Fotos Anderson Pinto Rolou em 18 e 19 de Outubro, o XVI Pirajeep, encontro realizado em Piraju, SP pelo Jipe Clube Força Bruta. O evento contou com Trilha Pesada, Pista Indoor e o Demolicar e contabilizou mais de 350 veículos Centro de Exposições Pref. Cláudio Dardes (Fecapi) No sábado aconteceu a abertura das inscrições depois das 08:00; saída do comboio para a trilha às 13:00 e o retorno por volta das 20:00. Os trilheiros eram recepcionados com um jantar feito pelos voluntários da Associação de Voluntários no Combate ao Câncer. No domingo de manhã foi a vez do 1° Gaiola Fest com uma pista indoor especialmente feito para Gaiolas e Bajas contando com mais de 52 veículos, e as 13:00 teve o Demolicar, competição onde quem ganha é o último carro ainda em funcionamento. A cada edição com mais participantes, a trilha foi especialmente formulada para todos os tipos de veículos, mas como a adrenalina e a torcida pela travessia dos obstáculos era grande, mesmo sem ter veículo preparado, a maioria queria passar nos locais mais difíceis. A organização contou com 4 tratores para apoio nos pontos de dificuldade para resgatar quem precisasse. Isso tudo sempre começando com cada carro recebendo o já tradicional lanche apelidado de “X-Terra”. A sensação deste ano foram 2 caminhões militares 6×6. O piloto de um deles não sossegou até achar algum local onde não conseguiria passar. O problema foi quando o caminhão ficou atolado em um determinado trecho e teve que ser resgatado pelo outro caminhão 6×6 com a ajuda de um dos tratores da organização. O Pirajeep tem apoio da Prefeitura Municipal de Piraju e toda a renda arrecadada nas tendas de alimentação foram doadas diretamente para a Associação de Voluntários no Combate ao Câncer e 4×4 Sustentável – IBPCA Instituto Brasileiro de Preservação e Consciência Ambiental.
Tarde de aventura outdoor em Ribeirão Preto
Foto Tom Papp Entre as provas, estava um rapel ao lado de uma cachoeira O rali de estratégia e tarefas Mitsubishi Outdoor reuniu participantes para um sábado de aventura. É o caso dos amigos Eduardo Kanazaua e Franklin Sant’Anna, de Ribeirão Preto, que participaram na categoria Fun, indicada para famílias e amigos em busca de diversão. “O legal do Mitsubishi Outdoor é que ele mistura rali, provas de aventura e muita estratégia em um só dia”, comenta Eduardo. Eles correram a bordo de um Pajero Dakar e um Pajero TR4. Também podem participar veículos 4×4 das linhas ASX, Outlander e L200. Foto Cadu Rolim Participantes tiveram que se molhar em uma das provas O rali também conta com a categoria Extreme, para equipes mais competitivas e prontas para disputar o lugar mais alto do pódio. “A oportunidade de sair do carro para fazer atividades físicas durante um rali é única. Todos da equipe são apaixonados por esportes e carros. Por isso, não deixamos de participar de nenhuma etapa”, explica Fábio Bauer, da equipe Speed Gonzales. Foto Cadu Rolim Famílias e amigos curtiram um dia diferente no rali de estratégia O aventureiro, que mora em Belo Horizonte (MG), percorreu quase 500 km só para participar. “Viajar até o local da etapa é uma das melhores partes do rali. Conhecemos cidades e regiões que provavelmente não visitaríamos sem o Mitsubishi Outdoor”, completa. As equipes largaram de Ribeirão Preto na direção nordeste, rumo à divisa entre São Paulo e Minas Gerais, em uma região repleta de morros, serras e vales. Entre as atividades esportivas, os competidores fizeram dois percursos de mountain bike, trekking por um leito de rio e também um rapel para descer uma cachoeira. Além disso, também foi preciso filmar um tucano, pássaro comum na região, e fazer uma pausa para preparar uma xícara de café. Foto Cadu Rolim Trilhas com belas paisagens marcaram a etapa Na chegada da trilha, os participantes puderam aproveitar um grande almoço e a festa de premiação com convidados especiais: Os Paralamas do Sucesso tocaram seus hits em um show exclusivo para os participantes do rali. Campeões Na categoria Fun, a campeã da etapa foi a equipe Nem Chama II, com duas L200 Triton. “Essa é a terceira vez que participamos e cada vez nos divertimos mais. A etapa de Ribeirão Preto é especial e conquistar nossa primeira vitória aqui é uma sensação incrível”, comemora Marcelo Devita. “É uma prova muito bacana, conseguimos passar um dia muito divertido entre família e amigos e ainda subir ao lugar mais alto do pódio.” Foto Ricardo Leizer Pódio da Categoria Fun Já na categoria Extreme, vitória para a equipe Tamboré, que participa com duas picapes L200. “A organização preparou uma etapa bastante longa, cheia de PCs diferentes. Foi um desafio fazer nossa estratégia, mas, no final, conseguimos mais essa vitória”, explica Jefferson Gabriolli. Para ele, o prova de rapel foi a mais divertida. “Fazia muito tempo que não descia uma cachoeira. Foi o ponto alto da prova, com certeza”, relembra. Foto Ricardo Leizer Campeões da Outdoor Extreme
Glauber Fontoura e Minae Miyauti são campeãoes do Brasileiro de Rali Cross-Country
Fotos Divulgação Foto Divulgação Em meio a muita terra, poeira, lama e saltos nas mais diversas regiões do Brasil, a dupla Glauber Fontoura e Minae Miyauti levou a L200 Triton ERS para o lugar mais alto do pódio e conquistou, pela primeira vez, o título do Campeonato Brasileiro de Rally Cross-country, na categoria Super Production, destinada a carros de produção, com poucas modificações para as provas de rali. A conquista tem um gosto ainda melhor, já que a dupla faturou o título com 100% de aproveitamento, vencendo todas as provas que disputou. “É a soma do trabalho do ano inteiro. Fomos campeões com duas provas de antecedência. E foi fundamental o trabalho da Ralliart Brasil. Em todas as provas o carro estava em dia, sem contar o empenho de toda a equipe. É uma felicidade ímpar, estamos vivendo um ano muito proveitoso”, enfatiza Glauber, eu também venceu o Rally dos Sertões, maior prova off-road do país. Foto Fabio Davini Minae, que compete há apenas três anos como navegadora no rali cross-country, comemorou a conquista. “Foi sensacional. Batalhamos o ano todo para chegar até aqui”, disse. “A equipe da Ralliart Brasil nos passa muita segurança. Quando chegamos, já está tudo pronto. Eles checam tudo. Poder confiar no carro e no trabalho deles nos ajudou a conquistar esse título.” Foto Fabio Davini A prova que consagrou a dupla foi o Rally Rota Sudeste, realizado neste fim de semana na região de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo. Para Guilherme Spinelli, diretor da Ralliart Brasil, o título representa a evolução do trabalho de toda a equipe no desenvolvimento e aprimoramento dos veículos. “Estamos muito felizes com o título do Glauber e da Minae em um campeonato duro e disputado como é o Brasileiro. A L200 Triton ERS, desenvolvida pela Ralliart Brasil, tem se mostrado um carro rápido, resistente e muito confiável”, comemora . A partir de 2015, as L200 Triton ER que disputavam a Mitsubishi Cup pelo sistema de locação sit&drive, estarão disponíveis para os pilotos, que poderão correr as provas do Brasileiro e Rally dos Sertões, além da Mitsubishi Cup. Foto Magnus Torquato/Mitsubishi Com o título em 2014, Glauber já faz planos para 2015: “Irei disputar as provas com uma L200 Triton SR na categoria Pró-Brasil. Será um ano de aprendizado com um carro novo, mas irei continuar com o suporte da Ralliart Brasil, que foi fundamental durante todo o ano”, completa o piloto. Foto Victor Eleutério/Mitsubishi
Jeep para a cidade: uma ideia antiga…
Texto e Fotos James Garcia Willys Jeepster 1950 Esse eu posso dizer que é um Jeep raro; foi o único que eu vi e tive a oportunidade de dirigir um pouquinho, a cerca de 15 anos. Veículo mezzo estranho, mas charmoso, visual causa impacto e chama a curiosidade de quem o vê. Para começar ele é mais baixo, estreito e comprido do que aparenta nas fotos, e tem a inclinação para um modelo mais sofisticado, ou seja, a antítese do projeto original. Lançado em 1948, não se pode dizer que o Jeepster foi um projeto pouco ousado, mesmo que tenha nascido de outro carro. O visual desenvolvido por Brooks Stevens obviamente seguia os desenhos e traços característicos dos outros membros da família Jeep, naquela época o Jeep Staion Wagon (1946) e a Pick-up (1947) e o Jeep. Projetado para ser o carro perfeito para o veterano de guerra (Imagine isso!), o Jeepster tinha pneus com banda branca, calotas cromadas, para sol, volante de luxo e um pneu Continental com uma capa de tecido. Era equipado com um motor gasolina 2.2 litros, 4 cilindros, de 62 cavalos, câmbio manual de três velocidades (overdrive opcional)e freios a tambor nas quatro rodas. O 4 cilindros ganhou a companhia de um propulsor seis cilindros. A tração era traseira, limitando sua utilização para o público fã da marca. Interessante notar o sistema de suspensão dianteiro que usa uma única mola transversal. Atrás, o sistemas de feixes tradicionais. Em 1950 sofreu leves mudanças, incluindo um novo desenho para a extremidade frontal, que ganhou acabamento cromado e um novo painel. Seu alto preço e concorrentes que ofereciam mais no mesmo segmento, o Jeepster foi descontinuado em 1950. Seria ótimo saber como está essa belezoca hoje…
Mitsubishi: 4×4 desde a década de 30…
Diamantes em formação… Por James Garcia Fotos Arquivo Pessoal/Divulgação A Mitsubishi começou sua história em 1917 (97 anos!), quando lançou o Modelo A, o primeiro automóvel de passageiros produzido em série no Japão. No início os carros eram produzidos pela divisão de navios e aviões bélicos da marca, na época o maior conglomerado industrial e o maior fornecedor das forças armadas japonesas. Modelo A, o início de tudo Em 1918, a Mitsubishi produziu o seu primeiro caminhão, o protótipo T1. Caminhão T1 Na década de 30, a marca investiu pesado no desenvolvimento de novos produtos, para suprir o crescente mercado interno. O primeiro desses novos projetos foi o PX 33 4WD, um carro de passeio equipado com tração 4×4. Em 1990 a marca fez uma homenagem ao veterano, confeccionando uma carroceria do clássico veículo, mas com a mecânica de uma super Pajero, para competir no Rally Dakar daquele ano O PX 33 4WD, em 1934! E a versão 1990, carroceria clássica sobre a mecânica de uma Pajero Caminhão Type 94 – nicho de mercado sempre explorado pela marca Todos sabem que o Japão ficou completamente arrasado após o fim da II Guerra Mundial, em 1945. Os principais investimentos foram em caminhões e ônibus, que rodavam com gasolina ou combustíveis alternativos. Em 46, surgiu o Mizushima “Silver Pigeron”, veículo pequeno, econômico e leve, de estrutura modular, com três rodas, feito para transporte de cargas. Uma versão mais moderna foi lançada em 1959, com o nome de Leo Mizushima 1946 Leo 1959 A marca continuou crescendo nos anos 60, até que em 1970 a divisão de veículos a motor se tornou independente, recebendo o nome que tem até hoje: Mitsubishi Motors Corporation ou MMC. Nessa década, modelos como o Colt e o Lancer, que começaram a ganhar destaque nas pistas de rally de todo o mundo. Colt 1500 SS, fabricado a partir de 1969 Lancer 1600 GSRm de 1972, consolidação da marca como campeã de rallies
Melhoria no processo de comunicação da Fenajeep
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Chuva, lama e muita emoção na Final da Mitsubishi Cup
Mogi Guaçu (SP), 08 de novembro de 2014 – Durante toda temporada 2014, as duplas da Mitsubishi Cup enfrentaram diversos desafios: desde a poeira e trechos travados de Jaguariúna (SP) até às longas retas e piso escorregadio de Mafra (SC). A última etapa não foi diferente. Com a chuva forte durante toda a madrugada, a pista ficou escorregadia e cheia de poças, dando muito trabalho para pilotos e navegadores. Mas a partir da segunda prova, o piso começou a secar e os tempos foram ainda mais baixos. Foto Tom Papp – Lucas e Kaique são campeões na L200 Triton SR “Isso é Mitsubishi Cup. Cada etapa é diferente. Para mim, essa foi a melhor pista da temporada. Foi necessária uma leitura de terreno muito boa. Não gostava de andar na lama, mas hoje consegui ganhar as provas e foi muito bom”, comentou Lucas Moraes que, ao lado de Kaique Bentivoglio, foi o campeão da categoria Triton RS. Em 2014, os pilotos enfrentaram, pela primeira vez, provas de 50 km e a introdução do restritor, tornando as disputas ainda mais intensas. “Encerramos o 15º ano da Mitsubishi com mais uma prova de maturidade. Estamos sempre buscando melhorias e soluções, entendendo onde podemos evoluir. Neste ano, procuramos equilibrar o campeonato, criando provas mais longas e colocando o restritor nos três primeiros colocados. Terminamos o ano com saldo positivo e certos que teremos outras novidades para a próxima temporada”, garante Guilherme Spinelli, diretor da Ralliart Brasil. Campeões da 15ª temporada Foram sete etapas e 19 provas ao longo do ano, com muitos saltos, curvas, terra e poeira. Em Mogi Guaçu, foram três provas de 35 quilômetros e os pilotos aceleraram tudo o que puderam para garantir o título. Foto Ricardo Leizer – Ricardo Feltre e Rafael Malucelli foram campeões da L200 Triton RS Na L200 Triton ER, a dupla Ricardo Feltre / Andre Lucas Munhoz comemorou o título no lugar mais alto do pódio. “É uma alegria indescritível, ainda mais pelo modo como conquistamos esse título, na última volta, e correndo com adversários de altíssimo nível, ainda estou em êxtase”, disse o piloto que, em 2015, correrá na Triton RS. “Será uma grande honra e um grande aprendizado”, garante. Foto Tom Papp – Marco Túlio Lana e João Rossi foram os campeões da Pajero TR4 R Na Pajero TR4 R, os campeões foram Marco Tulio Lana / Leonardo Magalhães. “Já faziam cinco anos que não corria na Mitsubishi Cup e, como bom mineiro, comecei devarinho, comendo pela beiradas e, no final, conseguimos o título”, explica Marco. “Para mim foi muito especial. Nunca tinha participado e a parceria com o Marco Tulio deu muito certo”, garante o navegador Leonardo. Foto Tom Papp – Na Pajero TR4 ER Master, Sérgio Gugelmin e Marcos Panstein foram campeões Já na Pajero TR4 ER Master, o primeiro lugar ficou com Sérgio Gugelmin / Marcos Maia Pastein. “É nosso segundo título consecutivo em uma das categorias mais disputadas da Mitsubishi Cup. Voltamos para casa com a sensação de dever cumprido”, comemora Sérgio. O piloto catarinense comenta que o bom trabalho de toda a equipe foi essencial para mais essa conquista. “Sempre entramos no carro com o mesmo objetivo: subir no lugar mais alto do pódio. O resultado disso é esse troféu”, completa. Foto Tom Papp – Fred e Marcelo vencem na Pajero TR4 ER Com o título garantido na Pajero TR4 ER, Fred Macedo e Marcelo Haseyama passearam na última etapa. “Essa etapa foi diferente, não tinha obrigação de resultado. Mas hoje estava muito liso, muito difícil”, explicou o piloto, que disputou quatro etapas em 2013 e fez o campeonato desde o início nesta temporada. “Foi um ano perfeito. Fizemos a lição de casa em todas as etapas. Prova após prova fomos nos aprimorando e aprendendo com os erros. E ainda fomos campeões antecipados”, explica. Com um campeonato perfeito, completando todas as provas, a dupla ainda ganhou a viagem para o Explora Atacama, no Chile, prêmio em comemoração aos 15 anos da Mitsubishi Cup. Já como campeão da temporada 2014, Lucas Moraes sonha com o próximo ano. “Quero continuar correndo na Mitsubishi Cup. Meu sonho é ser bicampeão na Triton RS e tricampeão da prova.” Foto Tom Papp – Campeões da categoria L200 Triton RS Foto Tom Papp – Campeões da categoria Pajero TR4 ER Master Foto Tom Papp – Campeões da categoria Pajero TR4 ER Foto Tom Papp – Campeões da categoria Pajero TR4 R Temporada 2015 Mal acabou a última prova e os pilotos já sonham com a próxima largada, em meados de março de 2015. A grande novidade da Mitsubishi Cup será a estreia do ASX R, desenvolvido pela Ralliart Brasil e baseado na versão de rua do crossover ASX. Será a primeira vez na história que a Mitsubishi Cup contará com três modelos de veículos: Pajero TR4, L200 Triton e ASX. “O ASX R já teve uma boa aceitação dos pilotos e estamos com praticamente todos locados. A L200 Triton ER passa a ser para piloto proprietário, que também poderá disputar outras provas do Campeonato Brasileiro e Rally dos Sertões”, explica Guiga. O veículo estará disponível pelo sistema de locação sit&drive, no qual as duplas não precisam se preocupar apenas com a pilotagem, já que todo o trabalho de revisão e manutenção fica para os engenheiros e mecânicos da Ralliart Brasil. “Temos feito diversos testes no ASX R e o carro tem surpreendido a toda a equipe graças a sua performance e resistência. Esperamos um 16º ano com as novidades sendo bem aceitas pelos pilotos e navegadores”, completa Guiga.
Copa Troller Sudeste conhece seus campeões
Fotos Divulgação A Copa Troller fechou a temporada do Campeonato Sudeste em grande estilo com a definição dos campeões de 2014. Até a chuva voltou em meio à estiagem do interior paulista para deixar as trilhas mais desafiantes, com muita lama e emoção numa prova que reuniu 100 duplas com o utilitário T4. As principais categorias, Master, Graduados e Turismo, foram vencidas respectivamente pelas duplas Flavio Kath/Rafain Walendowsky, Ednilso Borguezano/Rafael Prada e Paulo/André Tegon, pai e filho. As pistas na região de Itu mudaram completamente na véspera da prova: o pavimento seco e poeirento tornou-se escorregadio. Por isso, foi um rali de habilidade e os competidores tiveram de mudar suas estratégias de corrida rapidamente. Além do fator do percurso, o sistema de pontuação da Copa Troller, que dá maior peso para as últimas etapas, equilibrou ainda mais as disputas uma vez que até a última prova o campeonato estava aberto. A Copa Troller é sempre uma grande atração nos locais onde são promovidas as provas. Em Itu, tradicional cidade turística conhecida pela sua imagem de grandiosidade, não foi diferente. No local da largada funcionou uma loja itinerante da Troller, montada sobre um caminhão. O objetivo é ajudar os participantes de todas as categorias a utilizar os serviços de última hora em seus veículos. Mas, também é uma grande atração para o público por comercializar bonés, acessórios e camisetas customizados da marca. Os campeões Na categoria Master, Flavio Kath e Rafain Walendowsky conquistaram o tricampeonato na modalidade. “Conseguimos esse terceiro título em meio a etapas muito difíceis. Esta última, em Itu, foi absolutamente de grande desafio porque choveu na noite passada deixando as trilhas excessivamente lisas”, diz o navegador Rafain. “Na prova, já utilizamos o Novo Troller T4, que foi um dos fatores responsáveis por oferecer muita estabilidade, tração e força para superar as situações difíceis do percurso”, completa o piloto Flavio. Na Graduados, o título de campeão deste ano foi para o piloto Ednilso Borguezani e o navegador Rafael Prada. “Foi muito especial ser campeão da categoria Graduados da Copa Troller após seis anos da minha conquista na categoria Turismo. Foi uma temporada de muito trabalho e cheguei à final fazendo contas dos pontos. Felizmente para nossa equipe deu tudo certo e conseguimos o título. Em 2015, vamos brigar na Master”, comemorou Ednilso. Na Categoria Turismo a conquista foi em família. Paulo e André Tegon disseram que enfrentaram muitas dificuldades durante o ano, compensadas com o título. “É maravilhoso conquistar o título de campeão na Turismo ao lado do meu filho, pois tivemos que superar muitos desafios. Fizemos um planejamento desde a primeira etapa e tivemos que conciliar as datas da Copa com a faculdade do meu filho. Isso foi muito gostoso porque encaramos a nossa participação de uma forma estratégica e o resultado premiou este esforço”, comemorou Paulo, responsável por pilotar o Novo T4. Balanço da temporada Sudeste A Copa Troller Sudeste 2014 foi marcada por ótimas provas e centenas de participantes. Foram escolhidas trilhas desafiantes que testaram a habilidade e a estratégia de corrida de pilotos e navegadores nas diferentes categorias. A média de 120 duplas nas largadas fez desta temporada uma das mais concorridas. A estreia do Novo Troller T4, lançado no meio do campeonato, também contribuiu para aumentar a competitividade deste que é hoje um dos principais ralis de regularidade do País. “Percorremos seis estados da região Sudeste e a direção da prova rodou milhares de quilômetros para escolher as melhores trilhas. Tivemos mais de 700 carros na competição e milhares de pessoas tiveram a oportunidade de conhecer este evento que cresce a cada ano”, diz Carla Freire, supervisora de Marketing da Troller. “Já estamos preparando o calendário para a temporada 2015 e temos certeza que a Copa Troller continuará sendo um sucesso, ainda mais agora com a chegada do Novo T4.”
Túnel do tempo: Jeep M170 no Brasil
Você se lembra desse Jeep? Poucos veículos militares americanos como este M170 1962 – localizado em Florianópolis, SC, há mais de 10 anos – aportaram por aqui. Se você tem do paradeiro dessa máquina, entre em contato! Por James Garcia Fotos Artur Gayer e Cesar Luciano Brinhosa Eis aqui um autêntico M170 norte-americano. É claro que existem diferenças e semelhanças com o nosso CJ6 “Bernardão”, mas a origem de todos é a mesma: o M38A1, o modelo inovador que deu origem a todos os Jeep citados acima e que concretizou definitivamente a fama do mais famoso 4×4 do mundo. À saber: o M170 é um M38A1 com chassi alongado. O sucesso do M38A1 nas forças armadas foi tamanho que a Kaiser, proprietária da Willys desde 1953, decidiu em 1955 fabricar um Jeep civil visualmente igual ao militar. O CJ-3B – conhecido por aqui como “Cara de Cavalo” – não agradou o público. Por isso, a Willys lançou em 11 de outubro de 1954 o CJ-5, fabricado por mais de trinta anos. Do M38A1 nasceu o mutante M170, que originou no mercado civil a versão CJ-6. Feito para ser usado como carro-ambulância, o M170 era 44 centímetros mais longo que seu irmão menor e podia transportar três feridos em macas ou seis pessoas sentadas. Foram produzidos cerca de 4 mil carros como este no período entre 1953 e 1962, o que faz com que seja um carro um tanto quanto raro. Certos detalhes ajudam a distinguir o M170 do CJ-6. Os faróis dianteiros foram instalados mais para dentro da grade do mesmo modo que os carros da Segunda Guerra e ele ganhou um porta-luvas ao lado esquerdo do motorista. Outro detalhe visível é a caixa de rodas traseira em formato redondo e o vão existente no capô para a instalação do snorkel. O sistema elétrico – como de praxe na época – é de 24volts. Por acaso… O comerciante catarinense César Luciano Brinhosa nem imaginava que este “Bernardão” americano um dia seria seu, principalmente sabendo que o ex-proprietário já havia investido R$ 30 mil na reforma do carro. Mas como a vida é cheia de surpresas e o destino a ninguém pertence, um belo dia Brinhosa se viu com a raridade nas mãos e o melhor, novo em folha. O Jeep foi tão bem restaurado que muitos pensam se tratar de um carro zero km. Todas as partes do Jeep foram completamente desmontadas, consertadas ou substituídas e colocadas de volta no lugar. Câmbio, caixa de transferência, guincho, grade, painel, bancos, porta-estepe, caixa de ferramentas, luzes de black-out, painel de instrumentos foram mantidos com as características originais. A carroceria teve 99% por cento de seus detalhes intactos. A maior mudança estética foi a troca da cor verde militar pelo vermelho Ferrari, que realçou ainda mais os detalhes da carroceria. Na parte mecânica o que surpreende é o “novo” motor Tornado 230! Como o propulsor original Willys Hurricane de quatro cilindros e 74 cavalos estava danificado e havia a intenção de substituí-lo por outro mais forte, uma ótima – porém trabalhosa – ideia foi adotada. Optou-se pela instalação do motor da picape Kaiser M715 – modelo Tornado 230, com seis cilindros e 140 cavalos. O que realmente ajudou a equilibrar a nova “cavalaria” com o câmbio de três marchas e os pneus 35 x 12,5 x 15 da BFGoodrich foi a substituição da relação de diferencial 5.38 (43×8) por 3.92 (47×12), original dos Ford Galaxy e Willys Itamaraty. Com isso o carro ficou muito ágil, respondendo bem ao acelerador. O proprietário diz que em primeira marcha o Jeep alcança por volta dos 70 km/h e chega aos 160 km/h de velocidade final. Para que este motor – bem maior que o original – pudesse ser acomodado no Jeep, foi necessário refazer toda a parede corta-fogo. Para segurar este Jeep a fera, foram instalados freios a disco e sistema hidrovácuo da picape Chevrolet D20, assim como tambores maiores na traseira. Devido ao peso do motor, a suspensão dianteira teve de ser reforçada com peças do Toyota Bandeirante. Atrás o sistema foi mantido original, mas jumelos maiores foram instalados em todos os feixes. Para melhorar a dirigibilidade, foi instalada uma caixa de direção do VW Passat, que tornou a direção leve e ao mesmo tempo firme e sem folga. O interessante neste 4×4 é perceber como o “novo” mistura-se harmonicamente com o “antigo” nesse magnífico exemplar da dinastia Jeep. Ficha Técnica Jeep M170 Truck Ambulance Front Line Militar com motor Kaiser Tornado seis cilindros Origem: Toledo Ohio USA Ano de fabricação: Fevereiro de 1962 Motor: Kaiser Tornado 230, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha Cilindrada: 3800 Potência máxima líquida: 140 cv Alimentação: carburador simples DFV Combustível: gasolina Refrigeração: água, duas ventoinhas (direita original + automática apoio) Transmissão: tração 4×2 com opcional para 4×4, através de caixa de transferência Willys Câmbio: Willys manual de três marchas + ré Relação de marchas: 1ª marcha: 3,339:1, 2ª marcha:1,1551:1, 3ª marcha:1,000:1,Ré: 3,798:1 Relação de diferencial: 47×12 (3.92:1) Suspensão Dianteira: eixo rígido, feixe de molas reforçado, amortecedores do Toyota Bandeirante e jumelos Dumper Traseira: eixo rígido, feixe de molas, amortecedores do Toyota Bandeirante, jumelos Dumper e barra estabilizadora original Freios Dianteiros: a disco, com servo-freio Traseiro: tambor Direção: Caixa de direção do Passat Rodas: 15×10 Mangels Pneus: 35 x 12,5 x 15 BFGoodrich Sistema elétrico: 24V com bobina selada dentro do distribuidor. Luzes e lanternas militares originais Acessórios Guinchos Dianteiro: mecânico original Traseiro: polia com tomada de força original Obs: Fotos realizadas na Praia da Joaquina, SC. Agradecimentos à Policia Militar.
