Trilha Anual do Belchior Jeep Clube supera expectativas e reúne 160 4×4 Por Andressa Scaburri Evento que chegou à sua 15ª edição teve participantes de mais de 20 cidades que precisaram de muita técnica para encarar todos os desafios O que não faltou para os participantes da Trilha Anual 2015 do Belchior Jeep Clube (BJC) foi lama. Nenhum dos 160 veículos inscritos saiu limpo do percurso, que foi regado a muita chuva e teve adrenalina de sobra. A 15ª edição do evento foi realizada no último sábado, 26 de setembro, na cidade de Gaspar (SC) e contou com a participação de trilheiros de mais de 20 cidades da região Sul do Brasil, superando as expectativas de toda a organização. A preparação para a Trilha Anual começou na sexta-feira, dia 25, quando o BJC promoveu um evento de recepção para todos os inscritos. Os portões da sede do clube foram abertos às 15h e os primeiros a chegar foram trilheiros da cidade de Itaiópolis (SC), em um comboio que teve, ao todo, 11 veículos. Outros que chegaram cedo foram jipeiros de Brusque, que aproveitaram o espaço para acampar. Também estiveram na sede trilheiros de municípios como Blumenau, Indaial, Antônio Carlos e Rodeio. Todos tiveram direito a um jantar de boas-vindas com carreteiro e música ao vivo. Já no sábado, a primeira largada foi às 7h e reuniu os 50 primeiros veículos inscritos. Outras três largadas ocorreram às 7h45, 8h30 e 9h15. No percurso, os participantes precisaram encarar atoleiros, subidas pesadas e descidas extremamente íngremes, desafios que ficaram ainda mais difíceis por causa da chuva. Também no meio do trajeto os participantes receberam cachorro quente e água e, na chegada, puderam se deliciar com um churrasco. Enquanto os jipeiros inscritos aproveitavam a trilha, quem foi à sede para prestigiar o evento se divertiu com a pista 4×4. O espaço, que teve até um circuito, foi liberado para fazer a alegria de quem gosta de manobras radicais. Além dos jipeiros, vários gaioleiros e também motociclistas participaram e até mesmo quem foi apenas para olhar acabou sujo de lama. Ao todo, a estimativa da organização da Trilha Anual 2015 é de que aproximadamente 700 pessoas tenham participado do evento. A edição de 2016 já está marcada e ocorrerá no dia 24 de setembro.
Adap Brasil lança Chaveiro Grade Jeep CJ5
Adap Brasil lança Chaveiro Grade Jeep CJ5 – Apenas R$ 25,00 c/frete grátis – Garanta o seu! Adap Brasil apresenta o chaveiro grade Jeep CJ5, feito em metal. Diversas cores disponíveis. Garanta já o seu! www.lojaadapbrasil.com.br Atendimento (16) 3372-8121 ID: 10*43318
Revelados os campões a 1ª Copa Raid 4x4FUN – Bardahl
Revelados os campões a 1ª Copa Raid 4x4FUN – Bardahl Fotos Luiz Migliari Photography No sábado, dia 26/9, foi realizada a última etapa para viaturas (rádio controlado – elétrico) escala 1/10. O evento pioneiro no Brasil, foi organizado pela 4x4FUN e a etapa final foi realizada no Parque Chácara Silvestre (São Bernardo do Campo – São Paulo). A prova de regularidade respeitou todos os itens da rotina dos eventos escala real: inscrições pelo site, secretaria de prova, vistoria técnica, briefing, rampa de largada, horário oficial, PC de tempo, PC de tocaia e planilha. Para um segundo grupo foi criada a categoria passeio, para quem queira só curtir uma trilha sem se preocupar com o cronômetro. A chuva forte que caiu no dia anterior e durante a madrugada toda não desanimou a maioria dos participantes. 27 viaturas largaram em direção a trilha que nessa edição foi dividida 50% de obstáculos e 50% navegação, além do “tempero especial” que foi o piso escorregadio. “Alguns laços e pegadinhas no percurso foram decisivos para retirar alguns participantes da disputa e resultado disso foi a passagem de apenas 4 participantes pelo PC 02”, afirmou o Lufe Schubert, diretor de prova e proprietário da 4x4FUN. A Copa foi dividida em 3 etapas e o vencedor com menor números de pontos perdidos, somados das 3 edições, levou uma viatura zero km para casa. Vinicius (Piloto) e Júlia Ferreira (Navegadora) foram os campeões dessa edição de 2015. Classificação final 1º Vinicius e Julia – Wrangler SCX-10 – 1974pp 2º Beto e Diógenes – Wraith – 2299pp 3º Augusto Marcati e Leonardo – Wrangler SCX-10 – 2380pp 4º Caio Augusto e Marcelo – Honcho SCX-10 – 2597pp 5º Marcelo Heidrich e Adriana – F-350 SCX-10 – 2958pp Saiba mais sobre os eventos e dicas sobre essas viaturas off-road (realismo) escala 1/10 no site www.4x4fun.com.br ou através da fan page 4×4 FUN.
Jeep Willys com câmbio de GM Chevette – Uma opção original!
Jeep Willys com câmbio de GM Chevette – Uma opção original! Uma boa opção para quem se interessa por modernizar um Jeep Willys é a instalação do super robusto câmbio do Chevette, que é fácil de ser encontrado e tem um preço bem acessível. A empresa Adap Brasil desenvolveu os adaptadores para este câmbio e para a caixa de transferência/reduzida da Willys. Esses adaptadores são mais conhecidos como flanges de adaptação, que a Adap disponibiliza atualmente para o uso de 6 opções de motores. O acoplamento das flanges é perfeito no câmbio e fica como se fosse original, sem falar que o desempenho do Jeep muda da “água para o vinho” no fator força e economia. No jeep teste da empresa é utilizado um motor VW AP 2.0 com câmbio de Chevette Junior e pneus 35 polegadas. “Ele está aqui para provar qualquer obstáculo, e desafia motores muito maiores”, afirmou Junior Crempe, diretor da Adap. Hoje, com um investimento entre R$4000,00 a R$4500,00, o cliente tem uma ótima adaptação com peças e mão de obra (sem o motor). Sem dúvida, um ótimo custo x benefício. A empresa disponibiliza também acessórios como a alavanca de câmbio com engate rápido, acessórios para reduzida e munhão, barras de direção e demais itens que visam o melhor desempenho mecânico em modelos Jeep com motores e câmbios adaptados. Conheça a Adap Brasil – A marca oficial do off-road www.lojaadapbrasil.com.br vendas@adapbrasil.com.br
Jeep Experience Moab 2015 – Revista 4×4 Digital
Encontro Off-Road no Pacaembu é sucesso nas noites de quinta!
Encontro Off-Road no Pacaembu é sucesso nas noites de quinta! Presença massiva de off-roaders no Encontro do Pacaembu[/caption] Fotos Divulgação/Amigos de Trilhas e Churras Encontro toma fôlego para se tornar o principal ponto de encontro 4×4 da capital paulista. Na última quinta-feira, dia 17 de Setembro, a noite foi de festa na Praça Charles Müller, em frente ao Estádio do Pacaembu. Foi uma grande noite, com temperatura agradável, que contou com grande adesão de off-roaders de todos os cantos da cidade, além do apoio da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo, com a presença de Celso Jatene, o que está tornando viável a realização do evento, que tem como objetivo a reunião de amigos para trocas de ideias e informações sobre tudo que se refere a 4×4. São Paulo precisava mesmo ter de volta um espaço à altura da importância e da quantidade de gente que pratica e admira o fora de estrada. O objetivo do encontro é fomentar a cena off-road, contudo não é permitida a venda e comercialização de produtos, pois se trata de um local público e o objetivo do evento não é esse. Para acirrar os ânimos, foi realizado o concurso de testeiras, no qual o Jeep Clube que levasse o maior número de veículos com adesivos de para brisa, ganharia a prova. O resultado final foi quase um empate técnico, pois o Jeep Clube do Brasil teve 36 carros presentes, contra 35 do Jeep Clube Comando Oeste. Parabéns a essas duas grandes instituições do off-road paulista e do Brasil! Jatene fez a entrega dos troféus junto com a Josy, uma das responsáveis pelo Galera do Bem, instituição sem fins lucrativos, que ajuda pessoas desamparadas. Robinson Cicotoste recebe a Galera do Bem Mas o que valeu mesmo foi a presença massiva de todos os clubes e fãs do 4×4 e segundo um dos responsáveis pelo retorno do encontro, em grande escala, Robinson Cicotoste (membro do Jeep Clube do Brasil e fundador do Amigos de Trilhas e Churras), foram contabilizados 433 carros presentes no encontro. Um grande sucesso e isso é só o começo. Nessa bela noite também foi divulgada a Virada Esportiva, evento que a exemplo da Virada Cultural, vai balançar São Paulo. E nesse ano a Virada acontece nos dias 24 e 25 de Outubro, a novidade é a presença de veículos e máquina 4×4, marcando a estreia da modalidade off-road no evento. E vem mais novidades por aí! Sucesso!
De jipe na Rota dos Quadris, em Igarapé-Açu, PA
De jipe na Rota dos Quadris, em Igarapé-Açu, PA Por Felipe de Avis Batista Fotos Júnior Mendes A Turma do Jeep Clube de Bragança somou esforços com o recém-criado Grupo Off-Road de Igarapé-Açú, no nordeste do estado do Pará, e realizou no última dia 23 de Agosto numa baita aventura pela mata fechada localizada na zona rural da região. Puxado por uma fera nas trilhas quadri, o Jairo Araújo do Grupo Off-road de Igarapé-açú, os quatro participantes, divididos em um Jeep Ford CJ5 1976 e uma Toyota Bandeirante 1985, foram tomados pela expectativa, já que, a rota de quadri é famosa por ter derrotado dois jipes Troller T4 no mês anterior. Após deslocamento pelo asfalto, seguimos em busca de aventura. Já fora de estrada, rotas de areia fofa tornavam difícil o controle dos 4×4; onde o freio, quando acionado, empurrava o carro para onde o “nariz” apontasse. Nas vicinais usadas por máquinas agrícolas, haviam buracos que exigiram motor e pneu. O desafio seria cumprir percurso numa vasta área de plantação de dendê, que se transformou num grande labirinto. Passado o sufoco, voltávamos à floresta densa. E, os obstáculos ficavam por conta de erosões que chegavam a 1 mt, em um piso traiçoeiro. No ponto mais difícil, seguíamos por um córrego raso que reservava um buraco com profundidade acima dos joelhos e vinha acompanhado de uma curva fechada a direita, seguido de uma subida de mais de 1,5 m junto de uma curva à esquerda. A equipe investiu mais de duas horas de trabalho com enxada, prancha e guincho. O “cotovelo” deu trabalho, mesmo estando em terreno sem muita água. Manobrar sem bloqueio de diferencial é problemático, os facões não permitem. Pra completar, com uma subida lisa e cheia de erosões, não dava para transpor o “fosso” sem guincho. O Willys enterrava três de seus pneus na lama encoberta pela mata rasteira. As tentativas que embalo para garantir a subida do barranco fracassavam por falta de espaço para qualquer manobra. Combinavam-se pranchas e guincho para arrancar o jeep do enrosco. Contudo, se tornou tarefa complicada achar um ponto de ancoragem. Mais acima, o Willys passou ileso, já a Band sofria com o esbarramento, forçando a turma no trabalho manual para desobstruir um “túnel” de 20 m de cumprimento, que lançava muitos galhos de árvores e impediam a passagem segura até mesmo de um quadriciclo. Poucos metros a frente e uma sequência de buracos e grandes erosões se revelaram como um grande desafio que levou ao limite a suspensão. Na porção de cima, a Band seguia pela esquerda e se dava bem, enquanto o Willys cruzava o trecho em “zig-zag” à frente e saia de um buraco para cair em dois. Não deu para aliviar o pé. Trecho superado e mais um enrosco se apresentava ao grupo: inúmeras erosões com água, encobertas pela vegetação numa área de quase 100 m. A tração e a suspensão trabalhavam no limite, enquanto o receio de tombamento era constante. Dali em diante vieram áreas tomadas por grandes valões cheios de lama E assim finalizou-se a trilha de mais de seis horas, onde os off-roaders adquiriram mais experiência nas difíceis trilhas do Pará.
Dodge Commander, o 4×4 do General Patton
Dodge Commander, o 4×4 do General Patton O Dodge Commander era o carro militar preferido do famoso General Patton. Vamos voltar no tempo e relembrar um 4×4 que fez história na Segunda Guerra Mundial Por James GarciaFotos Angelo Meliani A designação Dodge WC se aplicava a uma família de caminhões militares leves, feitos pela Chrysler Dodge Brothers Co., durante 1942 e 1945, num total de 253.000 unidades produzidas. A série incluía versões para transportes de armas, instalações telefônicas, ambulâncias, veículos de reconhecimento, oficinas e carros de comando, como o modelo visto aqui, designado para transporte de oficiais, como o General Patton. A sigla WC era um código da Dodge; W para 1941 e C para meia tonelada. O código foi mantido para os Dodge com capacidade de ¾ e 1. ½ tonelada 6×6. Os protótipos surgiram no final de 1939 e as características comuns dos WC eram o motor T-214 – seis cilindros em linha, 92 hp e 24,8 kgmf de torque –, câmbio de quatro marchas, tração 4×4, pneus 750 ou 900 x 16” e entre eixos de 2.490 mm. Se o powertrain e o visual da frente eram os mesmos, na parte de trás da carroceria, seus equipamentos e aplicações eram diferentes. Mesmo assim os WC tinham 80% de peças de intercambiáveis, inclusive com as versões maiores de ¾ de tonelada. Também chamado de família G-502, os WC tinham 12 configurações: WC-51 e WC-52 (idênticos, exceto pelo guincho Braden MU-2 com capacidade para 5.000 ou 7.500 libras presentes no último) usados para transportar armas e instalação de telefonia. Depois vinham os WC-53 Carryall e o WC-54 da ambulância. Essas picapes podiam receber metralhadoras M1918, M1919 ou Browning M2. Na sequencia vinha o WC-55, também conhecido como Fargo M6, viatura antitanque, equipada com um canhão de 37 mm. Chegamos ao carro dessa matéria, o Commander, que tinha duas versões, o WC-56 e o WC-57, sendo que o guincho do último era o que os diferenciava. Também chamado de Command Car, o WC-57 era um carro de reconhecimento com caracterítsicas de uso semelhante à um Jeep Willys. Ele não ficou tão famoso e obviamente era maior, mais pesado e não tão fácil de manobrar como o Jeep. Configuração de ferramentas originais na traseira O capô tem tampas laterais, que abriam como asas A versão WC-58 tinha um rádio de 12 volts, enquanto a WC-59 era um emissor de sinais, também projetado para instalar e reparar linhas telefônicas. Era baseado no chassi do WC-54, mas com um entre eixos 50 centímetros maior. O WC-60 era uma oficina móvel para realizar manutenção de campo. Já o WC61/K-50B, era uma variação do caminhão de linhas telefônicas, mas com a escada saindo do teto. Havia ainda o WC-62, uma 6×6 de transporte de armas, com chassis alongado e um terceiro eixo adicionado; o WC-63 (com guincho) e o WC-64, uma ambulância ampla. Esses veículos foram bem aceitos e continuaram em uso nas forças armadas norteamericanas até a Guerra da Coréia (1950 a 1953), quando foram substituídos pelos modelos M-37, de 3/4 tonelada. Tanque de combustível e caixa de ferramentas na lateral Quem foi George Patton George Smith Patton (1885-1945) foi um dos mais famosos militares da Segunda Guerra. O polêmico general comandou o 3º Exército dos EUA e ganhou fama ao cruzar a Europa a uma velocidade espantosa, percorrendo 2.000 quilômetros, reconquistando vasto território. Seus homens libertaram 12 mil cidades e povoados, fizeram 1,2 milhões de prisioneiros, deixaram 386 mil feridos e mais de 144 mil soldados mortos. Patton causava reações diversas. Uma vez esbofeteou um soldado que chorava num hospital militar, o que não combinava com o estilo de um homem casado, duas filhas, que tratava seu cão com carinho, falava francês, compunha poesias e gostava de desenhar seus uniformes. Personalista, rebelde e talentoso, virou mito no pós-guerra. Com muita capacidade de liderança e domínio tático de blindados, teve ascensão meteórica e se tornou rival do general inglês Montgomery, outro militar notável. Com o fim da guerra, foi designado para um posto administrativo na Baviera, situação com a qual não se conformou. Três meses após sair da ativa, morreu em um acidente com um blindado sem freios. Um fim curioso para um especialista em carros de guerra. Criando um WC-57 O belo Commander registrado para ilustrar essa matéria, era originalmente uma picape WC-52, que foi transformada em WC-57. “Fiz o projeto para um cliente, pois esse modelo é difícil de achar”, contou Angelo Meliani, especialista em viaturas militares antigas e restaurações. Com a permissão de um amigo, dono de uma Commander, um esmerado mecânico copiou, recriou e enxertou a peça na carroceria do 52. “O conjunto mecânico do veículo era original, mas como o dono queria mais confiabilidade, decidimos instalar motor, câmbio, caixa de transferência e os dois eixos de um Land Rover 110”, revelou Meliani. Os detalhes menores, como faróis, antenas, ferramentas e outros detalhes originais foram obtidos em encontros de carros antigos, desmanches e em lojas especializadas no Brasil e Estados Unidos, via internet. Tanto a funilaria, em que até detalhes da imperfeição de soldas e dobras foi recriado, e a instalação de todo o powertrain foram feitos pelo profissional Antonio Moro, um verdadeiro artista. Quem quiser saber mais detalhes sobre esse projeto, pode enviar mensagem para Angelo Meliani no e-mail: melianiqt@yahoo.com.br Ficha técnica original Jeep Dodge Command WC-56 3/4 ton. Carroceria: dois homens Utilização: Transporte de oficiais Motor: Dodge T-214, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha, válvula no cabeçote Potência: 92 HP a 3200 rpm Torque: 24,8 kgmf a 1200 rpm Diâmetro x Curso do cilindro: 82,5 mm x 117,5 mm Alimentação: Carburador Zenith 29 BW-12R ou Carter ETW-1 Refrigeração: Água Combustível: Gasolina Transmissão Câmbio Manual de quatro marchas à frente e 1 à ré Relação de transmissão 5.83:1 Tanque de combustível: 114 litros Sistema elétrico: 12 volts Dimensões (mm) Comprimento:
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Engesa EE-4, um mito brasileiro
Engesa EE-4, um mito brasileiro Fato inegável: restam poucas unidades do Jipe Engesa EE-4 mantidas como vieram ao mundo. O 4×4 que você aprecia nessa reportagem é um dos modelos mais bem mantidos que se tem notícias em todo o País Por James Garcia Fotos Angelo Meliani O engenheiro mecânico Amador Rodrigues, natural de São Paulo é fã declarado dos modelos Engesa e adquiriu o primeiro jipe há aproximadamente 20 anos, sendo que este é o terceiro veículo que já passou pela sua garagem, que já abrigou também dois Land Rover Defender e um Jeep Ford militar 1983. Peça publicitária do Engesa, de meados da década de 1980 O gosto por jipes e utilitários vem de longe. “Meu pai tinha um Gurgel que eu usava. Uma vez passeando com minha esposa na Serra do Mar, atolei a frente dele numa poça e a frente enterrou até o pisca. Já estava ‘escutando um monte’ e eis que horas depois surgiu um Engesa e o motorista, todo solícito, colocou uma cinta e pediu para a esposa dele nos tirar daquele sufoco. Não precisa falar que não demorou 10 segundos. Pude ver sorrisos de satisfação em todos os presentes. Ai eu disse para a minha mulher: este vai ser o nosso próximo 4×4 de verdade!”, lembrou Rodrigues com bom humor. Manual de manutenção do 4×4 Esse jipe foi adquirido pelo engenheiro mecânico em uma companhia telefônica de Rondonia, em 1991. “O carro estava inteiro e com a quilometragem baixa, mas a pintura estava opaca e todo o veículo estava sujo de terra vermelha. Fiz uma revisão de freios e buchas, troquei todos os lubrificantes e fui viajar para Monte Verde, MG”, relatou o off-roader. Outra peça publicitária, com o “outro” nome do Engesa: EE-12 Na volta dessa viagem, Amador desmontou o carro inteiro e como desejava ter um jipe perfeito e original, pintou com a mesma padrão de cor, além de substituir as lanternas traseiras e piscas dianteiros por peças iguais só que novas e também originais, as quais, hoje, são impossíveis de serem encontrados. Além disso o dono mandou instalar um guincho, faróis auxiliares, capota de lona e pneus novos e é dessa forma que o Engesa está até hoje. Como estava com a estrutura impecável, foram os detalhes mais demorados na finalização do upgrade. “O que mais me deu trabalho foi restaurar o temporizador do limpador de parabrisas. Os faróis, por exemplo, são fracos até hoje, por isso acho que a parte elétrica dos Engesa não é o seu ponto forte. Ou talvez não seja o meu ponto forte”, dissertou o dono. Parte e frontal com o desenho marcante que notabilizou o modelo E não pense que o carro ficou sem uso ou apenas guardado em uma garagem fechada por todo esse tempo. “Já viajei muito com esse jipe, atualmente ele fica em Ilhabela e é o meu meio de transporte por lá. As vezes faço trilhas até Castelhanos (famosa praia do local) junto com amigos”, informou Amador. Quando chove muito na região e ele ajuda alguém na trilha é fácil ver meia duzia de turistas fotografando e filmando o Engesa em ação. E todos com aquele sorriso, inicialmente de incredulidade, e depois de admiração. Isso dá muito orgulho ao proprietário, que nos disse que o Engesa é mesmo um sonho realizado. “Tive outros 4×4 e acabei vendendo por um ou outro motivo. Mas não existem mais Engesas originais. Este vai ficar na família pra sempre”, finalizou Rodrigues. Para mais informações e troca de ideias, fale com Amador Rodrigues pelo telefone (11) 99977-7889 ou através do e-mail: amador1@ig.com.br História de um 4×4 brasileiro Depois que a Ford encerrou a produção do Jeep em abril de 1983, a Engesa decidiu criar um produto para esse mercado, sempre almejando também o mercado externo.Nascia assim, em 1985 o EE-12 na versão militar e o Engesa 4 na versão civil. As diferenças entre eles são os equipamentos militares e o sistema elétrico, sendo 24 e 12 volts, respectivamente.Durante os primeiros testes, foi nomeado de EE-14 (alusiva a capacidade de carga de ¼ de tonelada), mas como possuía maior capacidade, a nomenclatura mudou para o número 12 (½ tonelada). Foi inteiramente desenvolvido pelo Grupo de Desenvolvimento e Engenharia Experimental da Engesa. Concebido para transportar cargas e pessoas em estradas acidentadas, lama, areia ou água, o Engesa ainda acumulava conforto para veículos de sua classe, em função do sistema de suspensão e amplo espaço da cabine. O carro saía de fábrica com estrutura toda em aço reforçado e com tratamento anticorrosivo. A carroceria, com chapas dobradas e não estampadas, teve por objetivo tornar a construção mais simples, aumentar a resistência e facilitar a manutenção e eventuais reparos.Internamente, um espaço razoável para quatro passageiros, com bancos dianteiros individuais e ajustáveis, e traseiro interiço e removível, todos confeccionados em vinil. O painel é absolutamente funcional, oferecendo fácil visualização dos instrumentos: velocímetro, medidor de combustível, indicador de temperatura do motor e luzes de advertência da bateria, óleo, freio de estacionamento, luz alta, setas de direção e do acionamento da tração 4×4. Várias peças eram advindas de automóveis comuns no mercado da época, principalmente modelos GM, como o Opala. Como itens de segurança, havia cintos de segurança subabdominais, quebra-sol, alça e estribo para embarque, espelhos retrovisores interno e externo (com opcional para o lado direito), limpador e lavador de pára-brisa, luz de cortesia, porta-luvas, cinzeiro e abertura para rádio. Sob o banco dianteiro localizava-se a caixa de ferramentas, com triângulo, chaves de roda e macaco.Logo no início da produção, foi apelidado de “rinoceronte”, devido ao design agressivo da grade dianteira e, como o animal, não tem medo de enfrentar os desafios. Boa parte graças à suspensão – um dos diferenciais na época de lançamento – inédita, até então, no Brasil na categoria. Na frente e atrás, os eixos rígidos eram dotados de barras oscilantes longitudinais e transversais, com molas heicoidais e amortecedores de dupla ação, que o fazia enfrentar qualquer obstáculo de terreno. O EE-12 foi criado com Fases I, II e
