Rally dos Sertões: Spinelli/Haddad vence e assume liderança dos carros na chegada a Catalão

Rally dos Sertões: Spinelli/Haddad vence e assume liderança dos carros na chegada a Catalão Nos caminhões, o trio Edu Piano/Solon Mendes/Antonio Carlos de Sales segue na frente Fotos Webventure 25/08 – Caldas Novas (GO) / Catalão (GO) – 2ª Etapa Deslocamento inicial: 39,54 km Trecho especial: 78 km (estava previsto 202,23 km) Deslocamento final: 18,59 km Total do dia: 260,36 km Com a especial reduzida, por questões de segurança, os competidores do Rally dos Sertões forçaram ainda mais o ritmo na disputa da 2ª etapa, nesta segunda-feira (dia 25), entre as cidades goianas de Caldas Novas e Catalão. Foram 78 km de trecho cronometrado, contra os 202,23 km previstos. Na categoria T1 FIA, entre os carros, o tetracampeão Guilherme Spinelli e o bicampeão Youssef Haddad (Mitsubishi Petrobras) aceleraram forte o modelo Mitsubishi ASX Racing e ficaram com a vitória, com o tempo de 48min30s. Cristian Baumgart e Beco Andreotti (X Rally Team / NWM) terminaram em segundo lugar, logo à frente dos companheiros de equipe Marcos Baumgart e Kleber Cincea. Reinaldo Varela e o navegador Gustavo Gugelmin (Divino Fogão Rally Team / Overdrive), que vinham liderando, sofreram uma penalização, por estarem acima da velocidade em zona de radar, e caíram para quarto lugar no geral. Com isso, Spinelli e Haddad assumiram a liderança, com o tempo de 2h40min45s, seguidos por Marcos Baumgart e Cincea, que estão 2min10s atrás. “Foi uma especial bem mais prazerosa do que a de ontem, embora três quarto dela tenha sido cancelada, o que é uma pena, mas uma especial bem rápida, com saltos agradáveis. Enfim, forçamos um pouco mais o ritmo”, revelou Spinelli. “Hoje foi um trecho muito, muito rápido. No final, começamos a andar bem, pegamos muita poeira do Varela, atrapalhou um pouco o nosso rendimento no dia. Mas amanhã tem mais”, comentou Cristian Baumgart. Além da penal, Varela/Gugelmin ainda sofreu com um pneu furado. “Hoje tivemos um problema. Furamos um pneu, mas não tenho ideia de quanto tempo perdemos”, declarou o campeão de 2000, antes de saber sobre a punição. Dos 45 carros inscritos no Sertões 2014, 43 largaram na especial desta segunda. Além da T1 FIA, também são disputadas as categorias Protótipos T1, Pró Brasil, Super Production, Production T2 e Production T2/TR4. Na Protótipos T1, a dupla vencedora do dia foi João Franciosi/Rafael Capoani (Mitsubishi Petrobras), que também está na liderança geral (2h56min50s). “Fizemos uma prova perfeita com pilotagem rápida e andando em um limite muito bom. Estávamos bem motivados. Desde o primeiro momento já saímos com o compromisso de buscar o melhor resultado na categoria e conseguimos”, comemorou o navegador Capoani. Na Pró Brasil, Mauro Guedes e Neurivan Calado (MS Rally) também venceram e seguem na frente (2h54min44s). Na Super Production, Glauber Fontoura e Minae Miyauti (Mitsubishi Ralliart Brasil) continuam imbatíveis, depois de vencerem o prólogo e as duas primeiras etapas. No geral, estão com o tempo de 2h55min34s. Na Production T2, Vilson Thomas/William Thomas é outra dupla que venceu a especial do dia e está na liderança geral (3h15min57s). Trio comandado por Edu Piano segue dominando nos Caminhões Hexacampeão do Rally dos Sertões, Edu Piano e seus navegadores Solon Mendes e Antonio Carlos de Sales (Ford Racing Trucks / Território Motorsport) venceram a segunda etapa seguida e estão na liderança dos caminhões, com 2min52s de vantagem para o trio Kenner Garcia/Rafael dal Bello/Raphael Bettoni (Competikar), que também ficou em segundo na especial desta segunda-feira. O hexacampeão Guido Salvini e os navegadores Flavio Bisi e Fernando Chwaigert (Mobil Delvac Salvini Racing) tiveram problemas com o Mercedes Benz Atego 1725 4×4, que sofreu uma quebra do semieixo, e abandonaram. O trio Felicio Bragante/Ricardo Costa/Paco Corder (Asa Aluminio Rally Team) também tiveram um dia difícil, com um problema na turbina, mas conseguiram completar em terceiro. “Especial boa, bem quebradeira, bem travada, com poucos trechos de alta. Foi curtinha, mas uma especial difícil. Judiou bem do equipamento, mas está tudo tranquilo. Ganhamos essa e abrimos uma vantagem maior para o segundo colocado. O problema no freio de ontem foi resolvido e hoje foi tudo tranquilo”, contou Piano, que pilota um modelo Ford F4000 4×4. Ao contrário do vencedor, Kenner não achou a especial tão dura assim. “A especial hoje foi uma avó comparada com a de ontem. Ontem foi muito pesada, exigiu muito de nós e do carro. Hoje foi um tipo de trecho que todo piloto gosta, com alta velocidade, trecho de baixa, trecho travado. Foi uma mistura daquilo que a gente gosta. A de hoje podia ter o dobro da quilometragem”, concluiu o piloto do caminhão Ford F 4000. Terceira Etapa: Catalão (GO) / Paracatu (MG) Nesta terça-feira (26), os competidores deixam Goiás e entram em território mineiro, chegando na cidade de Paracatu. Serão 360,45 km no total do terceiro dia (22,20 km de deslocamento inicial, 209,86 km de especial e 128,39 km no deslocamento final). A cidade recebe o rali pela primeira vez. “Após mais um pequeno deslocamento inicial, a especial começa com piso bom com as velocidades variando entre média e alta, alternando trechos de piçarra com estradas cascalhadas. É uma especial dura e técnica. Teremos três zonas de radar nesta etapa. A especial começa a ficar travada e sinuosa com estradas de fazenda e trilhas. O último terço da especial é em uma plantação de eucaliptos com muitas curvas e exigirá muita navegação com um piso muito bom, seguindo assim até o final da especial onde haverá um abastecimento. No deslocamento final, teremos 80 km de terra, porém a estrada é muito boa”, comenta o diretor técnico Eduardo Sachs. Entre Goiânia e Belo Horizonte, o Sertões vai passar por mais cinco cidades. Três são sede do rali pela primeira vez: a goiana Catalão e as mineiras Paracatu e São Francisco. Completam o percurso, Caldas Novas (GO) e Diamantina (MG), que já receberam o Sertões em outras edições. Além de carros e caminhões, o Sertões também tem as disputas das categorias motos, quadriciclos e UTVS. São sete etapas até a chegada no dia 30 em Belo Horizonte e mais

Com quase 200 competidores, Rally dos Sertões inicia sua 22ª edição neste sábado em Goiânia

A maior prova off-road do país terá várias novidades e grandes feras do rali nacional e internacional nas categorias carros, caminhões, motos, quadriciclos e UTVs. Prova termina no dia 30 em Belo Horizonte O Rally dos Sertões inicia neste sábado, dia 23, em Goiânia (GO), sua 22ª edição. A disputa começa com o prólogo, que definirá a ordem de largada para a 1ª etapa no domingo (24). Serão sete etapas e mais de 2,6 mil quilômetros (1,572 mil de especiais) rumo a Belo Horizonte (MG), palco da chegada no dia 30. A lista de inscritos extraoficial já conta com 126 equipes e 198 competidores divididos nas categorias carros (86 competidores), motos (39), quadriciclos (17), UTVs (42) e caminhões (14), reunindo grandes feras do rali nacional e internacional. Além do Brasil, mais nove países terão representantes na competição: África do Sul, Argentina, Chile, Espanha, França, Polônia, Portugal, Reino Unido e Uruguai. Nas categorias motos e quads, o Sertões também será válido pelo Mundial de Rally Cross Country da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). Sob o comando da Dunas Race, o Rally dos Sertões é um dos maiores eventos esportivos do país, movimentando as economias das cidades por onde passa, deixando um legado social e ambiental. Entre competidores, imprensa, equipes de apoio, organização, produção e logística, mobiliza uma caravana de aproximadamente duas mil pessoas. Um evento 100% nacional, mas destacado por sua qualidade internacional nas partes técnica, esportiva e organizacional. “São 22 anos e é sempre uma emoção muito grande a chegada de mais um Rally dos Sertões. Teremos mais uma edição especial, com mudanças que visam tornar o evento mais acessível para todos e um formato mais agradável para os competidores e patrocinadores, largando e chegando em finais de semana, o que também é melhor para o público”, comenta Marcos Moraes, da Dunas Race. “Teremos um percurso inédito, com todas as dificuldades de uma prova de rali, mas também trechos muito prazerosos e desafiadores. Aproveito mais uma vez para agradecer a todos os nossos patrocinadores e apoiadores, aos órgãos governamentais de Goiás e Minas Gerais e aos competidores pela confiança. Temos certeza que será um grande rali”, completa Moraes. A movimentação em Goiânia começa nesta quarta-feira (20), com a abertura de box, no autódromo Ayrton Senna. Na quinta (21) e sexta (22), serão realizadas as vistorias técnicas. No sábado (23), a partir das 9 horas, os competidores saem do autódromo para a disputa do prólogo, que terá 10 km. Às 19h30, também no autódromo, acontecerá a largada promocional, para que o público veja de perto as principais estrelas do rali e suas supermáquinas. A entrada será gratuita. Entre Goiânia e Belo Horizonte, o Sertões vai passar por mais cinco cidades. Três serão sede do rali pela primeira vez: a goiana Catalão e as mineiras Paracatu e São Francisco. Completam o percurso, Caldas Novas (GO) e Diamantina (MG), que já receberam o Sertões em outras edições. A chegada em Belo Horizonte acontecerá no dia 30 na Praça Geralda Damata Pimentel, em frente à Lagoa da Pampulha, a partir das 10 horas, com entrada gratuita. Será montada uma arena para o público acompanhar a chegada dos competidores, além de contar com um agradável ambiente com música e espaço gastronômico, coordenado pelo renomado chef Eduardo Maya, com as delícias da culinária mineira. Também será montado um camarote para 300 convidados. Confira como está a expectativa de alguns dos principais destaques da prova: Carros: Guilherme Spinelli (piloto, Brasil) – tetracampeão do Rally dos Sertões (2003, 2004, 2010 e 2011) / Equipe Mitsubishi Petrobras (Mitsubishi ASX Racing) – Navegador: Youssef Haddad Este ano teremos quase mil quilômetros a menos de especiais do que em 2013, então o ritmo do rali com certeza será mais forte. Esperamos também mais serras, estradas de terra e cascalho, com piso melhor – a média horária das especiais será mais alta. E vai ser muito bacana passar uma noite na cidade de Catalão, que é onde fica a fábrica da Mitsubishi – que chamamos de “berçário”. É muito bom estar em um rali com duplas que andam tão bem, que são competitivas. Isso eleva o nível da competição, que com certeza será emocionante. A categoria FIA vai ser muito disputada, dia a dia, quilômetro a quilômetro. E embora não venha nenhum piloto estrangeiro este ano, algumas equipes são e as duplas conhecem muito bem o Rally dos Sertões. Há vários pilotos com experiência no Rally Dakar e em etapas do mundial. Vamos focados e dispostos a encarar as dificuldades sempre em busca de bons resultados. Reinaldo Varela (piloto, Brasil) – campeão do Rally dos Sertões em 2000 ( já venceu seis vezes por categoria, inclusive em sua última participação, em 2012) Equipe Divino Fogão Rally Team / Overdrive (Toyota Hilux) – Navegador: Gustavo Gugelmin Estou muito feliz em voltar a participar do Sertões depois de um ano de ausência. O objetivo é disputar a ponta, como sempre. Para qualquer ralizeiro é um orgulho muito grande andar entre os primeiros na prova mais técnica e organizada do mundo, depois do Rally Dakar. Marcos Baumgart (piloto, Brasil) – vice-campeão do Rally dos Sertões na categoria Protótipos T1 em 2007 – Equipe X Rally Team / NWM (Ford Ranger) – Navegador: Kleber Cincea Para 2014 pensamos em um novo começo. Partimos praticamente do zero, entrando em uma categoria mais acima da nossa entre os carros, e trazendo um outro carro. Fizemos isso, claro, pensando em brigar pela vitória no geral, e é com esse objetivo que estamos no Sertões. Cristian Baumgart (piloto, Brasil) – campeão do Rally dos Sertões na categoria Protótipos T1 em 2004 – Equipe X Rally Team / NWM (Ford Ranger) – Navegador: Beco Andreotti O Sertões com sete dias de prova vai dar um quê de sprint no rali. Serão três dias a menos judiando do equipamento, então acho que alguns pilotos adotarão uma estratégia mais agressiva. De qualquer forma, sete dias exigem muito dos veículos e de todos os envolvidos. Estamos trazendo um carro novo, que estreou este

Uma picape F75 V8 diesel e 6×6?

Por James Garcia Fotos Eduardo Koehler Essa Willys Pickup V8 diesel e tração 6×6 pertence a Eduardo Koehler, residente em Blumenau. Eduardo começou a participar de trilhas como zequinha em jipes de amigos, depois comprou o seu primeiro 4×4 que mantém até hoje, uma Mitsubishi Pajero 3.0 V6 3 portas, toda preparada e que atualmente é usada no dia-a-dia e em viagens mais longas.Como sempre foi fã de veículos off-road e militares, num belo dia de 2010, procurando na internet se deparou com o anúncio dessa picape Willys 1967, equipada com motor Ford V8 diesel importado dos Estados Unidos – o mesmo propulsor usado naqueles famosos caminhões escolares norteamericanos – e montada com uma incomum tração 6×6. O resultado foi que o rapaz acabou se apaixonando. Por conta disso ele foi até o sul do estado, na cidade de Sombrio e depois de alguns meses negociando com o antigo proprietário, acabou fechando negócio. “A curiosidade é que quando a comprei, não contei para ninguém”, comentou. Ele foi com a Pajero buscar a picape e, chegando lá, pendurou a picape atrás com um cambão e foi embora.       Como sempre foi fã de veículos off-road e militares, num belo dia de 2010, procurando na internet se deparou com o anúncio dessa picape Willys 1967, equipada com motor Ford V8 diesel importado dos Estados Unidos – o mesmo propulsor usado naqueles famosos caminhões escolares norteamericanos – e montada com uma incomum tração 6×6. O resultado foi que o rapaz acabou se apaixonando. Por conta disso ele foi até o sul do estado, na cidade de Sombrio e depois de alguns meses negociando com o antigo proprietário, acabou fechando negócio. “A curiosidade é que quando a comprei, não contei para ninguém”, comentou. Ele foi com a Pajero buscar a picape e, chegando lá, pendurou a picape atrás com um cambão e foi embora. Na viagem de volta Eduardo enfrentou um congestionamento enorme e acabou por virar a atração da estrada. “As pessoas vinham perguntar sobre os veículos, principalmente o ‘Mamute’”, falou, referindo-se ao apelido da 6×6. Ao chegar em Blumenau, seus conhecidos ficaram espantados. “Me chamaram de maluco e perguntaram se eu queria ir para a guerra”, lembrou. Quando adquiriu essa Willys, a mesma já havia tido sua transmissão convertida de 4×4 para tração 6×6. O veículo estava em estado razoável, mas recebeu uma restauração na lataria e sistema elétrico, além de uma revisão em toda a mecânica. A decisão de fazer uma restauração maior aconteceu logo após a realização de uma trilha mal sucedida, na qual a picape foi muito exigida e acabou quebrando. “Fiquei atolado até a metade da porta, e até o cabo do guincho arrebentou. Tivemos que chamar uma retro escavadeira para desenterrar o mamute do atoleiro”, lembrou sobre o infeliz acontecimento. Como a picape ficou com a lataria amassada e teve algumas peças do diferencial e suspensão danificadas, foi feita uma reforma completa. Segundo o ex-dono, o mecânico Vilson Votri, responsável pela construção da picape, o mais difícil foi acomodar o gigantesco motor V8 diesel dentro do sistema de tração 6×6 não foi baseado em nenhum modelo específico, mas é similar aos sistemas em uso nos utilitários vistos por aí: são três eixos; sendo o dianteiro e os dois traseiros, todos com seus diferenciais. Da caixa de transferência do Mercedes Benz 2213 6×6, saem três eixos cardãs, um para o eixo dianteiro e um para cada um dos eixos de trás, dessa forma a picape roda sempre em 6×4 normal e reduzida e 6×6, somente quando é acionada via alavanca e roda-livre manual. E a tração 6×6 só funciona em reduzida. Eduardo usa sua picape para passeios mais leves, para ir à praia e algumas exposições, principalmente na Fenajeep evento que prestigia sempre. O Mamute já foi muito útil em situações difíceis, como as enchentes que costumam castigar Blumenau, ajudando a remover móveis, geladeiras, freezer e outros equipamentos de escolas que seriam atingidas pelas águas. “Como a capacidade de passagem em água é muito grande, também já ajudamos a resgatar pessoas de áreas alagadas”, contou Eduardo. Uma finalidade à altura de sua capacidade, não é mesmo? FICHA TÉCNICA F75 V8D 6×6 MOTOR: Ford V8, 6.9 litros, dianteiro POTÊNCIA: 270 cavalos COMBUSTÍVEL: diesel TRANSMISSÃO: clark, manual de 4 marchas à frente + ré TRAÇÃO: 6×4 normal e reduzida e 6×6 reduzida através de caixa de transferência Mercedes Benz DIREÇÃO: Full Hydro Orbitrol SUSPENSÃO: feixe de molas do tipo semi-elípticas FREIOS: a tambor, hidráulicos DIMENSÕES (mm) COMPRIMENTO: 3.299 ALTURA: 1.741 LARGURA: 1.749 ENTRE-EIXOS: 2.032 ANGULO DE ENTRADA: 46 ANGULO DE SAÍDA: 35 VÃO-LIVRE: 450 PASSAGEM EM ÁGUA: 1.400 PESO: 4.000 kg CAPACIDADE DE CARGA: 2.500 kg SISTEMA ELÉTRICO: 12 volts PNEUS: 40” (retroescavadeiras) RODAS: 18” CONSUMO Cidade: 6,5 km/l Estrada: 7,5 km/l Média: 7 km/l VELOCIDADE MÁXIMA: 120 km/h TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 70 litros (

Uma Rural com patas

Franco Gommersbach é diretor da Ensimec, a tradicional fabricante de bloqueios de diferenciais, eixos diferenciais, guinchos mecânicos e hidráulicos, eixos, pontas de eixo e uma extensa linha de acessórios dedicada ao off-road. Uma de suas últimas criações foi essa Rural cheia de surpresas. O projeto foi feito em parceria com os colaboradores Rodrigo Zunino, 33 e Guilherme Lingner. A ideia era ter um 4×4 que fosse funcional, mostrasse mecanismos que o diferenciassem da maioria e também um portfólio ambulante de sua marca. O velho conjunto motriz constituído pelo motor BF-161 seis cilindros e o câmbio original de três marchas cederam lugar ao propulsor Ford V6 – original da Ford Ranger –, com 162 cavalos e torque de 31,1 kgfm. A ele foi conectado um câmbio e caixa de transferência das últimas séries do Toyota Bandeirante. Essa Willys recebeu eixos, pontas de eixos, high steer (peças acopladas aos munhões dianteiros e à barra de direção, que possibilitam a montagem das duas peças sobre acima dos feixes de mola) e barramentos de direção. Na suspensão retirou-se os eixos e feixes originais traseiros – trocados por feixes maiores do Toyota Bandeirante – e adotados braços móveis estilo Engesa e molas helicoidais na frente. A relação de diferencial escolhida é a mesmo do Troller (11×47). Ainda na parte inferior, fixados de forma a não serem vistos, há dois guinchos hidráulicos com capacidade para 6.500 quilos, fixados nas extremidades do carro. E nas pontas de cada longarina estão os incrementos que mais diferenciam essa surpreendente Rural das demais – as sapatas hidráulicas projetadas para transformar esse 4×4 em uma verdadeira estação de trabalho e apoio. Os mecanismos são similares àqueles vistos em tratores e caminhões usados em grandes obras e construções, para que fiquem ancorados no solo e tenham o máximo de firmeza, tornando possível a realização das mais diversas operações. A tomada de força fica acima de uma generosa bomba hidráulica, que tem capacidade de 40 litros e todos os comandos são hidráulicos. Dentro da Rural, próximo aos controles comuns temos mais seis alavancas, sendo, o câmbio, tração 4×4 e reduzida, tomada de força, freio de estacionamento, controle da sapata dianteira esquerda, controle da sapata dianteira direita, guincho dianteiro, sapata traseira e guincho traseiro. Haja alavanca e habilidade para manusear tudo isso! Ficha Técnica – Rural Willys 1969 Ensimec Motor: longitudinal, 6 cilindros em V; comando no bloco, 12 válvulas. Cilindrada: 4.011 cm3 Potência: 162 cavalos a 4.200 rpm Torque: 31,1 kgfm a 2.750 rpm Diâmetro e curso: 100,42 x 84,4 mm Alimentação: injeção multiponto seqüencial Combustível: gasolina Transmissão: manual, quatro marchas + ré; original Toyota Bandeirante. Relação de diferenciais 11 x 47 Tração: tração 4×2 traseira e tração 4×4 (normal e 4×4 reduzida), com acionamento manual Suspensão Dianteira: eixo rígido, braços móveis, molas helicoidais, amortecedores de dupla ação Traseira: eixo rígido, feixe de molas semi-elípticas e amortecedores dupla ação Freios Dianteiro e traseiro: a disco Rodas: aro 15” Pneus: Mud Terain 33” x 12,5” x 15” Dimensões (mm) Comprimento: 5.000 Largura total com retrovisores e estribo: 1.900 Altura total: 2.150 Vão livre: 530 Bitola: 1.220 Entre-eixos: 2.650 Velocidade máxima: Não aferida Tanque de combustível: 72 litros Consumo aproximado/não aferido Cidade: 5,0 km/l Estrada: 9,0 km/l Detalhes e acessórios: Guincho Ensimec Hidráulico 6500 quilos (dianteira e traseira), sistema customizado de sapatas hidráulicas

Um CJ5 com mecânica atualizada e bem acertado…

Esse Willys 1961 pertence ao empresário turístico Tiago Parmegiani, residente na bela Canela, RS. Assim como em toda a região da Serra Gaúcha, a geografia de Canela, RS é muito propícia ao off-road. O Jeep foi comprado em 2011 ainda com a mecânica original em bom estado e já pintado dessa cor. O trabalho começou pela suspensão, bem modificada, que utiliza eixos da Rural, 20 centímetros mais largos que os do Jeep. O sistema usa ainda barras articuláveis do Mitsubishi Pajero Sport e as molas helicoidais do GM Opala. Tiago adquiriu o motor VW AP 2.0, que foi todo revisado, ao mesmo tempo em que a carroceria recebia uma nova pintura. O chassi ganhou reforço com cinta de aço por cima e por baixo; foram fixados os eixos de rural com freios a disco ventilados nas quatro rodas (com pinças da S10) e ocorreu a fixação da suspensão. Depois foi instalada a direção hidráulica da GM S10, com barras de direção da F1000. Com a carroceria pronta, foram colocados calços de carroceria maiores e, na seguida, foram posicionados o motor e a caixa Clark de cinco marchas, original do GM Chevette, com o uso de flanges para acoplamento com a caixa de transferência original Willys. Os eixos cardã foram feitos sob medida, assim como os para-choques tipo asa delta dotados com berço para o guincho elétrico de 12.000 libras. O tanque de combustível localizado sob o banco do motorista deu lugar a um de plástico com maior capacidade, fixado na parte traseira. Para evitar falta de combustível, um cash tanq foi utilizado. Para deixar o bocal de abastecimento de combustível com visual melhor, Tiago usou o modelo da motocicleta RD 350. As rodas cromadas tem aros 15×10 polegadas e são calçadas com pneus recapados Mud Terrain de 33 polegadas. Na parte externa ainda foi utilizado uma capota e espelhos retrovisores ao estilo do Jeep Wrangler. O interior foi bem trabalhado, com bancos, cintos de 4 pontas, volante e gaiola de competição baseada em veículos norte americanos. Há mais espaço interno e mais pontos de proteção. “Na prática, o jipe ficou muito bom de andar, tem força suficiente e é bem confortável na cidade. Ele está com a aparência que eu queria, por um custo beneficio muito bom. Usei mecânica simples e eficiente, com manutenção barata”, comentou. Sem dúvida, uma preparação equilibrada e eficiente. Ficha técnica Motor: VW AP 2.0, longitudinal, quatro cilindros em linha, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro. Cilindrada: 1.984 cm3 Potência: 145,5 cavalos a 6.250 rpm Torque: 18,4 kgfm a 5.750 rpm Taxa de compressão: 10,5:1 Diâmetro x curso: 82,5 x 92,8 mm Combustível: gasolina Alimentação: injeção multiponto sequencial Refrigeração: água Transmissão Câmbio: manual de cinco velocidades + ré Tração: 4×2 com 4×4 e 4×4 reduzida optativa através de caixa de transferência Willys Overland Suspensão Dianteira e traseira: eixos r[igidos, barras Mitsubishi Pajero Sport, molas helicoidais GM opala Direção: hidráulica GM S10 Freios Dianteiro e traseiro: discos ventilados nas quatro rodas, pinças da GM S10 4×4 Rodas: cromadas 15×10” Pneus: 33” x 12.5 x 15, mud terrain, recapados Dimensões (mm) Comprimento: 3.600 Largura carroceria: 1.500 Largura total com retrovisores e estribo: 1.900 Altura total: 2.100 Altura com para-brisa rebatido: 1.500 Vão livre: 570 Passagem em água: 1.100 Bitola: 1.250 Entre-eixos: 2.100 Peso: 1.350 kg Capacidade de carga: 400 kg Velocidade máxima: 120 km/h Tanque de combustível: 65 litros Consumo Cidade: 7km/l Estrada: 11 km/l Acessórios: Guincho elétrico Winch 12.000, gaiola tipo competição, eixos de Rural “canela grossa” revisados, calço de carroceria da Ford F-4000 de 2,5”, barras de direção da F-1000, tanque de 60 litros na traseira, cash tank de 2 litros, parachoques, estribos laterais e suporte de estepe e galão especiais, bancos concha, cintos de 4 pontos, volante de competição, pedaleira suspensa, retrovisores tipo Wrangler, relógios de pressão de óleo, temperatura, voltímetro, combustível e contagiros, capota conversível verde militar.

E o Mutt, hein? Que baita jipe!!!

O maravilhoso Ford Mutt 151 1971 que você vê nessas fotos, pertence ao administrador Jorge Luiz dos Santos, morador de Jundiaí, SP. Jorge viu esse Mutt pela primeira vez em Pomerode, SC, numa exposição de carros antigos. “Ele me custou um Land Rover Defender 110 2001 e mais um carnê de pagamento”, comentou. A recuperação da lataria, substituição do motor original Ford L 142 pelo AP 2.0 e adição de direção hidráulica ficou a cargo do amigo e funileiro Moacir Pein. “O motor original funciona e está sobre um cavalete, para matar a curiosidade de alguns. Se quiser posso instalá-lo a qualquer momento”, comentou. Que luxo, não? Ficha Técnica – Ford Mutt 1971 Denominação: Caminhão ¼ de tonelada, utilitário, M151 Mutt – Veículo Militar Tático Utilitário Motor: AP 2.0, dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha Potência: 116 cavalos a 4.250 rpm Torque: 22,3 kgfm a 3.000 rpm Taxa de compressão: 10:1 Alimentação: injeção eletrônica Combustível: gasolina Transmissão: quatro marchas à frente + ré. Tração 4×2 com opção para 4×4 através de caixa de transferência. Direção: hidráulica Freios Dianteiro e traseiro: a tambor, hidráulico Suspensão Dianteira e traseira: independente, molas helicoidais Rodas: 16” Pneus: 700/750 x 16” Dimensões (mm) Comprimento: 3.350 Largura: 1.580 Altura: 1.829 Entre-eixos: 2.150 Bitola: 1.340 Ângulo de entrada: 66º Ângulo de saída: 37º Peso líquido: 1.012 kg Capacidade de carga: 514 kg (estrada) e 362 kg (fora de estrada) Tanque de combustível: 56 litros

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