Muita aventura na 5ª Trilha da Barra do Ribeiro

Por Eduardo Neves Fotos Leonardo Neves e Eduardo Neves – Photo Lama Trilha Nos dias 29, 30 e 31 de março de 2019 a cidade da Barra do Ribeiro, RS, foi palco da 5ª Trilha e Jeep Cross. Esse evento é um dos mais tradicionais do estado do Rio Grande do Sul, dentro do calendário das trilhas pontuadas. Na sexta-feira, dia 29, os jipeiros foram recepcionados pela organização com um saboroso galeto e mais de 400 litros de chopp, para a galera que fez a inscrição antecipada. A recepção superou a expectativa dos organizadores em número de participantes que vieram de várias cidades do estado como Canela, Gramado, Cachoeira do Sul, Butiá, Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul, entre outras. Os participantes ainda contaram também com música ao vivo garantindo a animação até a madrugada. No sábado, dia 30, logo cedo os jipeiros já se movimentavam para continuar as inscrições e repor energias com um reforçado café da manhã. Por volta das 9 horas saíram em comboio rumo aos 6 atoleiros repletos dos mais variados níveis de dificuldades, entre elas, muito barro, água e passagens que exigiam muita técnica de quem participou. A trilha, por ser pontuada, contou com 5 atoleiros de pontuação e um de tomada de tempo, para eventual desempate.  O roteiro terminou por volta das 18h e, logo após o encerramento, todos se dirigiram ao tradicional jantar para premiar os vencedores.  Jeep Cross O domingo, dia 31 foi dia de Jeep Cross. A organização apresentou nessa edição uma pista nova para o Jeep Cross da Barra do Ribeiro, onde todos os pilotos que participaram aprovaram pelos desafios técnicos que a mesma ofereceu. O ponto alto do evento do domingo foi a homenagem que o Jeep Clube Barra do Ribeiro fez a APAE da cidade, convidando duas crianças especiais como zequinhas, onde puderam sentir a emoção de dar uma volta de reconhecimento e uma volta valendo, parabéns ao Jeep Clube por ter proporcionado a felicidade estampada nos rostos delas.       O Jeep Cross teve capotagem, pegas sensacionais e muita disputa por parte de quem andou. Também contou com o Jeep Cross feminino, onde uma das pilotos inclusive andou grávida, levando outra futura pilotinha na barriga. Logo após as provas os pilotos participaram juntamente com suas famílias do tradicional almoço de premiação do Jeep Cross.       Colocação da Trilha1º- Neka – Tramandaí2º- Barnabe – Tramandaí3º- Dodo – Dom FelicianoColocação Jeep Cross1º-  Alison – Sapucaia do Sul2º- André – Tramandaí3º- He-Man – TramandaíColocação Cross Feminino1ª-  Adahiana – Encruzilhada do Sul2ª- Ana Cristina – Tramandaí 3ª- Gabi – Encruzilhada do Sul

Um mix de jipe e crocodilo de aço, senhoras e senhores!

Conheça esse Super Jeep CJ8 artesanal, construído em Roraima Esse imenso Jeep com carroceria feita de aço antiderrapante é o cartão de visitas de uma oficina mecânica de Boa Vista, em Roraima. Paixão herdada de pai para filho, se tornou um dos destaques do off-road em seu estado Por James Garcia Fotos JPavani Em setembro de 2011, esse mesmo jornalista publicava, como destaque da seção Jipe do Leitor da Revista 4×4 &Cia, a história desse baita 4×4, que vem do extremo norte do Brasil, especificamente de Boa Vista, em Roraima, uma das principais capitais da região Amazônica. O micro empresário Elmer Alves de Brito, 39 anos, natural da cidade e tem contato com automóveis desde sempre. “Meus pais, Pedro e Neide, sempre gostaram de viajar e tiveram motos estradeiras, utilitários Gurgel X10, Jeep CJ5, F75 e Toyota Bandeirante”, falou.  Assim como o pai, que possuia uma retífica, Elmer atua no ramo de reparação automotiva. “Desde criança eu gostava de ir para a oficina quando saía da escola e aprendi a dirigir em um Jeep, com nove anos, quando íamos para algum lugar seguro e sempre com 4×4 e reduzida acionados”, contou. Uma das maiores alegrias do menino era levar o CJ5 da garagem até o portão da oficina, ao final do expediente. Quando completou 18 anos, Elmer ganhou um CJ5 com motor VW diesel da Kombi, o qual equipou com pneus militares 900×16”. “Quebrei alguns semi-eixos e o motor fundiu de vez. Depois fizemos uma reforma geral e instalamos a mecânica da Toyota 14B”, disse. Foi a primeira experiência com adaptações, sempre com a orientação do “Mestre Pedro” – como o pai é conhecido na cidade. Mas a configuração de terreno de Roraima fez com que Elmer quisesse mudar de carro. Suapí e Serra do Sol são algumas trilhas que fazem parte das atividades do Roraima 4×4 Jipe Clube, do qual Elmer é associado . Tais trilhas ficam em região montanhosa e de difícil acesso, onde os CJ5 e os Troller empinam com facilidade, então para transpor essas trilhas com mais segurança, ele optou por um 4×4 com uma distância entre-eixos maior. “Escolhi o CJ6 pelo maior tamanho (101 polegadas) e, conseqüente, espaço interno”, comentou. A ideia inicial era usar pneus de 38 polegadas e ter em um conjunto mais equilibrado para encarar montanhas, rochas e erosões.Em 2005, o pai comprou um chassi de CJ6 por R$ 150,00 e o projeto começou. A estrutura do “Bernardão” foi enviada para jateamento e recebeu reforços e suportes para novos feixes de mola do Toyota Bandeirante. “Eu não tinha carroceria e não queria de fibra. Meu pai sugeriu a construção de uma em chapa antiderrapante de 1.9 mm”, explicou Elmer. Os desenhos das laterais, assoalho, parede de fogo, capô e para-lamas foram construídos na oficina. O design seria algo próximo do CJ6, mas com portas maiores. “Adquiri uma grade nova de CJ5 e um quadro de para brisa militar, já os para lamas e o capô foram concebidos no estilo do CJ3”, explicou. Para formar o conjunto motriz, Elmer negociou um motor MWM Sprint de seis cilindros, diesel, com turbo e intercooler, retirado de uma Ford F250, veículo que cedeu também câmbio, caixa de transferência e outras peças. O chassi do CJ6 já estava pronto com a suspensão e diferenciais da Toyota Bandeirante, mas quando seu pai viu o propulsor, resolveu abandonar o chassi original e partiu para uma estrutura mais adequada ao tamanho do novo powertrain. “Tinhamos um chassi de caminhão VW 790 ¾, do qual aproveitamos as vigas e as travessas. Peguei o croqui de um chassi do Jeep CJ8 e um designer ajustou as medidas no computador, explicou. Para completar o conjunto estrutural, foi feita uma gaiola com tubos de 2” e parede de 4,5 mm. O intercooler da F250 foi conectado a um radiador feito sob medida à partir da colméia do caminhão Mercedes-Benz MB 1113, trabalho que exigiu uma “cirurgia” na parte interna dos pára-lamas. O radiador e o intercooler foram montados no chassi através de duas torres verticais, calçadas com três coxins de 1”. O sistema de direção hidráulica é da GM S10. Os eixos diferenciais de Toyota instalados inicialmente deram lugar aos da picape F250, e isso acabou por atrasar o andamento do serviço. Para adaptar o eixo traseiro foram removidos os suportes dos amortecedores, além da adição de uma cinta limitadora e uma barra de tração regulável. O eixo dianteiro deu mais trabalho, pois as F250 4×4 começaram a ser feitas em 2006, então era raro achar peças. “Encontrei um diferencial dianteiro completo de um modelo 2007 sinistrado”, contou. Elmer fez uso do sistema high steer (peças acopladas aos munhões dianteiros e à barra de direção, que possibilitam que a última seja posicionada por cima do eixo, com peças(terminais de direção) do caminhão MB 1113. O câmbio e a caixa de transferência foram instalados e receberam acionamento através de alavanca. O cardan traseiro é o da F250 encurtado e o dianteiro é do (caminhão) Ford F4000, pois com o motor seis cilindros a saída frontal da caixa de transferência ficou mais distante que na F250. A chegar nessa configuração mecânica, Elmer quis usar pneus de 42” com rodas de 17×9”. Outro detalhe importante foi “casar” as relações de coroa e pinhão, pois o diferencial dianteiro tem relação de 3,54:1 e o traseiro tem 4,10:1. Assim, para movimentar os pneus sem forçar a transmissão optou-se pela relação 5,13:1. “Comprei um bloqueio a arpara o diferencial traseiro, compressor e kit pra inflar pneus e contei com a ajuda de um amigo que morava nos EUA”, comentou. Enquanto o Jeep tomava forma, a parte elétrica era projetada, com a posição dos instrumentos sendo feita com auxílio do computador. O painel é de chapa de alumínio equipado com indicadores digitais de pressão de óleo, temperatura, nível de combustível, voltímetro, velocímetro e relógio. Os medidores de pressão de turbo e conta-giros são analógicos. O Jeep recebeu chave geral e a ignição é através de um botão de start, ambos localizados no meio

Abertura do Rally Trancos RS reúne competidores de três estados em Palmares do Sul

Competição de rally regularidade deu a largada para a temporada 2019 com categorias de carros 4×4, UTVs e quadriciclos Por Aline Ben da Costa/Comunicação 4×4 A cidade de Palmares do Sul, no litoral gaúcho, foi novamente a responsável pela abertura da temporada 2019 de rallys no Rio Grande do Sul. A primeira prova do ano do Rally Trancos RS aconteceu no último sábado, dia 30 de março, e contou com 120 quilômetros de percurso, sendo 80 de trecho cronometrado. A competição reuniu pilotos e navegadores de três estados e de 20 cidades diferentes divididos nas categorias Graduado, Turismo e Turismo Light entre os carros 4×4, e também UTVs e Quadriciclos. A prova 4×4 de Palmares do Sul foi técnica e rápida m um sábado ensolarado o desafio montado pelo diretor de prova, Alexandre Rech, contou com lindas paisagens e terrenos diversificados para os competidores testarem suas habilidades. A prova de Palmares do Sul foi técnica e rápida, dividida em duas etapas e definida em detalhes, como em um laço que ainda no início da prova exigiu qualidade e precisão dos navegadores. Palmares do Sul em festa O Rally Trancos RS começou a agitar a cidade ainda na sexta-feira, dia 29, com a chegada dos competidores e dos motorhomes que movimentaram o estacionamento do Jeep Moto Clube de Palmares do Sul. “Queria agradecer à turma da D’Primus que não mediu esforços para deixar o evento pleno, ao pessoal da Prefeitura que foi fundamental para a realização do rally em Palmares, à Flosul que nos cedeu a fazenda para nossa brincadeira e à diretoria do Jeep Clube que nos emprestou a sede”, comenta o diretor de prova. Ainda na sexta-feira uma festa movimentou o local e reuniu competidores, organização e a comunidade em geral. Através das inscrições o evento também arrecadou um total de 250 quilos de alimentos não perecíveis que serão doados ao Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Túnel Verde, entidade indicada pela Flosul. “Obrigado a todos que compareceram a abertura do Rally Trancos RS, em especial aos que rodaram mais de mil quilômetros para estarem aqui juntos com a gente”, finaliza Rech. Disputa off-road acirrada na Graduado Depois de quatro horas de prova, quem fez a festa na Graduado foi o piloto Rafael Cardoso, de Novo Hamburgo (RS), e o navegador Tiago Poisl, de Gravataí (RS). “O terreno favorecia muito para médias de velocidade elevadas, com um misto de areia e grama compacta onde era tentador acelerar. A prova foi bem medida e desenhada, com laços compridos onde qualquer vacilo mudaria o resultado da prova. A nossa dupla, com muita concentração e um carro bem ajustado, conseguiu a vitória para a equipe GS Racing”, comenta Tiago. A categoria contou com uma disputa acirrada entre os três primeiros colocados e promete um campeonato muito disputado até o final da temporada. O segundo lugar ficou com o piloto Milton Dresch, de Estrela (RS), e o navegador Thiago Silva, de Gravataí (RS). Na terceira posição, figurou a dupla vinda de Santa Catarina, o piloto Everton Gratt, de Capinzal (SC), e o navegador Wesley Sari, da cidade de Ouro (SC). Santa Catarina na Turismo e Paraná na Light Na categoria Turismo, uma dupla de Urussanga (SC) foi a grande vencedora em Palmares do Sul. O piloto Norton Martins e o navegador Gustavo Dal Bo Freccia foram os mais regulares no sábado, vencendo a primeira etapa e ficando em segundo na segunda parte da prova. “Fomos muito bem recebidos em Palmares e ficamos nos sentindo em casa. A prova foi rápida e com um piso muito bom de andar. Assim, os erros graves também custam mais caro, pois se você perder uma referência acaba perdendo muito tempo. Acredito que estamos evoluindo cada vez mais dentro do esporte e começamos bem o campeonato”, afirma Norton. Já na Turismo Light, uma dupla do Paraná formada por pai piloto e filho navegador foi a grande campeã. Edgar Decker e Rafael Decker, pai e filho respectivamente, viajaram quase mil quilômetros para participar da competição e levar o troféu de campeões para casa. A dupla é de Cascavel (PR) e garantiu o primeiro lugar nas duas etapas da prova. “Já tinha ganhado outras provas, mas essa foi especial porque foi ao lado do meu pai”, comenta Rafael. “Foi uma prova sensacional, muito técnica. Foi muito bacana. Percorremos um terreno excelente, com muita velocidade e tudo com segurança, foi maravilhoso”, destaca Edgar. Quadriciclo 4×4 é com a turma de Criciúma A equipe Quadrisul, de Criciúma (SC), é a grande responsável por agitar a categoria e incentivar os competidores a participarem das provas e desenvolverem o esporte na região Sul do Brasil. Entre os competidores da equipe, quem levou a melhor desta vez foi o piloto Gustavo Herdt Westrup, que venceu as duas etapas da competição e garantiu uma ótima pontuação já nesse início de temporada. “A Quadrisul Team está de parabéns! Ao passar das provas vamos aprendendo e fica ainda mais prazeroso participar. A prova foi muito divertida! Estava rápida, com médias altas”, afirma Gustavo. Francisco Beltrão levou a melhor nos UTVs Uma dupla vinda do Paraná foi a grande vencedora da prova de Palmares do Sul entre os UTVs. O piloto Leandro Barazetti e o navegador Marcos Marchioro, de Francisco Beltrão (PR), levaram a melhor na disputa e largam na frente no campeonato. “Essa cidade tem um ótimo terreno para esse tipo de prova, combinando reflorestamentos e trechos arenosos. A prova estava tecnicamente muito bem desenhada e com médias justas, dando bastante trabalho para pilotos e navegadores. Foi muito bom começar essa temporada no Rio Grande do Sul e rever os amigos. A cidade de Palmares do Sul respira off-road, nós andamos mais de 1,5 mil quilômetros para participarmos dessa prova e certamente voltaremos para outras”, comenta Leandro. Próxima parada do Rally: Jaquirana A próxima prova da competição acontece na tradicional cidade de Jaquirana, nos Campos de Cima da Serra Gaúcha. O município foi o primeiro a receber uma prova da Trancos & Barrancos e sempre proporciona

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