Off-Road em Paranapiacapa, SP

Off-Road em Paranapiacapa, SP Fotos Vitor Fischer Valente Aventura realizada no dia 13 de fevereiro teve roteiro e trilhas do Bar do Lula e Sabonete, realizada na região de Paranapiacaba-SP.   No total foram 7 jipes, e a intenção era levar  integrantes do Jeep Clube de Ribeirão Pires para uma trilha de nível médio e visual, de relaxar a vista, mas devido a inexperiência do pessoal do Jeep Clube, a trilha foi percorrida com o dobro do tempo do que seria normal.     A primeira baixa já foi logo no inicio da trilha quando  um Jeep CJ5 que teve a bobina queimada, após o reparo feito pelo Sr. Fernandes da By Fernandes Restaurações o mesmo abandonou trilha. João SHOW com um Jeep 63 desde zero da família também deu trabalho a turma após beber água da poça de lama, mas com alguns chacoalhões da turma o Willys seguiu em frente.     A trilha teve inicio as 9 horas da manhã e finalizada as 17:00 horas, Vitor Fischer Valente com o famoso Bernardão , Valério Valente com sua nova Pick-Up Willys e Sr. Fernandes junto com seu filho Márcio com  Jeep 83 militar impecável colocaram em prática os mais de 35 anos de trilha para que a trilha terminasse bem.

Ford mostra Explorer Sport 2017, modelo para cadeirantes e promete novos suv´s

Ford mostra Explorer Sport 2017, modelo para cadeirantes e promete novos suv´s Fotos Divulgação   A Ford participa do Salão de Chicago, nos Estados Unidos, com o lançamento de dois modelos personalizados do Explorer: a versão XLT Sport 2017 e a BraunAbility MXV, adaptada para cadeirantes. A apresentação do utilitário esportivo de maior sucesso da marca foi destacada pela importância que a Ford dá ao segmento de veículos que mais cresce no mundo. Para acompanhar essa tendência, anunciou a introdução de quatro novos modelos na sua linha de SUVs globais, nos próximos quatro anos, em segmentos nos quais ainda não compete naquele mercado. A mostra de Chicago abre para o público neste sábado (13 de fevereiro), exatamente um mês depois do Salão de Detroit, também na América do Norte. A disposição da Ford é ampliar sua liderança no segmento de utilitários esportivos. Em 2015, a Ford vendeu mais de 740.000 SUVs nos EUA, um crescimento de 7% comparado ao ano anterior, e a chegada de novas gerações de consumidores deve sustentar essa tendência até o final da década, também em outros mercados mundiais.   “Os consumidores da nova geração, que estão começando a formar família, são mais propensos à compra de utilitários esportivos nos Estados Unidos. A crescente economia de combustível dos SUVs da Ford é outro fator que favorece essa escolha”, diz Mark LaNeve, vice-presidente de Marketing, Vendas e Serviços da Ford. Novas opções do Explorer A ampliação das opções do Explorer, utilitário esportivo mais vendido do mundo há 25 anos, faz parte dessa estratégia. O Explorer XLT Sport 2017 chega ao mercado norte-americano no segundo semestre com um pacote de itens exclusivos: grade, retrovisores, aplique traseiro e rodas de 20 polegadas na cor cinza Magnetic, moldura lateral e rack em preto e revestimento interno em couro e camurça especiais. Equipado com motor V6 3.5, o SUV também traz itens como acesso e partida inteligente por botão, banco com ajuste elétrico em 10 posições, sistema SYNC 3 e faróis de neblina de LED. O BraunAbility MXV, produzido pela Ford em parceria com a BraunAbility, empresa líder na adaptação de veículos, é o primeiro utilitário esportivo de série com acesso para cadeirante. Já à venda nos EUA, conta com porta deslizante e rampa automáticas, bancos do motorista e do passageiro removíveis e outras adaptações para oferecer a mesma funcionalidade de uma van com o estilo e liberdade de um SUV.    

Ford F-150 Raptor ganha versão de competição off-road

Ford F-150 Raptor ganha versão de competição off-road     A Ford apresentou uma versão especial de competição da F-150 Raptor 2017 para correr na Best in the Desert, tradicional série off-road dos Estados Unidos. A picape vai disputar a nova categoria “stock”, para modelos de fábrica, nas seis etapas da temporada nos desertos do Arizona e Nevada. Como a Raptor original, ela é equipada com motor 3.5 EcoBoost de mais de 400 cavalos, transmissão de 10 marchas e controle de tração sob demanda. A nova picape reforça a tradição da Ford no automobilismo esportivo, ao lado dos modelos Mustang Shelby GT350R-C (IMSA), Ford GT (Mundial de Endurance), Focus (Rallycross), Fiesta (Mundial de Rali e Turismo), Fusion, Mustang, Série F (NASCAR) e Mustang CobraJet (corridas de arrancada NHRA). A F-150 Raptor é seis polegadas mais larga que a F-150 convencional para melhorar a estabilidade off-road. A versão de competição tem ainda diferencial dianteiro Torsen, que aumenta a aderência para subida em obstáculos e rampas, saída dupla de escape e novas rodas de 17 polegadas da Ford Performance com travamento na borda dos pneus.     Outras modificações incluem amortecedores de competição Fox Racing Shox, molas dianteiras e traseiras mais altas, gaiola de proteção, bancos MasterCraft com cintos de segurança de cinco pontos, redes nas janelas, barras de LED, célula de combustível, GPS e painel digital de competição.   O sistema de gerenciamento de terreno da F-150 Raptor conta com uma tecnologia pioneira que permite a seleção de seis modos de tração: normal; “rua”, para maior desempenho no asfalto; chuva, neve ou gelo; lama e areia; “baja” para alta velocidade no deserto; e “pedra” para obstáculos em baixa velocidade. Com ele, o motorista pode ajustar rapidamente a picape para otimizar o desempenho em qualquer condição de pista.  

Clientes Estrelam campanha da nova linha de picapes Série F nos Estados Unidos

Clientes Estrelam campanha da nova linha de picapes Série F nos Estados Unidos    A Ford criou um programa inédito para o lançamento da nova Série F Super Duty, linha de picapes para serviço pesado que chega ao mercado norte-americano este ano. Em vez de atores ou dublês, a marca convidou cinco clientes reais para testar antecipadamente os veículos e contar a sua experiência numa série de vídeos. A linha formada pelos modelos F-250, F-350 e F-450 tem as opções dos motores V8 e V10 a gasolina, ou V8 diesel, e várias tecnologias avançadas. Entre elas, sete câmeras de alta resolução para visão 360 graus em torno do veículo, assistência de engate de reboque e piloto automático adaptativo. Com chassi de aço ultrarresistente, carroceria de alumínio de nível militar e suspensão reforçada, a nova Super Duty é ao mesmo tempo mais leve e resistente que a geração anterior, superando os 14.152 kg de capacidade máxima de reboque. Os consumidores convidados no programa da Ford – quatro homens e uma mulher – representam setores que têm a picape como ferramenta essencial de trabalho: serviços florestais; construção; manutenção de estradas; serviços em redes elétricas e saneamento; e extração de petróleo e gás. Além de visitar a fábrica, eles acompanharam os testes exaustivos a que os veículos são submetidos durante o seu desenvolvimento. Os resultados serão mostrados na série de seis vídeos que estreia no próximo mês. “Não há melhor maneira de mostrar a força e o desempenho da nova Super Duty do que colocá-la nas mãos dos nossos clientes mais exigentes”, diz Craig Schmatz, engenheiro chefe da Ford Série F Super Duty. “Diariamente essas pessoas trabalham duro, dependem das nossas picapes e sabem melhor do que ninguém o que é preciso para fazer o trabalho.”

Ford exibe imagens do interior da nova Ranger 2017

Ford exibe imagens do interior da nova Ranger 2017 Fotos Divulgação   A Ford prepara o lançamento da Ranger 2017 nos países da América do Sul neste primeiro semestre do ano. Depois de divulgar as fotos do design externo do modelo Titanium, mostra agora detalhes do novo interior, além de realizar uma exibição estática da picape num dos principais festivais de verão da região, na cidade de Pinamar, na Argentina. O painel de linhas horizontais marcantes avança por toda a largura da cabine e favorece a amplitude. No centro, destaca-se a tela sensível ao toque de 8 polegadas. Atrás do volante, o painel de instrumentos com duas telas digitais coloridas traz informações de fácil leitura para o motorista, além de detalhes dos controles de entretenimento, navegação e ar-condicionado. Os bancos têm um desenho especial voltado à ergonomia. Os materiais de acabamento foram selecionados para oferecer um padrão de refinamento comparável ao de carros de luxo, mas ao mesmo tempo são resistentes e duráveis para atender as exigências de um utilitário profissional. O uso de materiais avançados de isolamento acústico também coloca o seu interior entre os mais silenciosos e confortáveis da categoria. Outros detalhes do veículo serão divulgados mais próximo do seu lançamento. Na sua primeira mostra, a Nova Ranger fez uma aparição no festival de verão (Summer Attraction) no estande Ford Kinetic da empresa nas cidades de Pinamar e Cariló, na região de Buenos Aires. Esse evento atrai anualmente milhares de turistas de toda a América do Sul.  

Ford Ranger é o único veículo de série usado na Antártica

Ford ranger é o único veículo de série usado na antártica Fotos Divulgação   A Ford Ranger é o único veículo não militar a ser usado no Continente da Antártica. Escolhida pelo Exército Argentino, a picape foi levada para a Base de Esperanza, onde as temperaturas são extremas de até 38º centígrados negativos e os ventos chegam a 220 km/h. A estação científica vai utilizar a Ranger para abastecer as bases argentinas permanentes e temporárias no território sul do continente. Ela estará na segunda etapa da Campanha Antártica, que ocorre entre os meses de dezembro e fevereiro, promovida pelo governo argentino.   Condições extremas Para operar no território gelado, a Ranger foi equipada para enfrentar condições mais extremas. Foram instalados vidros blindados devido aos ventos fortes. Mas, basicamente, será um veículo de série com o seu motor turbodiesel de cinco cilindros. A Ranger tem freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem, airbags dianteiros, laterais e de cortina, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, controle de carga adaptativo, controle de estabilidade de reboque, luz de frenagem de emergência e controle eletrônico de descida acentuada. Missões especiais Na Antártica, entre outras missões, vai ser usada para distribuir suprimentos nas várias instalações, transportar estudantes quando as condições climáticas não são favoráveis, chegar ao lago que abastece a base de água potável e à futura pista de pouso, além de realizar pesquisas científicas nas geleiras, quando as condições da neve permitem. A Base Esperanza Antarctica (BAE) é uma estação científica da Argentina localizada em Punta Foca, sobre o Estreito Antártico na Península Antártica (ou Tierra de San Martin). Além da chilena Villa Las Estrellas, é a única instalação nessa região que conta com civis servindo temporariamente em funções militares, científicas e de serviços com suas famílias.      

Ford apresenta nos EUA nova linha de picapes série F

Ford apresenta nos EUA nova linha de picapes série F para serviço pesado com alta tecnologia A Ford apresentou a sua nova linha de picapes Série F para serviço pesado com alta tecnologia, que será vendida no mercado da América do Norte a partir do próximo ano. Denominada Super Duty, ela conta com os modelos F-250, F-350 e F-450, nas versões XL, XLT, Lariat, King Ranch e Platinum, com especificações que incluem alta capacidade de carga e reboque, chassi super-robusto e opções de motores V8 e V10 a gasolina e V8 diesel. A exemplo da picape F-150, mais leve, os novos modelos têm carroceria de alumínio e vários recursos inteligentes de assistência. Veículos tradicionais no mercado norte-americano, as novas picapes receberam dezesseis tecnologias inéditas no segmento que facilitam a condução e o trabalho. Uma grande novidade é a introdução de sete câmeras de alta resolução que dão uma visão 360 graus em torno do veículo, além de outra adicional de grande utilidade quando se transporta trailer. Para a versatilidade de operação, há até os recursos de assistência em manobras de engate e ré e monitoramento de pressão dos pneus do reboque. Mais leve devido à carroceria de alumínio, a nova Série F Super Duty tem um chassi de aço até 24 vezes mais resistente que as versões anteriores da linha. Os componentes da transmissão, eixos e tração são dimensionados para trabalhos severos. No total, o peso das picapes foi reduzido em até 158 kg. A direção adaptativa dá mais confiança no reboque de cargas pesadas e manobras em canteiros de obras. As opções de motores são o V8 6.7 Power Stroke diesel, V8 6.2 a gasolina e V10 6.8 a gasolina, este último exclusivo para as versões chassi. Há três opções de cabines – Regular, SuperCab e Crew Cab – com novo design interno, além de vários acessórios exclusivos para facilitar o transporte de carga e equipamentos. A linha Super Duty traz também sistema de conectividade SYNC com tela de 8 polegadas, sistema de alerta de pontos cegos, piloto automático adaptativo, alerta de colisão com assistência de frenagem e uma tecnologia avançada de LEDs nos faróis, lanternas traseiras, retrovisores e iluminação da caçamba. “A Ford é líder em vendas de picapes nos Estados Unidos e as Super Duty compõem uma linha muito admirada. Por isso, estamos criando veículos para serviços pesados mais inteligentes. Inovamos em tudo: nos materiais, na engenharia e na tecnologia. Temos a certeza de continuar oferecendo os melhores produtos para manter a nossa liderança”, diz Raj Nair, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto Global da Ford.   Fonte e imagens: Divulgação

De jipe na Rota dos Quadris, em Igarapé-Açu, PA

De jipe na Rota dos Quadris, em Igarapé-Açu, PA Por Felipe de Avis Batista Fotos Júnior Mendes A Turma do Jeep Clube de Bragança somou esforços com o recém-criado Grupo Off-Road de Igarapé-Açú, no nordeste do estado do Pará, e realizou no última dia 23 de Agosto numa baita aventura pela mata fechada localizada na zona rural da região. Puxado por uma fera nas trilhas quadri, o Jairo Araújo do Grupo Off-road de Igarapé-açú, os quatro participantes, divididos em um Jeep Ford CJ5 1976 e uma Toyota Bandeirante 1985, foram tomados pela expectativa, já que, a rota de quadri é famosa por ter derrotado dois jipes Troller T4 no mês anterior.   Após deslocamento pelo asfalto, seguimos em busca de aventura. Já fora de estrada, rotas de areia fofa tornavam difícil o controle dos 4×4; onde o freio, quando acionado, empurrava o carro para onde o “nariz” apontasse. Nas vicinais usadas por máquinas agrícolas, haviam buracos que exigiram motor e pneu.     O desafio seria cumprir percurso numa vasta área de plantação de dendê, que se transformou num grande labirinto. Passado o sufoco, voltávamos à floresta densa. E, os obstáculos ficavam por conta de erosões que chegavam a 1 mt, em um piso traiçoeiro. No ponto mais difícil, seguíamos por um córrego raso que reservava um buraco com profundidade acima dos joelhos e vinha acompanhado de uma curva fechada a direita, seguido de uma subida de mais de 1,5 m junto de uma curva à esquerda. A equipe investiu mais de duas horas de trabalho com enxada, prancha e guincho.   O “cotovelo” deu trabalho, mesmo estando em terreno sem muita água. Manobrar sem bloqueio de diferencial é problemático, os facões não permitem. Pra completar, com uma subida lisa e cheia de erosões, não dava para transpor o “fosso” sem guincho. O Willys enterrava três de seus pneus na lama encoberta pela mata rasteira. As tentativas que embalo para garantir a subida do barranco fracassavam por falta de espaço para qualquer manobra. Combinavam-se pranchas e guincho para arrancar o jeep do enrosco. Contudo, se tornou tarefa complicada achar um ponto de ancoragem.     Mais acima, o Willys passou ileso, já a Band sofria com o esbarramento, forçando a turma no trabalho manual para desobstruir um “túnel” de 20 m de cumprimento, que lançava muitos galhos de árvores e impediam a passagem segura até mesmo de um quadriciclo.   Poucos metros a frente e uma sequência de buracos e grandes erosões se revelaram como um grande desafio que levou ao limite a suspensão. Na porção de cima, a Band seguia pela esquerda e se dava bem, enquanto o Willys cruzava o trecho em “zig-zag” à frente e saia de um buraco para cair em dois. Não deu para aliviar o pé.   Trecho superado e mais um enrosco se apresentava ao grupo: inúmeras erosões com água, encobertas pela vegetação numa área de quase 100 m. A tração e a suspensão trabalhavam no limite, enquanto o receio de tombamento era constante. Dali em diante vieram áreas tomadas por grandes valões cheios de lama   E assim finalizou-se a trilha de mais de seis horas, onde os off-roaders adquiriram mais experiência nas difíceis trilhas do Pará.

Engesa EE-4, um mito brasileiro

Engesa EE-4, um mito brasileiro  Fato inegável: restam poucas unidades do Jipe Engesa EE-4 mantidas como vieram ao mundo. O 4×4 que você aprecia nessa reportagem é um dos modelos mais bem mantidos que se tem notícias em todo o País   Por James Garcia Fotos Angelo Meliani   O engenheiro mecânico Amador Rodrigues, natural de São Paulo é fã declarado dos modelos Engesa e adquiriu o primeiro jipe há aproximadamente 20 anos, sendo que este é o terceiro veículo que já passou pela sua garagem, que já abrigou também dois Land Rover Defender e um Jeep Ford militar 1983. Peça publicitária do Engesa, de meados da década de 1980 O gosto por jipes e utilitários vem de longe. “Meu pai tinha um Gurgel que eu usava. Uma vez passeando com minha esposa na Serra do Mar, atolei a frente dele numa poça e a frente enterrou até o pisca. Já estava ‘escutando um monte’ e eis que horas depois surgiu um Engesa e o motorista, todo solícito, colocou uma cinta e pediu para a esposa dele nos tirar daquele sufoco. Não precisa falar que não demorou 10 segundos. Pude ver sorrisos de satisfação em todos os presentes. Ai eu disse para a minha mulher: este vai ser o nosso próximo 4×4 de verdade!”, lembrou Rodrigues com bom humor. Manual de manutenção do 4×4 Esse jipe foi adquirido pelo engenheiro mecânico em uma companhia telefônica de Rondonia, em 1991. “O carro estava inteiro e com a quilometragem baixa, mas a pintura estava opaca e todo o veículo estava sujo de terra vermelha. Fiz uma revisão de freios e buchas, troquei todos os lubrificantes e fui viajar para Monte Verde, MG”, relatou o off-roader. Outra peça publicitária, com o “outro” nome do Engesa: EE-12 Na volta dessa viagem, Amador desmontou o carro inteiro e como desejava ter um jipe perfeito e original, pintou com a mesma padrão de cor, além de substituir as lanternas traseiras e piscas dianteiros por peças iguais só que novas e também originais, as quais, hoje, são impossíveis de serem encontrados. Além disso o dono mandou instalar um guincho, faróis auxiliares, capota de lona e pneus novos e é dessa forma que o Engesa está até hoje. Como estava com a estrutura impecável, foram os detalhes mais demorados na finalização do upgrade. “O que mais me deu trabalho foi restaurar o temporizador do limpador de parabrisas. Os faróis, por exemplo, são fracos até hoje, por isso acho que a parte elétrica dos Engesa não é o seu ponto forte. Ou talvez não seja o meu ponto forte”, dissertou o dono. Parte e frontal com o desenho marcante que notabilizou o modelo E não pense que o carro ficou sem uso ou apenas guardado em uma garagem fechada por todo esse tempo. “Já viajei muito com esse jipe, atualmente ele fica em Ilhabela e é o meu meio de transporte por lá. As vezes faço trilhas até Castelhanos (famosa praia do local) junto com amigos”, informou Amador. Quando chove muito na região e ele ajuda alguém na trilha é fácil ver meia duzia de turistas fotografando e filmando o Engesa em ação. E todos com aquele sorriso, inicialmente de incredulidade, e depois de admiração. Isso dá muito orgulho ao proprietário, que nos disse que o Engesa é mesmo um sonho realizado. “Tive outros 4×4 e acabei vendendo por um ou outro motivo. Mas não existem mais Engesas originais. Este vai ficar na família pra sempre”, finalizou Rodrigues. Para mais informações e troca de ideias, fale com Amador Rodrigues pelo telefone (11) 99977-7889 ou através do e-mail: amador1@ig.com.br  História de um 4×4 brasileiro  Depois que a Ford encerrou a produção do Jeep em abril de 1983, a Engesa decidiu criar um produto para esse mercado, sempre almejando também o mercado externo.Nascia assim, em 1985 o EE-12 na versão militar e o Engesa 4 na versão civil. As diferenças entre eles são os equipamentos militares e o sistema elétrico, sendo 24 e 12 volts, respectivamente.Durante os primeiros testes, foi nomeado de EE-14 (alusiva a capacidade de carga de ¼ de tonelada), mas como possuía maior capacidade, a nomenclatura mudou para o número 12 (½ tonelada). Foi inteiramente desenvolvido pelo Grupo de Desenvolvimento e Engenharia Experimental da Engesa. Concebido para transportar cargas e pessoas em estradas acidentadas, lama, areia ou água, o Engesa ainda acumulava conforto para veículos de sua classe, em função do sistema de suspensão e amplo espaço da cabine. O carro saía de fábrica com estrutura toda em aço reforçado e com tratamento anticorrosivo. A carroceria, com chapas dobradas e não estampadas, teve por objetivo tornar a construção mais simples, aumentar a resistência e facilitar a manutenção e eventuais reparos.Internamente, um espaço razoável para quatro passageiros, com bancos dianteiros individuais e ajustáveis, e traseiro interiço e removível, todos confeccionados em vinil. O painel é absolutamente funcional, oferecendo fácil visualização dos instrumentos: velocímetro, medidor de combustível, indicador de temperatura do motor e luzes de advertência da bateria, óleo, freio de estacionamento, luz alta, setas de direção e do acionamento da tração 4×4. Várias peças eram advindas de automóveis comuns no mercado da época, principalmente modelos GM, como o Opala. Como itens de segurança, havia cintos de segurança subabdominais, quebra-sol, alça e estribo para embarque, espelhos retrovisores interno e externo (com opcional para o lado direito), limpador e lavador de pára-brisa, luz de cortesia, porta-luvas, cinzeiro e abertura para rádio. Sob o banco dianteiro localizava-se a caixa de ferramentas, com triângulo, chaves de roda e macaco.Logo no início da produção, foi apelidado de “rinoceronte”, devido ao design agressivo da grade dianteira e, como o animal, não tem medo de enfrentar os desafios. Boa parte graças à suspensão – um dos diferenciais na época de lançamento – inédita, até então, no Brasil na categoria. Na frente e atrás, os eixos rígidos eram dotados de barras oscilantes longitudinais e transversais, com molas heicoidais e amortecedores de dupla ação, que o fazia enfrentar qualquer obstáculo de terreno. O EE-12 foi criado com Fases I, II e

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