Uma picape Bandeirante bem diferente…

Fotos Nicolas Kruger Aires Souza, de 64 anos, mora em Pelotas, Rio Grande do Sul. Sua adoração pelo mundo 4×4 começou em 1993, quando comprou um Jeep Willys. “Em 1996, comprei minha primeira Toyota Bandeirante, e depois em diante não parei”, relatou Aires. Desde então teve vários Bandeirante, e atualmente tem três em sua garagem. Aires e sua valente veterana Essa picape 1987 foi adquirida em 2010, estava atirada no pátio de uma concessionária só esperando um dono. E assim que Aires a comprou começou a trabalhar nela, com muitos cálculos e estudos sobre o projeto, para chegar ao resultado que queria. A restauração demorou cerca de três anos de muito trabalho, mas valeu apena, pois ficou como ele tinha planejado, com uma cabine estendida em 30 centímetros, para conseguir maior conforto, uma caçamba Step Side e acessórios como guincho 12.000, macaco hi lift, escapamento customizado, climatizador, snorkel, radio px entre outros… Aires usa a picape para expedições, trilhas exposições. Ficou show, não é? Veja mais fotos da picape, a seguir…

Javali, o jipe que nasceu de um trator…

Texto e fotos: James Garcia O Var (Veículo para Aplicação Rural) Javali, foi projetado e construído pela CBT – Companhia Brasileira de Tratores, uma empresa de São Carlos (interior paulista) que já vinha fabricando tratores há mais de 25 anos, quando deu início ao projeto de seu jipe. Percebendo a grande demanda no segmento rural – o mesmo que já se utilizava dos tratores e implementos agrícolas a CBT resolve fabricar o seu próprio utilitário, que viria a ser uma espécie de complemento auxiliar ao trabalho dos tratores. Nasce então o Javali, sob o signo da simplicidade e versatilidade. Segundo entrevista dada à revista 4×4 & Pick-Up na época do lançamento do veículo, o engenheiro Ove Schirm – responsável pelo desenvolvimento do projeto idealizado por Mário Pereira Lopes, presidente da empresa “o Javali tem como diretriz de projeto, o máximo possível de simplicidade. Procuramos sempre mantê-lo dentro dos conceitos originais de um autêntico jipe. É um utilitário de volta às origens, sem nenhuma sofisticação”. A maior meta da CBT em relação ao Javali, era oferecer um carro de trabalho, simples e muito barato. Os cálculos do fabricante apontavam um preço similar ao de um Chevette, o carro mais barato do Brasil na época. Nascimento oportuno O nascimento do Javali , em 1988 aconteceu em um momento oportuno, pois há cinco anos a Ford havia encerrado a produção do CJ-5. Com isso o Javali passou a disputar o mercado junto com o Engesa E-4 e o Toyota Bandeirante O projeto surgiu no final de setembro de 1985, e o primeiro protótipo surge em janeiro de 1986. A partir do primeiro carro, são construídos outros dez carros, até que a CBT chegasse a finalização do modelo no final de 1988, quando o Javali foi lançado no Salão do Automóvel de São Paulo. A impressão de quem vê pela primeira vez a carroceria do Javali, feita em chapa de aço com desenho “quadradão”, estepe pendurado na lateral e grande e fraca grade dianteira nem sempre é das melhores. Mas a idéia da CBT não era privilegiar o design e sim a funcionalidade. O estepe foi instalado na parte lateral, para que a porta traseira não fosse comprometida, embora esse problema pudesse ter sido resolvido também com a instalação de um suporte de estepe na porta traseira. Já o interior do jipe apresenta bom espaço para os ocupantes, melhor que a maioria dos concorrentes. A armação da capota e o Santo Antonio foram bem projetados, privilegiando o espaço interno e eliminando o barulhos das ferragens da capota, comum em qualquer jipe. Sob a carroceria, quase todas as soluções mecânicas foram inspiradas nos antigos Willys. O chassi, o sistema de suspensão com eixos rígidos e molas semi-elípticas e a transmissão são idênticos aos do Willys. A suspensão traseira é do tipo progressiva, com algumas lâminas do feixe funcionando só quando o carro está carregado. No assoalho, ficam as três alavancas, câmbio, tração e reduzida. No painel, os principais instrumentos para fora-de-estrada e asfalto. O carro vinha, de série com velocímetro, conta-giros, medidor de combustível, temperatura da água e do motor, voltímetro, pressão do óleoe do turbo, quando equipado com motor turbinado. Motor feito em casa O Javali foi todo construído pela CBT ou por empresas coligadas. Até mesmo o motor. Duas versões foram testadas, uma de três cilindros e 60 cavalos e outra de quatro cilindros e 72 cavalos, ambas movidas a diesel. O mais usado foi o três cilindros, que ganhou um sistema de turbo-compressor, ainda na fase de testes. O grande problema do motor de três cilindros é que ele vibrava muito além do ruído transmitido para dentro da cabine. A colocação do turbo, além de aumentar a potência em 25 cv diminuiu tanto a vibração quanto o ruído A vantagem do motor CBT no fora de estrada era o alto torque em baixas rotações, apresentando 17 kgf.m a 1.500 rpm na versão de três cilindros e 24,4 kgf.m a 2.600 rpm na versão 4 cilindros. Por trabalhar com essa relação de torque, a performance no asfalto é bastante prejudicada principalmente em ultrapassagens e aceleração O câmbio tem quatro marchas mais a ré, bem escalonadas e até macias para um jipe. As alavancas do câmbio e caixa de transferência, são dispostas como as do Jeep Willys e Ford, porém a da reduzida é maior do que a tração. Placas indicativas não deixam o condutor se confundir na hora do engate. O primeiro protótipo apresentava um vão-livre pequeno, apenas 14 cm, prejudicado pelas travessas de câmbio, muito baixas e que se tornavam um empecilho na hora de vencer obstáculos mais pesados. Isso foi melhorado, com uma recalibrada na suspensão e a adição de calços mais altos, fazendo com que o carro ficasse 10 cm mais alto em todos os seus pontos, incluíndo o vão-livre, que subiu para 24 cm. O projeto inicial previa que o carro pesasse 1300 quilos, mas depois de montado ele acabou somando 400 kg a mais. É muit difícil fazer um utilitário diesel que não seja pesado. Por ter eixos compridos, o Javali tem boa estabilidade e apresenta bom índice de inclinação lateral. Com características técnicas tão similares as do Jeep Willys – um sucesso já garantido -, o Javali tinha tudo para ser um suscesso. Mas a realidade se mostrou O javali foi comercilaizado oficialmente até meados de 1992, e até 1994, na versão 4 cilindros, apenas para atender pedidos especiais e para o uso interno da CBT. A empresa nem trator fabrica mais. Fechou as portas. Há que diga que o grande erro da CBT foi fabricar todas as peças do Javali, até os parafusos, trazendo para si altos custos com maquinário, treinamento etc. Ficha Técnica Modelo: CBT Javali Motor: Dianteiro, longitudinal, três cilindros em linha com turbo ou quatro cilindros em linha simples, refrigerados à água, alimentação direta com bomba injetora CBT de sistema rotativo, a diesel. Cilindrada : 2.940 cm3 (3 cil)/ 3.922 cm3 (4 cil) Taxa de compressão: 16,1:1 (3 cil)/ 16,5:1(4 cil) Potência

Picape Troller?

Comprimento é bem maior que o jipe padrão Por James Garcia Fotos Claudinei de Farias/Imagem Radical Muitas são as vezes que a opinião de amigos influencia uma decisão em nossa vida. E é ótimo pode contar com pontos de vista diferentes, para chegar ao melhor resultado possível. Sancler Machado, 34 anos, natural de Criciúma, SC, ouviu os amigos, mas também seguiu sua voz “interior” ao escolher o carro que ilustra essa matéria. A história aqui começa algum tempo atrás, quando um amigo comentou que queria comprar uma Picape Troller Pantanal. Essa picape torna real um conceito que muitos off-roaders devem ter idealizado Como foram poucas unidades do modelo colocadas à venda (77 carros entre 2006 e 2007) e, posteriormente retiradas do mercado pela Ford em 2008, sob o risco de problemas sérios no chassi, o rapaz obviamente não encontrou nenhuma. Foi aí que se originou a ideia de fazer uma conversão sobre a base de um jipe Troller. Iniciando a última restauração O 4×4 escolhido foi um modelo 2002, com motor MWM 2.8, câmbio de 5 marchas e tração com acionamento eletrônico. O 4×4 já estava equipado para trilhas e off-road. A oficina que iniciou o projeto foi a responsável pela maior transformação, já que alongou o chassi e diminuiu o tamanho da cabine. Isso já deu a visão do que seria o projeto. Até aí, Sancler apenas ouvia falar da picape, pois a oficina em que ela estava fica a 60 quilômetros de Criciúma, em Santa Catarina. Quando a viu pela primeira vez, num passeio de jipe clube, Sancler achou o utilitário estranho, pois nunca tinha visto nada igual. Como o ex-dono também é de Criciúma, Sancler via a picape com frequência, ou na trilha ou no dia-a-dia, durante a semana. “Na época eu tinha um Willys 64, com motor 4.3 vortec, que vendi pois recebi uma ótima proposta. Fiquei sem um 4×4 por um ano”, lembrou. Detalhe do interior da parte traseira: bom lugar para malas Quando resolveu voltar a ter um 4×4 decidiu-se pelo Troller. Ao procurar numa revenda da região, lá estava ela, a curiosa e estranha picape, que seu amigo havia colocado à venda. Sancler voltou para casa, pensou e resolveu ouvir a opinião dos amigos sobre o jipe. “Alguns me deram força na compra e outros diziam que eu era louco, pois era um carro de trilha e uma picape ‘feita a mão’, com valor de mercado suspeito”, lembrou. Sancler comentou sobre o caso: “O valor ofertado estava fora do mercado. Mas fiz a proposta em dinheiro e esperei para ver”, contou o off-roader. Quatro dias depois o ex-dono ligou, dizendo que o negócio estava fechado. Até então ele havia comprado o 4×4 para fazer trilha e não pretendia investir nada. Mas no meio de um animado churrasco com os amigos, resolveu reformar o 4×4 por completo e equipá-lo com acessórios de ponta. O interior recebeu diversos relógios, DVD, GPS e etc E Sancler quis mudar a cor também. “Tive dúvida pois queria uma que não arranhasse muito. E continuar na cor preta fosca, nem pensar!”, comentou. Depois de ver fotos de um Jeep Wrangler na cor branca com teto preto, matou-se a charada. Foi mesmo uma ótima escolha. Ao todo foram nove meses de oficina, para finalizar o restauro e desmonte de toda a mecânica para revisão geral. Com a “máquina” boa, a parte mais trabalhosa foi transformar a frente de faróis quadrados para o formato redondo, mais apropriado ao estilo do jipe. A complicação se deu pela distância, pois o serviço foi feito em Florianópolis, a 200 quilômetros dali. O curso de suspensão também foi ampliado Nesse tempo, a picape ganhou amortecedores especiais e bloqueios de diferenciais com acionamento eletônico, nos dois eixos. Os para-choques originais deram lugar a modelos feitos para o off-road, com anilhas e entrada do macaco. O guincho Warn Power Plant, com controle sem fio, foi revisado e teve o cabo de aço trocado por um mais moderno, de kevlar. Hoje, depois de toda essa trabalheira e alguns cabelos perdidos, Sancler sabe que fez a escolha certa. “Estou muito feliz com ela, pois além de um off-road robusto, ainda chama a atenção onde passa”, finalizou com orgulho. Sancler Machado e sua picape Troller Quer saber mais informações e dicas sobre esse belísimo trabalho de conversão? Envie mensagem e troque informações com Sancler Machado, através de seus e-mail: sancler756@hotmail.com

Show de imagens no Pirajeep

Fotos Anderson Pinto Rolou em 18 e 19 de Outubro, o XVI Pirajeep, encontro realizado em Piraju, SP pelo Jipe Clube Força Bruta. O evento contou com Trilha Pesada, Pista Indoor e o Demolicar e contabilizou mais de 350 veículos Centro de Exposições Pref. Cláudio Dardes (Fecapi) No sábado aconteceu a abertura das inscrições depois das 08:00; saída do comboio para a trilha às 13:00 e o retorno por volta das 20:00. Os trilheiros eram recepcionados com um jantar feito pelos voluntários da Associação de Voluntários no Combate ao Câncer. No domingo de manhã foi a vez do 1° Gaiola Fest com uma pista indoor especialmente feito para Gaiolas e Bajas contando com mais de 52 veículos, e as 13:00 teve o Demolicar, competição onde quem ganha é o último carro ainda em funcionamento. A cada edição com mais participantes, a trilha foi especialmente formulada para todos os tipos de veículos, mas como a adrenalina e a torcida pela travessia dos obstáculos era grande, mesmo sem ter veículo preparado, a maioria queria passar nos locais mais difíceis. A organização contou com 4 tratores para apoio nos pontos de dificuldade para resgatar quem precisasse. Isso tudo sempre começando com cada carro recebendo o já tradicional lanche apelidado de “X-Terra”. A sensação deste ano foram 2 caminhões militares 6×6. O piloto de um deles não sossegou até achar algum local onde não conseguiria passar. O problema foi quando o caminhão ficou atolado em um determinado trecho e teve que ser resgatado pelo outro caminhão 6×6 com a ajuda de um dos tratores da organização. O Pirajeep tem apoio da Prefeitura Municipal de Piraju e toda a renda arrecadada nas tendas de alimentação foram doadas diretamente para a Associação de Voluntários no Combate ao Câncer e 4×4 Sustentável – IBPCA Instituto Brasileiro de Preservação e Consciência Ambiental.

Jeep para a cidade: uma ideia antiga…

Texto e Fotos James Garcia Willys Jeepster 1950 Esse eu posso dizer que é um Jeep raro; foi o único que eu vi e tive a oportunidade de dirigir um pouquinho, a cerca de 15 anos. Veículo mezzo estranho, mas charmoso, visual causa impacto e chama a curiosidade de quem o vê. Para começar ele é mais baixo, estreito e comprido do que aparenta nas fotos, e tem a inclinação para um modelo mais sofisticado, ou seja, a antítese do projeto original. Lançado em 1948, não se pode dizer que o Jeepster foi um projeto pouco ousado, mesmo que tenha nascido de outro carro. O visual desenvolvido por Brooks Stevens obviamente seguia os desenhos e traços característicos dos outros membros da família Jeep, naquela época o Jeep Staion Wagon (1946) e a Pick-up (1947) e o Jeep. Projetado para ser o carro perfeito para o veterano de guerra (Imagine isso!), o Jeepster tinha pneus com banda branca, calotas cromadas, para sol, volante de luxo e um pneu Continental com uma capa de tecido. Era equipado com um motor gasolina 2.2 litros, 4 cilindros, de 62 cavalos, câmbio manual de três velocidades (overdrive opcional)e freios a tambor nas quatro rodas. O 4 cilindros ganhou a companhia de um propulsor seis cilindros. A tração era traseira, limitando sua utilização para o público fã da marca. Interessante notar o sistema de suspensão dianteiro que usa uma única mola transversal. Atrás, o sistemas de feixes tradicionais. Em 1950 sofreu leves mudanças, incluindo um novo desenho para a extremidade frontal, que ganhou acabamento cromado e um novo painel. Seu alto preço e concorrentes que ofereciam mais no mesmo segmento, o Jeepster foi descontinuado em 1950. Seria ótimo saber como está essa belezoca hoje…

Túnel do tempo: Jeep M170 no Brasil

Você se lembra desse Jeep? Poucos veículos militares americanos como este M170 1962 – localizado em Florianópolis, SC, há mais de 10 anos – aportaram por aqui. Se você tem do paradeiro dessa máquina, entre em contato! Por James Garcia Fotos Artur Gayer e Cesar Luciano Brinhosa Eis aqui um autêntico M170 norte-americano. É claro que existem diferenças e semelhanças com o nosso CJ6 “Bernardão”, mas a origem de todos é a mesma: o M38A1, o modelo inovador que deu origem a todos os Jeep citados acima e que concretizou definitivamente a fama do mais famoso 4×4 do mundo. À saber: o M170 é um M38A1 com chassi alongado. O sucesso do M38A1 nas forças armadas foi tamanho que a Kaiser, proprietária da Willys desde 1953, decidiu em 1955 fabricar um Jeep civil visualmente igual ao militar. O CJ-3B – conhecido por aqui como “Cara de Cavalo” – não agradou o público. Por isso, a Willys lançou em 11 de outubro de 1954 o CJ-5, fabricado por mais de trinta anos. Do M38A1 nasceu o mutante M170, que originou no mercado civil a versão CJ-6. Feito para ser usado como carro-ambulância, o M170 era 44 centímetros mais longo que seu irmão menor e podia transportar três feridos em macas ou seis pessoas sentadas. Foram produzidos cerca de 4 mil carros como este no período entre 1953 e 1962, o que faz com que seja um carro um tanto quanto raro. Certos detalhes ajudam a distinguir o M170 do CJ-6. Os faróis dianteiros foram instalados mais para dentro da grade do mesmo modo que os carros da Segunda Guerra e ele ganhou um porta-luvas ao lado esquerdo do motorista. Outro detalhe visível é a caixa de rodas traseira em formato redondo e o vão existente no capô para a instalação do snorkel. O sistema elétrico – como de praxe na época – é de 24volts. Por acaso… O comerciante catarinense César Luciano Brinhosa nem imaginava que este “Bernardão” americano um dia seria seu, principalmente sabendo que o ex-proprietário já havia investido R$ 30 mil na reforma do carro. Mas como a vida é cheia de surpresas e o destino a ninguém pertence, um belo dia Brinhosa se viu com a raridade nas mãos e o melhor, novo em folha. O Jeep foi tão bem restaurado que muitos pensam se tratar de um carro zero km. Todas as partes do Jeep foram completamente desmontadas, consertadas ou substituídas e colocadas de volta no lugar. Câmbio, caixa de transferência, guincho, grade, painel, bancos, porta-estepe, caixa de ferramentas, luzes de black-out, painel de instrumentos foram mantidos com as características originais. A carroceria teve 99% por cento de seus detalhes intactos. A maior mudança estética foi a troca da cor verde militar pelo vermelho Ferrari, que realçou ainda mais os detalhes da carroceria. Na parte mecânica o que surpreende é o “novo” motor Tornado 230! Como o propulsor original Willys Hurricane de quatro cilindros e 74 cavalos estava danificado e havia a intenção de substituí-lo por outro mais forte, uma ótima – porém trabalhosa – ideia foi adotada. Optou-se pela instalação do motor da picape Kaiser M715 – modelo Tornado 230, com seis cilindros e 140 cavalos. O que realmente ajudou a equilibrar a nova “cavalaria” com o câmbio de três marchas e os pneus 35 x 12,5 x 15 da BFGoodrich foi a substituição da relação de diferencial 5.38 (43×8) por 3.92 (47×12), original dos Ford Galaxy e Willys Itamaraty. Com isso o carro ficou muito ágil, respondendo bem ao acelerador. O proprietário diz que em primeira marcha o Jeep alcança por volta dos 70 km/h e chega aos 160 km/h de velocidade final. Para que este motor – bem maior que o original – pudesse ser acomodado no Jeep, foi necessário refazer toda a parede corta-fogo. Para segurar este Jeep a fera, foram instalados freios a disco e sistema hidrovácuo da picape Chevrolet D20, assim como tambores maiores na traseira. Devido ao peso do motor, a suspensão dianteira teve de ser reforçada com peças do Toyota Bandeirante. Atrás o sistema foi mantido original, mas jumelos maiores foram instalados em todos os feixes. Para melhorar a dirigibilidade, foi instalada uma caixa de direção do VW Passat, que tornou a direção leve e ao mesmo tempo firme e sem folga. O interessante neste 4×4 é perceber como o “novo” mistura-se harmonicamente com o “antigo” nesse magnífico exemplar da dinastia Jeep. Ficha Técnica Jeep M170 Truck Ambulance Front Line Militar com motor Kaiser Tornado seis cilindros Origem: Toledo Ohio USA Ano de fabricação: Fevereiro de 1962 Motor: Kaiser Tornado 230, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha Cilindrada: 3800 Potência máxima líquida: 140 cv Alimentação: carburador simples DFV Combustível: gasolina Refrigeração: água, duas ventoinhas (direita original + automática apoio) Transmissão: tração 4×2 com opcional para 4×4, através de caixa de transferência Willys Câmbio: Willys manual de três marchas + ré Relação de marchas: 1ª marcha: 3,339:1, 2ª marcha:1,1551:1, 3ª marcha:1,000:1,Ré: 3,798:1 Relação de diferencial: 47×12 (3.92:1) Suspensão Dianteira: eixo rígido, feixe de molas reforçado, amortecedores do Toyota Bandeirante e jumelos Dumper Traseira: eixo rígido, feixe de molas, amortecedores do Toyota Bandeirante, jumelos Dumper e barra estabilizadora original Freios Dianteiros: a disco, com servo-freio Traseiro: tambor Direção: Caixa de direção do Passat Rodas: 15×10 Mangels Pneus: 35 x 12,5 x 15 BFGoodrich Sistema elétrico: 24V com bobina selada dentro do distribuidor. Luzes e lanternas militares originais Acessórios Guinchos Dianteiro: mecânico original Traseiro: polia com tomada de força original Obs: Fotos realizadas na Praia da Joaquina, SC. Agradecimentos à Policia Militar.

Jeep é o maior destaque no Salão do Automóvel 2014!

Por James Garcia Fotos Divulgação/James Garcia Acompanho o Salão do Automóvel de perto há quase 20 anos e, além de ser um fato inédito, é um grande prazer dizer que o maior destaque do Salão 2014 é um Jeep. Até pouco tempo atrás, não imaginava que pudesse dizer isso com tanta propriedade e sinceridade. Falo aqui do Renegade, que será construído em Goiana, Pernambuco. Com o stand absolutamente tomado por jornalistas do mundo inteiro, o presidente Mike Manley, presidente e CEO da marca Jeep, fez a apresentação do modelo. O Jeep Renegade é um SUV que chega para brigar de frente com veículos como o Renault Duster e, principalmente, o Ford EcoSport, com que deve provocar uma briga feroz. Mas o Jeep já chega “causando”. Além do DNA inquestionável, contará com motor diesel nas três versões fabricadas, tração 4×4, detalhes para qualquer jipeiro ficar babando e acabamento esmerado. Olhares mais atentos irão achar o clássico painel frontal imortalizado pela Willys em todas as partes; painel, moldura dos alto falantes, lanternas traseiras (que também tem design que remete ao Jerry Can – galão extra de combustível) e a inscrição “Since 1941” no painel. Para não deixar nenhuma dúvida no ar, quanto à tradição de sua família. Já a partir da versão Sport, o Renegade terá controle de velocidade e estabilidade, freio de estacionamento eletrônico, central multimídia com GPS e comandos de som no volante. O interior é espaçoso e confortável, com materiais qualidade, perceptíveis no tato. Disponível nas versões Sport, Longitude e Trailhawk (a mais off-road das três), será equipado com o motor gasolina 1.8 E-Torq da Fiat e um 2.0 diesel turbo, com 170 cavalos, disponível em todas as versões 4×4. O comprador poderá escolher, na versão mais básica (Sport), por uma configuração diesel com tração, por exemplo. O modelo a gasolina só será comercializado nas versões Sport e Longitude, com câmbio manual de cinco marchas ou uma caixa automática de seis velocidades. O 2.0 a diesel trará somente a nova transmissão de nove marchas e tração integral. Sem mencionar valores, a marca anunciou que o novo Jeep terá um preço muito competitivo. Provável que os valores partam de R$ 65 mil, ultrapassando os R$ 100 mil. Não há a menor dúvida, vai ser sucesso esse nosso Jeep brasileiro! Bem vindo, Renegade!

Trilha da Independência é sucesso absoluto no off-road gaúcho

Texto e fotos Eduardo Neves – Photo Lama Nos dias 12 e 13 de setembro a cidade de Veranópolis entrou definitivamente no calendário do OFF ROAD gaúcho com uma das melhores trilhas já vistas no estado. A organização da 2ª Trilha da Independência ficou a cargo do Moto Grupo Sangue Frio e Cruzeta Jeep, um grupo de amigos muito empenhados para que o evento fosse o sucesso que foi. Na sexta, dia 12/09 os jipeiros foram recepcionados no CTG Rincão da Roça Reúna com churrasco e cerveja liberada para todos os participantes inscritos. Já na recepção foram feitas mais de 130 inscrições confirmando o que todos já esperavam, uma trilha com muitas viaturas. Na manhã de sábado 235 participantes entre jipes, gaiolas e quadrículos partiram para um trajeto com os mais variados tipos de atoleiros, terrenos e dificuldades. A trilha teve um índice de aprovação de 100% dos apaixonados por OFF ROAD, pois, a mesma contava com 17 tratores de apoio, mecânicos ao longo do trajeto e até mesmo uma borracharia improvisada, tudo para garantir que ninguém ficasse para traz. No final final da tarde os jipeiros foram recepcionados na sede do Moto Grupo Sangue Frio, onde puderam brincar na chamada finaleira, com uma passagem de água e local para manobras livres. O Cruzeta Jeep está de parabéns pela organização da 2ª Trilha da Independência. Obter sucesso em uma trilha com 235 viaturas no 2º ano de evento não é pra qualquer um.

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