Um dos melhores Jeep Wrangler do Brasil Off-roader carioca aplica conhecimento, técnica e expertise na montagem de um super Jeep! Fotos Arquivo Pessoal Fabio Paiva, 41 anos, é casado, nascido no Rio de Janeiro e trabalha como corretor de seguros. Fabio serviu ao Exército por 4 anos, no quartel de Cavalaria Mecanizada. “Lá aprendi a mexer e gostar de Jeep, caminhões e outros veículos todo terreno. Logo de cara descobri como os pequenos Jeep eram valentes. Uma vez, fazendo reconhecimento em Itaguaí, RJ, ficamos rodando pela região um dia inteiro sob fortes chuvas e quando retornamos para o quartel, já tarde da noite, descobrimos que a cidade estava toda ilhada e haviam decretado estado de emergência. Estávamos somente em 1 veículo e passamos em diversos alagados, ruas que viraram rios e tudo mais, sempre achando tudo divertido e emocionante”, dissertou Fabio sobre começou essa história de Jeep em sua vida. Fabio comprou seu primeiro Jeep, um Willys CJ todo desmontado, em 1997, logo que saiu do Exército. Era o que dava para comprar na época. Foram necessários 2 anos para montá-lo e começar a fazer trilhas. “Logo que comecei a usar, já comecei à fazer os “upgrades” para usar o maior pneu que eu conseguia comprar na época, um Goodyear Wrangler 35”. Era um espetáculo! “, lembrou. Mas esse Jeep andou pouco, pois numa prova em Macaé, um Trial de Superação, Fabio capotou com ele e, apesar de passar mais 1 ano reformando o carro, acabou por vender antes de ficar pronto. Paralelo ao primeiro Jeep, Fabio teve uma Nissan Frontier com pneus 33” e Body Lift de 3”, que usava para viagens e trilhas mais leves. Depois teve uma picape Ford Ranger Limited, com a mesma configuração. Fabio comentou que o sempre teve o Jeep como um segundo veículo. Sobre a escolha do Wrangler, Fábio foi objetivo: “O Wrangler é o neto do meu primeiro Jeep, o CJ. Desde quando eu tinha meu primeiro Jeep, já ficava de olho nos Wrangler, vulgo TJ, que apresentam muito mais possibilidades de preparação e configuração. As grandes evoluções do Wrangler são o fato deles possuírem molas helicoidais e caixa automática. Muita gente não gosta, mas a caixa automática permite um controle muito superior em trilhas e obstáculos mais extremos e radicais”. Realmente essa observação de Fabio é alinhada com o gosto do publico norte americano, que, em sua maioria, usa o Jeep com câmbio automático. Versões manuais são raras de ver. Fortalecendo um clássico Nosso personagem se casou no dia 05 de novembro de 2010. E exatamente 1 mês depois, dia 5 de dezembro, comprou o “Ninho”. “Esse apelido surgiu porque ele é branco e eu gastava com ele mais do que com o Leite Ninho dos meus filhos, além de também ser “Enriquecido com Ferro”, afirmou, com bom humor. Na época, Fabio estava procurando uma Pajero Sport usada, que seria um carro apenas para fazer trilhas, viagens e para o dia-a-dia. Mas numa festa com amigos, lhe deram a ideia de voltar a ter um autêntico Jeep, mas a sugestão foi comprar uma Cherokee Sport, vulgo XJ, e um carro de passeio como um Gol, Sandero ou algo assim. “Essa dica me fez pensar e pesquisar muito e optei pelo Wrangler, apesar de ser geralmente o dobro do valor de uma Cherokee e um Sandero. A opção pelo Wrangler tinha 2 grandes vantagens sobre a XJ: ter chassis e ser conversível”, comentou. Fabio fez muitas pesquisas nos fóruns americanos e nas lojas e sites, que duraram meses. E com isso o off-roader foi montando um “Grande Projeto Geral”. Como na época era impossível avaliar, Fábio estabeleceu algumas fases para o “Ninho” alcançar. Em todas elas, Fabio foi comprando os itens necessários e parava o mínimo possível para fazer toda a transformação de uma vez. Fábio Paiva nos passou, resumidamente, as fases já efetuadas: Fase 1 – Bloqueios ARB nos 2 eixos originais, pneus 35”, rodas Beadlocks aro 15”, Guincho Warn 9000, Suspensão Rubicon Express 3,5”; Fase 2 – Suspensão Long Arms Clayton Off Road, Eixo dianteiro Dana 44 com Axle Truss e Semieixos+Homocinéticas RCV, Eixo traseiro Dana 60, Pneus Trepador Competition 40”, bloqueios ARB nos 2 eixos, Paralamas MetalCloak, Guincho Warn M8274, Amortecedores de 14” de curso; Fase 3 – Motor V8 5.9L Mopar 360 Magnum e caixa automática 4 marchas; Fases 4, 5 e 6 – já definida, mas aguardando o dollar baixar… É por essas e outras que o Wrangler de Fabio Paiva é considerado por fãs e amantes do modelo Wrangler, como sendo uma das unidades mais bem preparadas do país.
Visitando Ted Vernon
Visitando Ted Vernon Por *Régis Beckauser Olá amigos da 4×4 Digital, como vão? Tenho enorme paixão pelos veículos off-road, mas, na verdade, meu coração é dividido entre outra paixão, os carros antigos. Creio que grande parte de todos que estão nos acompanhando gostam e admiram as raridades sobre rodas e sabemos que eles foram os principais laboratórios para o desenvolvimento crescente da indústria automotiva. A evolução do carro está muito ligada as condições por onde ele iria trafegar e é sabido que as vias pavimentadas não surgiram da noite para o dia exigindo que no passado, as empresas que se propuseram a desenvolver veículos motorizados encontrassem soluções para andar nas vias comuns da época que hoje chamamos de fora-de-estrada. As exigências impostas pelas forças armadas ao redor de todo mundo, também pressionaram as empresas a encontrarem soluções eficazes a fim de que seus produtos pudessem vencer grande parte dos obstáculos encontrados nos campos de batalha. Desde que aterrissei em Miami, eu queria visitar a loja do Ted Vernon, dono da South Beach Classic, um camarada que ficou conhecido pelo seu programa que era ou é ainda, transmitido por um dos canais pagos no Brasil. Nesse enorme local, encontram-se a venda, mais de 300 veículos, de vários anos, modelos, cores e condições. Digo condições pois muitos carros após serem adquiridos, terão que passar por mãos especializadas para voltarem a brilhar. Curiosamente, alguns 4×4 estavam por ali, alguns originais, outros nem tanto, mas veículos que fazem parte da historia automotiva e que para nós da comunidade fora de estrada fizeram e ainda fazem parte de nossas trilhas e de nossas histórias. Verdadeiros companheiros inseparáveis. Alguns modelos que tive a oportunidade de ver, creio que são bastante raros no Brasil onde até então nunca tinha visto como é o caso desse modelo Land Cruiser com a cabine estendida e que se encontrava em muito boas condições de preservação. No Brasil, o carro equivalente a essa Land Cruiser é a Toyota Bandeirante, porém com a distancia de entre-eixos maior diminuindo o ângulo de saída e o balanço traseiro. Outra diferença grande é que a grande maioria das Land Cruiser em solo americano rodam com motores a gasolina. Outra característica interessante desse veiculo, são as duas portas traseira novamente diferenciado do modelo do Brasil onde somente uma porta era instalada na traseira Se alguém me perguntar, o que esse miolo de chave faz ao lado do emblema minha resposta é: não sei! Esse detalhe só pude perceber quando vi a foto com mais calma e gostaria de deixar duas perguntas no ar: Esse miolo é original? E caso seja original, qual a sua função? Logo a frente, um pouco escondida, estava uma outra Land Cruiser com capota de lona e diferente da anterior, sua mecânica era a Diesel. Infelizmente, não pude conferir se o motor era o mesmo utilizado pelo valente Bandeirante que utilizou em grande parte de sua trajetória a motorização da Mercedes Benz. Esse carro também se encontra em boas condições em sua aparência tendo em vista que a maioria dos carros não era possível ligar pois estavam sem bateria. Um dos carros que eu particularmente nunca tinha visto de perto, foi um International Scout SSII (Super Scout II) ano 1976. Um 4×4 do porte das antigas Chevrolet Bonanza. Mesmo não sendo 100% original, esse REO transformado, teve uma caçamba de reboque militar instalado na traseira deixando-o com um visual bem diferente. Esse M151 MUTT (multi-purpose light vehicle) dentre algumas particularidades, destaca-se a suspensão independente, que para alguns, uma solução não muito prática no campo de batalha, mas de qualquer maneira, esse veiculo foi um dos destaques na historia da Jeep. Quem estiver passando por Miami, vale a pena programar uma passadinha pela loja do Ted Vernon. Tive o prazer de conhece-lo pessoalmente e fui muito bem recebido, onde inclusive expliquei que seus veículos 4×4 estarão sendo apresentados a vocês, querido publico da 4×4 Digital. Um grande abraço e até a próxima. *Regis Beckhauser é jipeiro desde 1998, realizou diversas trilhas pela região sudeste e trabalhou diretamente nos levantamentos oficiais dos Raids realizados pelo Jeep Clube do Brasil. Trabalhou como piloto de apoio no Rally dos Sertões. Aficionado por veículos militares, em 2001 montou um caminhão Engesa EE- 25 6×6 pra diversão dos turistas na região da Serra da Canastra – MG. Atualmente, reside em Miami e acompanha de perto os eventos realizados por lá, desde os 4×4, hot roads, clássicos e carros de corrida das mais diversas categorias. É colaborador exclusivo de 4×4 Digital nos Estados Unidos.
Jeep Willys CJ3B 1954 ou, melhor, o famoso “Cara de Cavalo”!
Um “Cara de Cavalo” imbatível O Jeep Willys CJ3B 1954 dessa reportagem apresenta um nível tão alto de qualidade em sua restauração, que já recebeu três importantes prêmios em eventos de antigomobilismo. Conheça a história desse “cara-de-cavalo” e seu proprietário, Fernando Cury Texto e Fotos James Garcia O verde é uma das cores mais usadas nos Jeep, mas ainda bem quem há quem curta outros tons. O empresário paulistano do ramo alimentício Fernando Cury, 50 anos, é um deles. Cury não é praticante de off-road, mas sim um amante de utilitários da linha Ford/Willys, da qual tem uma Rural Luxo 4×2 1972. “Retirei junto com meu pai ‘zero km’ na concessionária, quando tinha sete anos”, lembrou. Hoje a Rural, que passou pelas talas largas, rádios Tojo e outras modas dos anos 80, está como veio ao mundo e ganhou placa preta. O dono também possui um Jeep Willys 1965. “Queria ter um carro fabricado no ano que nasci”, afirmou. O CJ3B fazia parte dos planos de Cury. Ele tem uma amiga cujo falecido marido tinha esse carro. “Ele teve filhas mulheres que não se interessaram, mas os sentimentos pela paixão do marido para com o 4×4 dificultaram o desapego ao Jeep”, comentou. Até que, em novembro de 2010, Cury se encontrou com ela e disse que estava comprando um Jeep. Ela disse: “Você tem tanto carinho pelo Jeep quanto meu marido, fica com ele também?”, contou. Cury negociou o valor e acabou comprando no mesmo dia os dois Jeep, um CJ5 1965 e esse CJ3B 1954. O Willys estava parado há oito anos num galpão. Ele mandou dar uma geral; trocou o tanque, as bombas, velas, a limpeza de carburador, revisão de freio e pouco depois saiu com ele curtindo, até que em janeiro de 2011, resolveu restaurá-lo. A decisão veio após ver uma edição da 4×4&Cia, onde há dois Jeep CJ3A (amarelo e o vermelho), feitos na oficina Max4. Cury disse que seu o sonho era montar um carro completo e começou pela restauração do chassi. Ele descobriu uma empresa especializada em construir estruturas e carrocerias para Jeep antigos para que avaliassem as condições do chassi. Como a peça estava cheia de soldas e remendos resolveu repará-la e construir uma lataria nova, mantendo a grade dianteira, o quadro do para-brisa e a tampa traseira. As demais partes de lataria são novas, até os bancos. O Jeep foi para a Max4. Após a reforma do chassi, restauração das partes e confecção da cabine, a carroceria foi alinhada, montada sob o chassi e pintada. A escolha da cor foi inusitada. Inicialmente a cor seria verde. “Pedi a opinião da minha esposa e filha, que disseram: ‘outro carro verde? Você já tem dois nessa cor!’, falou. “Um dia encontrei com a filha do ex dono e contei a ela o dilema. Daí veio a surpresa. Ela disse que o pai se arrependeu de ter pintado de verde, pois ele era vermelho!”. Pronto, ele voltaria a ter a cor original. O dono foi atrás de catálogos de época e viu que o tal vermelho era um vinho. “Naquele tempo só havia seis cores disponíveis: Gale Gray Poly, Beryl Green, Bristol Red (a cor do Jeep), Artic White, Coronado Sand e Kaven Black. Aí começaria a novela para elaborar a tinta e chegar ao padrão exato. Foram cinco amostras e diversas opiniões e palpites. Mas a escolha não poderia ter sido melhor. Toda a parte mecânica, como diferenciais, câmbio, motor, molas, juntas, rolamentos, bomba de água, radiador, foram restaurados com peças adquiridas na Jipebras ou importadas dos Estados Unidos. Cury ia até Mauá, SP, onde fica a MX4, pelo menos duas vezes por mês, apreciando e tirando fotos de todas as fases. “Falava para o Adilson que não tinha muita graça, pois não podia reclamar, dar palpites e ajudar em nada, pois tudo estava ficando melhor do que eu imaginava”, falou Cury, que apontou sua ansiedade como a parte mais difícil de todo o processo. O Willys que você vê nas fotos foi finalizado em janeiro de 2013 e Cury ficou feliz com o resultado. O CJ3B é usado para passeios e lazer. “Utilizo meus carros antigos nos dias de rodízio, citou. Fernando agradece à esposa Denise e a filha Camila, pelo respeito à sua paixão, além do apoio da família. “Meu irmão e minha mãe, me deram um belo presente de aniversário: um jogo de pneus 600×16” militares”. E citou a equipe Max4, que achou excelente. Troque informações e dicas com Fernando Cury, pelo e-mail: fernando@rosima.com.br Um 54 premiado O Jeep Willys CJ3B 1954 de Fernando Cury conquistou o sonhado troféu de destaque no III Encontro Brasileiro de Autos Antigos em Águas de Lindoia, que aconteceu em Abril/2016. Já está em seu currículo a premiação no XX Encontro Paulista de Autos Antigos em Campos do Jordão (Abril/2015) e também no XVI Encontro Nacional de Pick-ups, Trucks e Carros Antigos em Águas de São Pedro (Set/2014). Estes 3 prêmios de destaque eram o sonho do proprietário. O ultimo troféu teve uma característica especial, pois foi entregue para Fernando, por um mito do automobilismo, o Wilsinho Fittipaldi e também elogiado pelo presidente da FIVA (The Federation Internationale des Vehicules Anciens) Sr. Patrick Rollet, que entregou um adesivo para prestigiar o Jeep. Com 99,99% de originalidade, o Jeep conseguiu o reconhecimento e destaque. Prova do gosto de Fernando por carros mais acessíveis e utilitário, é que em sua garage ainda encontra uma Rural Luxo 1972, que foi buscar “zero” na concessionaria junto com seu falecido pai e também um Jeep CJ5 – 1965 que tem a mesma idade dele. Hoje, Fernando tem até dó de andar com o Jeep, para não sujar e utiliza somente para ir a passeios e encontros, permanecendo em sua garagem, devidamente coberto. Motor Hurricane, dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha Combustível: gasolina Potência: 73,97 cavalos a
Um rolê no Jeep Beach 2016
Um rolê no Jeep Beach 2016 Texto e fotos *Regis Beckhauser “No ultimo dia 23 de Abril de 2016 tive o prazer imenso de conhecer um dos maiores e mais exclusivos eventos voltados para o nosso querido e inigualável Jeep, o Jeep Beach em Daytona Beach, cidade litorânea localizada na Flórida. O evento mais uma vez foi realizado no espetacular e histórico Daytona International Speedway, um autódromo onde provas como a Nascar, entre outras, ocorrem todos os anos. E é em seu canteiro central que é montado o palco para que a estrel principal nesse universo 4×4 brilhe. Após 4 horas de estrada, de Miami, onde resido, até Daytona, cheguei ao estacionamento principal no momento de abertura dos portões. Todos os visitantes pagam uma quantia simbólica para visitação no valor de U$10.00. Para o acesso ao interior do evento os visitantes contavam com veículos preparados para o transporte do pessoal, onde uma narrativa nos dava as boas vindas. A exposição estava dividida em três setores: Expositores, Pista de obstáculos e Estacionamento dos Participantes do Desfile. O Jeep Beach é uma celebração para os apaixonados e proprietários de Jeep exclusivamente e sendo assim, os fornecedores de componentes, acessórios e empresas de preparação, levam tudo que existe de mais atual no mercado. Ali é possível conhecer desde os grandes fornecedores aos menores, mas não menos importantes. Em quase todos os estandes, os visitantes contavam com profissionais treinados e capacitados a explicar e demostrar seus produtos onde o resultado era possível ver nos incríveis Jeep expostos. Após percorrer todos os estandes, fui ver de perto os 4×4 participantes que desfilaram dentro do autódromo no final do dia. Ali pude conferir de perto carros novos, modelos clássicos, como CJ3, CJ5, CJ7, Comanche, Jeepster e uma infinidade de modelos Wrangler. Haviam carros preparados por oficinas especializadas, mas pude conferir veículos construídos pelos seus donos onde a personalidade estava bem exposta. Mas os Jeep não estavam ali só para a exposição, um pequeno circuito com obstáculos fora montado para que os participantes pudessem usufruir dos seus veículos e alegrar os olhos dos que estavam do lado de fora da pista. Pra quase todos que estavam ali, quem mais impressionava na pista, não eram os carros mais bem equipados, mas a velha guarda! Um carro que me chamou muito a atenção foi um CJ3 militar todo original e comandado por um senhor que demostrou uma habilidade incrível ao levar o seu carro em um dos trechos mais complicados do percurso. Além disso, foi o único carro que percorreu o circuito puxando um pequeno reboque. Ali pude ver que o conhecimento do seu carro muitas vezes é muito mais importante do que sua preparação, pois seu carro não dispunha de recursos modernos e nem por isso ele deixou de vencer os obstáculos. Um ponto muito importante desse evento é que grande parte dos valores arrecadados com as inscrições dos participantes e dos visitantes fora destinado a instituições de caridade. Algo comum aqui nos EUA onde quase todos os eventos parte dos valores são destinados a ajudar as instituições que oferecem melhores condições de vida para as pessoas necessitadas sejam elas por questões de saúde ou financeira. Despedi-me do evento embaixo dos escaldantes 32º C antes do desfile final, que pela contagem, bateu o recorde de maior encontro de Jeep em um só lugar novamente. Para conferir maiores informações sobre a pagina http://jeepbeach.com/ *Regis Beckhauser é jipeiro oficial desde 1998, realizou diversas trilhas pela região sudeste e trabalhou diretamente nos levantamentos oficiais dos Raids realizados pelo Jeep Clube do Brasil. Trabalhou como piloto de apoio no Rally dos Sertões. Aficionado por veículos militares, em 2001 montou um caminhão Engesa EE- 25 6×6 pra diversão dos turistas na região da Serra da Canastra – MG. Atualmente, reside em Miami e tenho acompanhado de perto os eventos por aqui realizados, desde os 4×4, hot roads, clássicos e carros de corrida das mais diversas categorias.
Noite dos Jeep e Veículos Militares no Sambódromo do Anhembi
Noite dos Jeep e Veículos Militares no Sambódromo do Anhembi Fotos James Garcia e Viviane Bosio A noite de terça-feira, 12 de abril, foi bem agitada no Sambódromo do Anhembi, com a realização da Noite dos Jeep e Veículos Militares, que aconteceu no Sambódromo do Anhembi. Organizada pelo Auto Show Collection, com a parceria de entidades como o Jipe Clube do Brasil e Comando Oeste, o evento contou com a participação de diversas viaturas incríveis da capital paulista. Marcaram presença colecionadores e seus modelos super originais, carros modificados, utilitários, todos convivendo em harmonia e proporcionando uma verdadeira aula de história ao público presente. Léo Moreira, veterano membro do Jeep Clube do Brasil fez uma boa apresentação/introdução da história dos 4×4, enquanto o desfile rolava numa das pistas mais famosas do País. Parabéns pela iniciativa e que venham muito mais encontros especiais como esse.
O Jeep CJ-5 no Brasil
O Jeep CJ-5 no Brasil Por James Garcia Consultoria técnica e ilustrações Angelo Meliani Na primeira metade da década de 40, eram tempos dos bondinhos, calhambeques e jardineiras. Estradas, avenidas, asfalto, todos esses “luxos” eram realidade em apenas alguns lugares das grandes capitais. Foi nessa época que o Jeep começou a aportar por aqui, e sem exagero, pode-se dizer que o carismático 4×4 norte-americano – um dos grandes mitos do automobilismo mundial -, foi um dos responsáveis pela grande transformação que mudou a face do nosso País. A 2ª Guerra Mundial ainda fazia suas vítimas, quando os primeiros Jeep Willys e Ford começaram a chegar ao Brasil. Sua missão era equipar o nosso exército, que fazia parte do bloco dos países aliados. Naquele tempo, os jipes militares eram trazidos da Itália, mas a partir de 1946 chegavam diretamente dos Estados Unidos. Após o término do conflito todos os Jeep vinham parcialmente desmontados da América do Norte. Foi assim com todos os CJ-2A (1945/1949), CJ-3A (1948/1953), CJ-3B (1952/1964) e CJ-5 (1954/1969), até o ano de 1957. Um fato curioso é que no porto de Santos – local de desembarque dos carros importados -, os Jeep tinham seus pára-brisas pintados de preto. Nunca se soube o motivo certo dessa medida, mas consta que isso só aconteceu em nosso país. O restante do carro era mantido original. Em 1951, a Willys começa a fabricar o Jeep no Brasil e em 26 de abril de 1952 é fundada a Willys Overland do Brasil é fundada em 26/04/1952, empresa que deu continuidade, e ampliou, o processo iniciado no ano anterior. Em agosto de 1957, a Willys apresenta o Jeep Universal modelo nacional, com 65% de seus componentes nacionalizados. No final de 1958 para 1959, começam a ser fabricados os primeiros CJ-5 totalmente brasileiros. É de se notar o fato de que os primeiros CJ-5 possuíam o desenho da caixa de rodas traseira em formato redondo, idêntico ao dos Jeep norte-americanos. Ao contrário do que muitos pensam, nem todo CJ-5 do final dos anos 50, dotado de caixa de rodas redonda, é importado. Nessa mesma época, os motores 6 cilindros BF-161 passam a substituir os antigos “Hurricane” de 4 cilindros. Nesses já distantes anos 50, fabricar um carro inteiramente nacional era um grande desafio para as montadoras que ensaiavam seus primeiros passos no Brasil. O raro quadro abaixo, ilustra perfeitamente o processo de nacionalização do Jeep, que durou dois anos, de julho de 1958 até julho de 1960. Novos tempos 1960, ao que parece, é realmente o grande ano da Willys, que inaugura a primeira fábrica de motores do Brasil, a Willys Overland Motores, localizada em Taubaté/SP. Eram tempos de revitalização da indústria nacional, do progresso, do nascimento de Brasília. O ufania nacional era geral. E a Willys Overland era a grande vedete do automobilismo nacional. Para um país sem tradição automobilística, a produção da Willys foi considerável. De 1957, início da fabricação dos Jeep no Brasil, foram produzidos 122620 veículos, o que dá uma média anual superior a 24 mil veículos. Mais especificamente, em 1957, quando o carro não era 100% nacional: 9.291 carros. Em 1958, chegou-se a 14.322 carros; em 1959, 18.178; em 1960, 19.514; e finalmente, em 1961, 61.305 unidades. A média de produção era excelente, mas havia a necessidade de se atender com mais agilidade ao ávido mercado de utilitários. Por esse motivo que a Willys Overland montou uma fábrica em Jaboatão, em Pernambuco, inaugurada em 14 de julho de 1965. O Jeep que sai das instalações de Pernambuco, tem as portas confeccionadas em madeira e recebe o carinhoso apelido de chapéu de coco. O ano da virada Em 1967 o Brasil conhecia os primeiros sintomas da globalização que hoje domina as manchetes da indústria automobilística: em uma manobra jogada ágil e inteligente, a Ford compra a Willys, e exibe interesses em galgar posições mercadológicas. Naquela época, a Renault francesa era sócia da Willys brasileira junto com a Kaiser Corporation, que também havia comprado a marca Jeep nos Estados Unidos. Após varias negociações, a Renault acabou ficando com a IKA “Industria Kaiser de Argentina”, comercializando a Willys brasileira com a Ford, que adquiriu 48% das ações da Willys. O negócio foi fechado em 15 de outubro de 1967. A Ford sabia o que estava fazendo: além de continuar fabricando toda a família Jeep – CJ-5, CJ-6, Rural e F-75 -, ficaria com o domínio do ambicioso “projeto E”, conhecido pouco tempo depois como Corcel. Em 27 de outubro de 1969, a união das duas empresas culmina no nome Ford/Willys do Brasil. Em 18 de março de 1971, a Ford transfere a produção da F-75 e da Rural, para suas instalações no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Em 30 de maio de 1972, a Ford muda o nome de Ford/Willys do Brasil, para Ford do Brasil. A produção segue sem maiores alterações, até que em 11 de julho de 1975 é introduzido o motor Ford Georgia OHC de 4 cilindros nos utilitários Rural e F-75, que em conjunto com o câmbio de 4 marchas sincronizado, utilizado desde o fim dos anos 60, torna os utilitários mais leves e econômicos. Em 15 de outubro de 1975, o Jeep também começa a ser equipado com esse motor. Em 22 de outubro de 1975 a Ford alcança a marca de 500.000 utilitários produzidos – contando obviamente com a produção da Willys, com uma Rural 4 cilindros e tração 4×4. Em 25/04/1978, o Jeep atinge o número de 200.000 unidades produzidas. O Final Em toda sua história brasileira, o CJ-5 recebeu três tipos de motores. O “Hurricane” americano, de 4 cilindros, 2.198 cm3 e 70 hp até 1959; o 6 cilindros BF-161, de 90 hp a 4.000 rpm e 2.600 cm3 de 1959 até 1975 e, a partir de 1975, os motores Ford OHC 2.300 de 83 hp
Off-Road em Paranapiacapa, SP
Off-Road em Paranapiacapa, SP Fotos Vitor Fischer Valente Aventura realizada no dia 13 de fevereiro teve roteiro e trilhas do Bar do Lula e Sabonete, realizada na região de Paranapiacaba-SP. No total foram 7 jipes, e a intenção era levar integrantes do Jeep Clube de Ribeirão Pires para uma trilha de nível médio e visual, de relaxar a vista, mas devido a inexperiência do pessoal do Jeep Clube, a trilha foi percorrida com o dobro do tempo do que seria normal. A primeira baixa já foi logo no inicio da trilha quando um Jeep CJ5 que teve a bobina queimada, após o reparo feito pelo Sr. Fernandes da By Fernandes Restaurações o mesmo abandonou trilha. João SHOW com um Jeep 63 desde zero da família também deu trabalho a turma após beber água da poça de lama, mas com alguns chacoalhões da turma o Willys seguiu em frente. A trilha teve inicio as 9 horas da manhã e finalizada as 17:00 horas, Vitor Fischer Valente com o famoso Bernardão , Valério Valente com sua nova Pick-Up Willys e Sr. Fernandes junto com seu filho Márcio com Jeep 83 militar impecável colocaram em prática os mais de 35 anos de trilha para que a trilha terminasse bem.
Adap Brasil lança Chaveiro Grade Jeep CJ5
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De jipe na Rota dos Quadris, em Igarapé-Açu, PA
De jipe na Rota dos Quadris, em Igarapé-Açu, PA Por Felipe de Avis Batista Fotos Júnior Mendes A Turma do Jeep Clube de Bragança somou esforços com o recém-criado Grupo Off-Road de Igarapé-Açú, no nordeste do estado do Pará, e realizou no última dia 23 de Agosto numa baita aventura pela mata fechada localizada na zona rural da região. Puxado por uma fera nas trilhas quadri, o Jairo Araújo do Grupo Off-road de Igarapé-açú, os quatro participantes, divididos em um Jeep Ford CJ5 1976 e uma Toyota Bandeirante 1985, foram tomados pela expectativa, já que, a rota de quadri é famosa por ter derrotado dois jipes Troller T4 no mês anterior. Após deslocamento pelo asfalto, seguimos em busca de aventura. Já fora de estrada, rotas de areia fofa tornavam difícil o controle dos 4×4; onde o freio, quando acionado, empurrava o carro para onde o “nariz” apontasse. Nas vicinais usadas por máquinas agrícolas, haviam buracos que exigiram motor e pneu. O desafio seria cumprir percurso numa vasta área de plantação de dendê, que se transformou num grande labirinto. Passado o sufoco, voltávamos à floresta densa. E, os obstáculos ficavam por conta de erosões que chegavam a 1 mt, em um piso traiçoeiro. No ponto mais difícil, seguíamos por um córrego raso que reservava um buraco com profundidade acima dos joelhos e vinha acompanhado de uma curva fechada a direita, seguido de uma subida de mais de 1,5 m junto de uma curva à esquerda. A equipe investiu mais de duas horas de trabalho com enxada, prancha e guincho. O “cotovelo” deu trabalho, mesmo estando em terreno sem muita água. Manobrar sem bloqueio de diferencial é problemático, os facões não permitem. Pra completar, com uma subida lisa e cheia de erosões, não dava para transpor o “fosso” sem guincho. O Willys enterrava três de seus pneus na lama encoberta pela mata rasteira. As tentativas que embalo para garantir a subida do barranco fracassavam por falta de espaço para qualquer manobra. Combinavam-se pranchas e guincho para arrancar o jeep do enrosco. Contudo, se tornou tarefa complicada achar um ponto de ancoragem. Mais acima, o Willys passou ileso, já a Band sofria com o esbarramento, forçando a turma no trabalho manual para desobstruir um “túnel” de 20 m de cumprimento, que lançava muitos galhos de árvores e impediam a passagem segura até mesmo de um quadriciclo. Poucos metros a frente e uma sequência de buracos e grandes erosões se revelaram como um grande desafio que levou ao limite a suspensão. Na porção de cima, a Band seguia pela esquerda e se dava bem, enquanto o Willys cruzava o trecho em “zig-zag” à frente e saia de um buraco para cair em dois. Não deu para aliviar o pé. Trecho superado e mais um enrosco se apresentava ao grupo: inúmeras erosões com água, encobertas pela vegetação numa área de quase 100 m. A tração e a suspensão trabalhavam no limite, enquanto o receio de tombamento era constante. Dali em diante vieram áreas tomadas por grandes valões cheios de lama E assim finalizou-se a trilha de mais de seis horas, onde os off-roaders adquiriram mais experiência nas difíceis trilhas do Pará.
Lama na veia em Canguçu, RS
Lama na veia em Canguçu, RS Texto e fotos: Eduardo Neves Nos dias 26 e 27 de junho foi realizada, na cidade de Canguçu, a XI Trilha organizada pelo Jeep Clube Canguçu. Os jipeiros foram recepcionados na noite de sexta, 26/06 pelos componentes do Jeep Clube, com um saboroso “salchipão” e muita confraternização. O evento contou com a presença de vários amantes do OFF ROAD 4×4, vindos principalmente da região metropolitana, centro e sul do estado do RS. A XI Trilha de Canguçu teve como atrações vários pontos com as mais diversas dificuldades, entre eles, dois PCs de tempo, onde cada participante pode testar ao extremo suas habilidades e equipamentos. Canguçu se firmou como uma das melhores trilhas do sul do estado, com uma organização de muito empenho para melhor atender os jipeiros que prestigiaram o evento. Após percorrer nove atoleiros, os aventureiros foram recepcionados pelo tradicional jantar de confraternização na sede do Sindicato Rural da cidade. O grande vencedor da trilha foi o Jipeiro da cidade de Butiá, Sandro Souza Vieira com o primeiro lugar conquistando os melhores resultados nos PCs de tempo. O Jeep Clube Canguçu agradece a presença de todos e já está preparando a próxima.
