade, o mesmo acontecendo nos showrooms das primeiras revendas de veículos. Na área de comunicação, o Modelo T foi responsável pelo início da propaganda de automóveis nos principais meios de comunicação da época.
