Oito curiosidades sobre o Range Rover O Range Rover, modelo mais luxuoso da linha Land Rover e um dos mais refinados do mundo, foi apresentado ao público em 1970 como o primeiro veículo do mundo a unir o conforto e a sofisticação existentes nos sedãs da época somado à capacidade de trafegar em todos os tipos de terrenos, característica presente nos jipes da marca e em outros modelos, até então, restritos ao uso rural. Ao longo das décadas, o modelo se tornou sinônimo de luxo e robustez e marcou a indústria automobilística mundial como ícone de inovação e tecnologia embarcada. Agora em sua quarta geração, o Range Rover é um símbolo da Land Rover e até hoje é um modelo que define tendências dentro do segmento premium. O fabricante lista alguns fatos e curiosidades que talvez você não saiba sobre o veículo: 1 – Foi o 1º SUV de luxo do mundo Apresentado em 1970, o Range Rover pode ser considerado o primeiro SUV de luxo do mundo. Ele foi o primeiro veículo a unir o luxo e a sofisticação presentes nos sedãs da época com a mesma capacidade e robustez para se trafegar em qualquer tipo de terreno que os 4×4 mais rústicos, restritos ao uso rural, possuíam até então. 2 – Cruzou o pântano de Darien Para demonstrar toda capacidade fora de estrada do modelo, a Land Rover colocou à prova o seu veículo mais luxuoso em um desafio extremo. O Range Rover participou da expedição British Trans-Americas Expedition. Liderada pelo explorador britânico John Blashford-Snell, a expedição saiu do Alasca (EUA) em 3 de janeiro de 1971 e terminou na Terra do Fogo (Argentina) em 10 de julho de 1972. O trecho mais difícil a ser superado foi encontrado entre o Panamá e a Colômbia, na região de floresta tropical e pântanos do Estreito de Darien. Com cerca de 400 quilômetros, a área não tinha estradas ou pontes. O Range Rover foi o primeiro veículo do mundo a cruzar a região, o que coloca seus proprietários na posição de fazer a seguinte pergunta sem medo da resposta: “Você colocaria seu carro na lama?”. 3 – É o veículo preferido das celebridades Em mais de 45 anos de existência, o Range Rover conquistou o gosto de celebridades ao redor do mundo. Em 1982, durante uma viagem do Papa João Paulo II à Inglaterra, uma unidade do Range Rover foi convertida em Papa- Móvel para transportar o Sumo Pontífice. A Rainha Elizabeth II da Inglaterra também utiliza um Range Rover para se locomover por seu país. Keira Knightley, Bruce Sprinsteen, Madonna, Michael Jordan e Jack Nicholson são apenas alguns exemplos mais. 4 – Já ganhou o Paris-Dakar Em 1979 o Range Rover participou pela primeira vez da mais famosa competição de rali do mundo, o Paris Dakar. Pilotado pelo francês Alain Génestier, o modelo venceu logo em sua estreia na categoria automóveis e depois novamente em 1981. O modelo também já participou do Camel Trophy, famoso pelo alto nível de dificuldade. 5 – Primeiro SUV feito em alumínio Sua quarta – e atual – geração apresentada para o público em 2012 fez do Range Rover o primeiro SUV do mundo com carroceria totalmente produzida em alumínio. O modelo é até 420 kg mais leve que a versão anterior o que o torna muito mais econômico em termos de consumo de combustível e também com menores emissões de CO2. A atual versão do Range Rover também inaugurou uma série de tecnologias como o painel de instrumentos virtual em TFT, composto por uma tela de altíssima definição. Outra tecnologia que chama a atenção e foi inaugurada no Range Rover foi a tela Dual View, em que motorista e passageiro dianteiro conseguem enxergar duas imagens distintas ao mesmo tempo na mesma tela, dependendo do ângulo de visão. 6 – Lançou no mercado o Terrain Response Já imaginou um botão que transforma o carro de acordo com o tipo de terreno em que se está trafegando? A expertise todo-terreno da Land Rover levou-a a desenvolver a tecnologia e escolher o Range Rover para lançá-la. Em 1997, a versão não identificava automaticamente o terreno como faz a versão atual do Terrain Response 2 (lançado na quarta geração do Range Rover), mas já ajustava aceleração, suspensão, tração e relação de marchas para terrenos arenosos, escorregadios ou extremamente irregulares, com grandes rochas, por exemplo. 7 – Versão SV Autobiography é o SUV mais sofisticado do mundo A Divisão de Veículos Especiais (SVO) da Jaguar Land Rover enriqueceu o modelo top de linha da Land Rover e não poupou mimos para quem faz questão de luxo. A versão SV Autobiography – que permite a maior gama de customização do mercado – possui dois assentos traseiros que reclinam como a primeira classe de um avião. A marca italiana de poltronas, Frau, desenhou descansos para pés e mesas dobráveis para computadores portáteis. Para não perder a performance, um motor V8 Supercharged com 550 cv de potência e 580 Nm de torque equipa o carro. 8 – Leva os turistas para a viagem mais luxuosa do mundo Junto com a Abercrombie & Kent, agência especializada em viagens de luxo, a Land Rover disponibilizou um Range Rover SV Autobiography para levar os turistas que adquirirem o pacote de viagem mais luxuoso do mundo. A Provença francesa, o Lago Como na Itália, as montanhas Atlas no Marrocos, o Grand Canyon dos EUA, o Atacama no Chile e a Tasmânia da Austrália vistos de perspectivas únicas com o conforto do Range Rover. O pacote de £ 100 mil parte de Londres, Reino Unido.
Pinzgauer – um pequeno gigante 6×6
Pinzgauer – um pequeno gigante 6×6 Pioneiros – Steyr Puch Pinzgauer 712 M 30 6×6 1975 No início de 2012 tive o prazer de conhecer o caminhão Steyr Puch Pinzgauer, um off-road de origem austríaca utilizado pelas forças armadas de vários países. Vamos relembrar essa história Por James Garcia Fotos Mateus Verzola Praticamente desconhecido no Brasil, já era tempo de abordarmos o robusto Pinzgauer, que em realidadeé o nome de toda uma família austríaca de utilitários de alta mobilidade, equipados com tração 4×4 e 6×6. Desenvolvido originalmentenofinal dos anos 1960pelaSteyr-Daimler-Puch, localizada em Graz, na Áustria, ganhou o nome Pinzgauer para homenagear a raçadecavalos daquele país. Essas primeiras gerações do Pinzgauer (710, 712) foram produzidas até 2000 na Áustria. Esses veículos foram e ainda estão em uso em muitos exércitos ao redor do mundo como a Áustria, Suíça, Reino Unido, Arábia Saudita, Tailândia, Albânia e Bolívia. Quando milionário austríaco Mr. Stronach assumiu a quota majoritária de veículos Steyr-Daimler-Puch, ele concedeu o direito de construção do Pinzgauer Steyr para a Technik Automotive Ltd (atual BAE). Foi, e ainda, é um veículo muito popular entre os compradores militares e continua em produção até hoje. Esses veículos também foram fabricados em Guildford, Surrey, Reino Unido, pela BAE Systems Land & Armamento. Em 2000, os direitos da marca foram vendidos para a Automotive Technik Ltd no Reino Unido e, posteriormente, adquirida por Stewart & Stevenson Services Inc. em 2005. Em maio de 2006, a Stewart & Stevenson tornou-se subsidiária do grupo empresarial aeroespacial e de defesa Armor Holdings. Um ano depois, a Armor Holdings foi adquirida pela própria BAE Systems, que interrompeu a produção no Reino Unido, pois os veículos se mostraram vulneráveis às minas e dispositivos explosivos no Afeganistão. O protótipo original do Pinzgauer surgiu em 1969 e sua produção começou em 1971 para suceder o Haflinger 700 4×4, um carro militar leve e de uso polivalente. O Pinzgauer era disponível na versão 4×4 (modelo 710) e tração 6×6 (modelo 712), ambos com diversas versões. Embora não seja muito rápido (110 km/h de velocidade máxima), trata-se de um veículo todo-terreno eficiente, com ótima capacidade de transporte de tropas, sua principal função. Os 710M transportavam 10 pessoas ou duas macas padrão NATO. Tanto os modelos 4×4 quanto os 6×6 rebocavam 5 mil quilos na estrada ou 1.800 no off-road. Tinha autonomia de mais de 400 quilômetros com um tanque de combustível e quase 700 com o tanque de 125 litros opcional. Projetado para ser confiável e fácil de reparar, o Pinzgauer era impulsionado com motores de quatro cilindros em linha, 2.5 litros e 2.7 litros (nas versões ambulância dos últimos anos de produção), à gasolina, refrigerado a ar e dotado de duas bombas de óleo para que não parasse. A construção seguia o padrão tradicional de carroceria de chapas fixada sobre o chassi, com uma distribuição de peso uniforme e melhor centro de gravidade possível. Os três diferenciais são todos fechados e requerem lubrificação adicional mínima. A transmissão é curiosa, com uma caixa de câmbio que tem praticamente o comprimento de todo o veículo. Nessa versão 6×6, os três eixos “saem” da caixa de transmissão, tem movimento lateral e são suportadas por molas helicoidais. A suspensão das duas rodas traseiras conta ainda com um meio feixe de molas semi-elípticas. O sistema foi claramente projetado para fornecer a tração máxima nas circunstâncias mais exigentes, junto com o aumento da sua carga e reboque de transporte. A versão 4×4 foi a mais popular, mas o Pinzgauer nasceu para ter configuração 6×6 desde o início. Durante a produção da primeira geração, de 1971 até 1985, foram feitos 18.349 modelos 710 e 712, sendo vendidos a clientes civis e militares. No Brasil Em nosso País, pouco se sabe sobre esse curioso “caminhãozinho” e mesmo para o dono atual, o empresário Americo Maximiliano Biason, de 73 anos, esse Pinzgauer fabricado em 1975 é uma “caixinha de surpresas”. Atiçado pelo filho, Adilson Biason, proprietário da Max4, empresa que desenvolve projetos de customização e construção em jipes e veículos 4×4, Americo se apaixonou pelo utilitário no momento em que o viu, estacionado numa loja de automóveis em São Paulo, em novembro de 2011. O 6×6 foi importado da Suíça e a única mudança feita foi a cobertura da cruz vermelha que havia na carroceria. “Ele está em ótimo estado, não foi restaurado ou reparado. Simplesmente foi pouco usado e por isso se manteve como novo”, comentou Adilson. Nos Estados Unidos, onde a procura por veículos diferentes é grande, a importação desses modelos para o uso civil e de lazer é comum. “É um tremendo off-road, anda bem, é confortável e, claro, tem uma performance na terra muito boa, similar a do Unimog”, contou Adilson, complementando que essa unidade será mantido do jeito que está, impecável e original. Ficha Técnica – Steyr Puch Pinzgauer 712-M 30 6×6 1975 Ficha Técnica Motor: dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha Cilindrada: 2.500 cm3 Potência: 91,25 cavalos Torque: 18.35 kgfm Combustível: gasolina Alimentação: carburador Zenith 36 dual-NDIX Refrigeração: ar Transmissão: câmbio manual de cinco marchas à frente mais ré Tração: 6×2, 6×4, 6×6 e todas as opções + reduzida através de caixa de transferência com duas velocidades. Bloqueio de diferencial 100% em todos os eixos 100% Suspensão Dianteira e traseira: independente com eixos móveis e molas helicoidais. Meio feixe de molas semi-elípticas nas rodas traseiras Dimensões (mm) Comprimento: 4.955 Largura: 1.760 Altura: 2.100 milímetros Entre eixos: 2.000 + 980 Altura livre do solo: 335 Peso vazio: 2.400 kg Carga útil: 1.500 kg Peso trailer: 2.250 kg Sistema elétrico: 24 volts sistema à prova de água Tanque de combustível: 75 litros Acessórios: Pneu de reposição, ferramentas, correntes de neve, manual em Inglês, cor verde padrão do Exército Suíço
Novas provas e desafio olímpico marcam Mitsubishi Outdoor em Joinville
Novas provas e desafio olímpico marcam Mitsubishi Outdoor em Joinville Joinville (SC), 19 de março de 2016 – Um início de temporada com novidades no Mitsubishi Outdoor. O forte calor de Joinville (SC) trouxe o cenário ideal para as aventuras e tarefas do rali de estratégia. Um dos destaques da competição foi o PC denominado “cross fit”, com uma série de provas que desafiaram a interação entre as equipes. A disputa reuniu corrida de obstáculos, atividades com corda de navio para subir, pneu de trator para levantar, entre outros. “Envolveu dois participantes e um acabou ajudando o outro durante toda a atividade. Nadamos, levantamos peso, foi bem legal. Uma brincadeira boa”, comentou o participante Gunnar Dums O Mitsubishi Outdoor também contou com inovações tecnológicas. Em dois PCs, as equipes tinham que descobrir o caminho correto através de um aplicativo de QR Code. Após acessar o código, o aplicativo liberava um vídeo que mostrava o trajeto a seguir. O percurso para as equipes começou no município de Campo Largo (SC) e percorreu uma região com muitas opções de estradas, caracterizando dois cenários predominantes: o urbano, com diversas casas com construções típicas da região, e outro menos habitado, com plantações e áreas de reflorestamento. “A navegação foi o diferencial da prova de hoje. Usamos o mapa pra valer. O tempo todo tinha que estar ligado para traçar a melhor estratégia”, afirmou o participante Cassio Couto Moraes. Na atividade Geocaching, as equipes precisavam encontrar as bandeiras de pontos através de coordenadas e usando um aparelho de GPS, um verdadeiro desafio para quem gosta de aventura. Em cada etapa deste ano, os participantes serão convidados a conhecer e praticar um esporte olímpico. Para a etapa de Joinville, foi escolhido o arremesso de peso e as equipes aprenderam os fundamentos do esporte e praticaram a modalidade. E, claro, não poderiam faltar trechos para os veículos 4×4 serem os protagonistas. Além de percorrer as estradas de terra, a prova teve PCs específicos para testar toda a força e resistência dos veículos Mitsubishi, com erosões, mata e atoleiros. Campeões No Mitsubishi Outdoor, as equipes são formadas por dois carros 4×4 e até 10 pessoas. São duas categorias, Extreme, para os mais experientes, e Fun, para os iniciantes. Na Extreme, a vitória foi da Tô na Rossa, que comemorou o “bicampeonato”, já que foram os vencedores da etapa de Joinville em 2015. “Estamos há três anos juntos e desenvolvendo melhorias na nossas habilidades. Ainda não conseguimos ter uma consistência no primeiro lugar e é isso que estamos buscando. Vim de Vitória só pra fazer a prova e hoje é meu aniversário. Viajo muito para poder fazer as provas do Outdoor, então estou muito feliz de subir nesse pódio”, comemora Diego José Brandão. A equipe se conheceu por causa do trabalho e, como cada um mora em uma cidade, eles se encontram nas competições da Mitsubishi para poderem disputar as provas. “A atividade olímpica foi um diferencial. Não conhecia todas as regras e foi desafiador”, disse. Na categoria Fun, vitória da equipe Triplex no Guarujá, de São Bento do Sul. “A motivação maior é a amizade que temos há mais de 20 anos. Viemos focados num bom resultado e nossa prova foi espetacular. Conseguimos fazer todas as tarefas que tínhamos programado e deu certo. E conseguimos esse pódio há tanto tempo sonhado”, vibra Rodrigo Dinner. Próxima etapa A segunda etapa do Mitsubishi Outdoor será no interior de São Paulo, em Mogi Guaçu, no dia 9 de abril. Pela primeira vez, a prova partirá do Autódromo Velo Città, um dos mais modernos do Brasil e homologado pela FIA e CBA. Os competidores terão a oportunidade de conhecer toda a infraestrutura do local e aproveitar uma prova repleta de desafios. Resultados – 1ª etapa – Joinville (SC) Categoria Fun 1) Triplex no Guarujá 2) Spin-off road 3) Locar SC / Opa Muench Categoria Extreme 1) Tô na Rossa 2) Primos 4×4 3) Absolut Lama Clique aqui e veja os resultados completos do Mitsubishi Outdoor.
Adventure Trucks – Uma brincadeira de gigantes
Adventure Trucks – Uma brincadeira de gigantes Fotos Angelo Meliani, Ilídio Guerra, Léo Pavarina, Rodrigo Xambre e grupo Adventure Truck Os detalhes desse “pequeno” encontro e passeio, realizado em Cipó e Embu Guaçú, SP, quem nos conta é o amigo Angelo Meliani, restaurador de veículos militares antigos e aficionado por jipes, picapes e caminhões militares. Um grupo formado por amigos, off-roaders de longa data, realizou no dia 19 de Março o 1º Adventure Trucks, um passeio de caminhões traçados ( 4×4, 6×6 etc…) “Eu estou tentando fazer um passeio exclusivo de caminhões faz algum tempo. E as coisas começaram a ‘incendiar’ quando eu retornei da Amazônia, relatou Meliani que esteve recentemente pelas terras do norte do País e, claro, a aventura será contada aqui também. “Quando eu voltei da Amazônia (Expedição Transamazônica 2016) publicamos nas redes sociais as imagens de 3.000 quilômetros que fizemos entre Porto Velho e Cuiabá. O Ilídio Guerra entrou em contato para que combinássemos de fazer um passeio de caminhões QT (Qualquer Terreno). “A ideia é agrupar os caminhões QT para um evento (passeio/trilha), com alguns obstáculos, mas algo simples, nada muito forte ou hard. O motivo disso é bem simples: precisamos conhecer as pessoas, os veículos, seus equipamentos, para então partirmos para algo mais pesado”, explicou Meliani. 11 caminhões participaram do passeio, além de alguns 4×4 menores, que atuaram como carros de apoio. O mais antigo a participar foi o GMC 6×6 CCKW 353, que abriu o percurso. Nada mal para um super veterano! “De Bauru vieram dois caminhões, um Mercedes Benz 1519 militar Engesa e um caminhão REO M35A2 (Placa Preta). Meninos valentes!”. Também marcaram presença 3 modelos Unimog 404 e um modelo 1300 L 1979 (também com placa preta) E estiveram ainda no comboio um MB 4×4 1418 “Cara Chata” e 2 REO M35A2 6×6. Apesar de terem chamado o encontro de Adventure Truck, o agrupamento de brutos ainda não foi oficialmente batizado. Mas a ideia é aproveitar que a turma está no “gás”, para marcar novas atividades e aventuras. A turma está organizando um encontro para julho, aguardemos novidades e, claro, um salve para esse iniciativa sensacional. Off-Road Peso-Pesado!
A natureza selvagem da Ilha do Marajó
A natureza selvagem da Ilha do Marajó 9ª Expedição Marajó 4×4 Por Djalma Alencar, Nazareno Batista e Felipe Batista Fotos Leandro Santana A Confraria Amigos do Jipe promoveu, durante o feriado de carnaval, a 9ª edição da expedição “Marajó 4×4”, que contou com a presença de membros do Jeep Clube de Bragança e Jeep Clube do Norte. Partindo de Soure rumo à cidade de Ponta de Pedras, os aventureiros seguiram em rotas tomadas por atoleiros, tanto pelo litoral quanto pelo interior, revezando por terrenos ora de areia fina, ora de piçarra, ora de alagados, mas que, simultaneamente, revelava uma paisagem rica de uma fauna e flora exuberantes. A viagem iniciou-se após desembarque do ferry-boat na Vila de Camará, onde o comboio de 11 veículos começou seu deslocamento pelo asfalto até a cidade de Salvaterra, na qual uma segunda balsa os levaria até Soure, local do primeiro pernoite. Na manhã seguinte, 06/02/2016, seguiram em busca de aventura pela Zona Rural de Soure. Em meio a Fazenda Eva Bufaiade, já fora de estrada, o grupo percorreu rotas cobertas por águas profundas, o que tornava difícil o controle dos carros, assim, era certo a ocorrência de atolamento, pois o trecho escondia grandes perigos, tendo em vista que naquela rota só avançavam animais de tração. Logo tornou-se obrigatório recorrer a ajuda de guia para orientar a passagem nesse trecho, que exigia perícia e conhecimento do terreno para que fosse possível escolher o percurso certo, ou seja, que desviasse dos imensos buracos escondidos sorrateiramente entre águas calmas e que engoliam um carro por inteiro. Nessa situação, o uso do 4×4 era obrigatório até mesmo para quem usava pneus especiais para trilha, tanto que nesse trecho o Troller com pneus ALL Terrain precisou contar com ajuda de correntes para que pudesse dar conta do desafio. Assim, nesse primeiro desafio, o Willys do Alencar, que abria a trilha, precisou ser puxado pela Bandeirante, e, mais tarde, essa mesma Bandeirante viu-se diante de outra grande tarefa: arrastar, pelo resto do dia, o Willys do Vira-Lata, que teve seu jeep quebrado devido a entupimento das mangueiras de combustível. A grande profundidade do trecho a ser superado, bem como a quebra do alternador da L-200 Savana e o entupimento do sistema de combustível do Willys do Vira-Lata, impossibilitaram a travessia de um trecho de mais de 5.000 km com água com mais de 1m de profundidade em um terreno traiçoeiro. Dessa forma, o Comando indicava o Plano B, que seria levar o comboio até a cidade de Ponta de Pedras através de rotas no Sudeste da Ilha de Marajó, a partir da cidade de Cachoeira do Arari. Ao final de sábado, os aventureiros seguiam para pernoite no litoral de Soure, Ali, mais surpresas os aguardavam. Três carros precisaram ficar acampados na praia do Caju-una devido o Willys do Vira-Lata, que encontrava-se com avarias, enquanto o restante do comboio seguiu para a praia do Céu, no entanto, no translado em meio a dunas e cercado por facões, o Troller atolou até os diferenciais serem tomados pelas areias, sendo que nas tentativas de arrastá-lo para área segura, o Willys do Alencar atolou e teve uma roda-livre partida devido o esforço. Nesse momento, com os dois carros atolados, a equipe precisou investir no trabalho com enxada, prancha e guincho. Assim, com uso do guincho do Troller e com o auxílio de pranchas de desatolagem, o Willys, é puxado para trás e fica fora do atoleiro, e, em seguida, resgata o Troller. Ainda nessa áera, a L-200 do Hass teve as homocinéticas quebradas, dificultando ainda mais a situação do comboio, pois a maré subia ameaçando consumir os carros que encontravam-se entre águas e dunas. Já na manhã do terceiro dia, 07/02/2016, o comboio retornou para a cidade de Salvaterra em busca de apoio para os três veículos avariados no dia anterior. Sem sucesso nas buscas e após embarque e desembarque em mais duas balsas, teve início, ao final da manhã, o cumprimento do segundo trecho rumo a cidade de Ponta de Pedras através de rotas pelo meio da mata virgem, na zona rural de Salvaterra e Cachoeira do Arari, onde a quinta balsa esperava o comboio. Nesse trecho, buracos tomados por lama não seguravam as viaturas, mas, exigiam o acelerador no fundo, motor e pneu de banda de rodagem para que fosse possível passar sem atolar. Ao encontrarem-se próximos da Vila de Gurupá (Cachoeira do Arari), iniciaram uma trilha noturna em uma mata conhecida na região como “ninho das Jararacas”, um verdadeiro labirinto de 7km que se estendia uma mata rasteira e enxarcada, até que às 22h o comboio chegou às margens do Rio Gurupá, onde pernoitaram. Ao alvorecer da segunda-feira, 08/02/2016, o grupo seguiu para a Vila do Arrozal, de onde embarcaram na quinta balsa rumo a cidade de Ponta de Pedras, contudo, após uma hora de translado pelo Rio Arari, a balsa na qual o comboio encontrava-se encalhou por duas vezes, sendo que na segunda vez consumiu mais de 4h, fazendo com que os aventureiros desembarcassem em Ponta de Pedras somente no fim da noite. Ao chegarem à cidade, partiram rumo à fazenda Fazendinha, da Prefeita Consuelo Castro, para que pudessem pernoitar. Na terça-feira, 09/02/2016, o grupo seguiu para mais uma trilha fechada até chegar à praia da Mangabeira, onde foram recepcionados com um saboroso almoço ofertado pelo Coronel Verdelho. Finda a confraternização, os aventureiros embarcaram, na madrugada de quarta-feira, na sexta balsa rumo à cidade de Barcarena para que pudessem embarcar na sétima e última balsa rumo à Belém. Após desembarque em Barcarena, durante o deslocamento para o local onde a balsa os aguardava, uma triste surpresa: uma coalisão entre o Willys vermelho do Clauber e o Troller. Um acidente que, apesar de não provocar grandes problemas aos seus tripulantes, exigiu que a Bandeirante fosse mais uma vez acionada para rebocar o Willys até a cidade de Belém. Assim, mesmo com essa triste surpresa ao final da aventura, a turma da Confraria Amigos do Jipe e seus convidados, comungando
O Jeep CJ-5 no Brasil
O Jeep CJ-5 no Brasil Por James Garcia Consultoria técnica e ilustrações Angelo Meliani Na primeira metade da década de 40, eram tempos dos bondinhos, calhambeques e jardineiras. Estradas, avenidas, asfalto, todos esses “luxos” eram realidade em apenas alguns lugares das grandes capitais. Foi nessa época que o Jeep começou a aportar por aqui, e sem exagero, pode-se dizer que o carismático 4×4 norte-americano – um dos grandes mitos do automobilismo mundial -, foi um dos responsáveis pela grande transformação que mudou a face do nosso País. A 2ª Guerra Mundial ainda fazia suas vítimas, quando os primeiros Jeep Willys e Ford começaram a chegar ao Brasil. Sua missão era equipar o nosso exército, que fazia parte do bloco dos países aliados. Naquele tempo, os jipes militares eram trazidos da Itália, mas a partir de 1946 chegavam diretamente dos Estados Unidos. Após o término do conflito todos os Jeep vinham parcialmente desmontados da América do Norte. Foi assim com todos os CJ-2A (1945/1949), CJ-3A (1948/1953), CJ-3B (1952/1964) e CJ-5 (1954/1969), até o ano de 1957. Um fato curioso é que no porto de Santos – local de desembarque dos carros importados -, os Jeep tinham seus pára-brisas pintados de preto. Nunca se soube o motivo certo dessa medida, mas consta que isso só aconteceu em nosso país. O restante do carro era mantido original. Em 1951, a Willys começa a fabricar o Jeep no Brasil e em 26 de abril de 1952 é fundada a Willys Overland do Brasil é fundada em 26/04/1952, empresa que deu continuidade, e ampliou, o processo iniciado no ano anterior. Em agosto de 1957, a Willys apresenta o Jeep Universal modelo nacional, com 65% de seus componentes nacionalizados. No final de 1958 para 1959, começam a ser fabricados os primeiros CJ-5 totalmente brasileiros. É de se notar o fato de que os primeiros CJ-5 possuíam o desenho da caixa de rodas traseira em formato redondo, idêntico ao dos Jeep norte-americanos. Ao contrário do que muitos pensam, nem todo CJ-5 do final dos anos 50, dotado de caixa de rodas redonda, é importado. Nessa mesma época, os motores 6 cilindros BF-161 passam a substituir os antigos “Hurricane” de 4 cilindros. Nesses já distantes anos 50, fabricar um carro inteiramente nacional era um grande desafio para as montadoras que ensaiavam seus primeiros passos no Brasil. O raro quadro abaixo, ilustra perfeitamente o processo de nacionalização do Jeep, que durou dois anos, de julho de 1958 até julho de 1960. Novos tempos 1960, ao que parece, é realmente o grande ano da Willys, que inaugura a primeira fábrica de motores do Brasil, a Willys Overland Motores, localizada em Taubaté/SP. Eram tempos de revitalização da indústria nacional, do progresso, do nascimento de Brasília. O ufania nacional era geral. E a Willys Overland era a grande vedete do automobilismo nacional. Para um país sem tradição automobilística, a produção da Willys foi considerável. De 1957, início da fabricação dos Jeep no Brasil, foram produzidos 122620 veículos, o que dá uma média anual superior a 24 mil veículos. Mais especificamente, em 1957, quando o carro não era 100% nacional: 9.291 carros. Em 1958, chegou-se a 14.322 carros; em 1959, 18.178; em 1960, 19.514; e finalmente, em 1961, 61.305 unidades. A média de produção era excelente, mas havia a necessidade de se atender com mais agilidade ao ávido mercado de utilitários. Por esse motivo que a Willys Overland montou uma fábrica em Jaboatão, em Pernambuco, inaugurada em 14 de julho de 1965. O Jeep que sai das instalações de Pernambuco, tem as portas confeccionadas em madeira e recebe o carinhoso apelido de chapéu de coco. O ano da virada Em 1967 o Brasil conhecia os primeiros sintomas da globalização que hoje domina as manchetes da indústria automobilística: em uma manobra jogada ágil e inteligente, a Ford compra a Willys, e exibe interesses em galgar posições mercadológicas. Naquela época, a Renault francesa era sócia da Willys brasileira junto com a Kaiser Corporation, que também havia comprado a marca Jeep nos Estados Unidos. Após varias negociações, a Renault acabou ficando com a IKA “Industria Kaiser de Argentina”, comercializando a Willys brasileira com a Ford, que adquiriu 48% das ações da Willys. O negócio foi fechado em 15 de outubro de 1967. A Ford sabia o que estava fazendo: além de continuar fabricando toda a família Jeep – CJ-5, CJ-6, Rural e F-75 -, ficaria com o domínio do ambicioso “projeto E”, conhecido pouco tempo depois como Corcel. Em 27 de outubro de 1969, a união das duas empresas culmina no nome Ford/Willys do Brasil. Em 18 de março de 1971, a Ford transfere a produção da F-75 e da Rural, para suas instalações no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Em 30 de maio de 1972, a Ford muda o nome de Ford/Willys do Brasil, para Ford do Brasil. A produção segue sem maiores alterações, até que em 11 de julho de 1975 é introduzido o motor Ford Georgia OHC de 4 cilindros nos utilitários Rural e F-75, que em conjunto com o câmbio de 4 marchas sincronizado, utilizado desde o fim dos anos 60, torna os utilitários mais leves e econômicos. Em 15 de outubro de 1975, o Jeep também começa a ser equipado com esse motor. Em 22 de outubro de 1975 a Ford alcança a marca de 500.000 utilitários produzidos – contando obviamente com a produção da Willys, com uma Rural 4 cilindros e tração 4×4. Em 25/04/1978, o Jeep atinge o número de 200.000 unidades produzidas. O Final Em toda sua história brasileira, o CJ-5 recebeu três tipos de motores. O “Hurricane” americano, de 4 cilindros, 2.198 cm3 e 70 hp até 1959; o 6 cilindros BF-161, de 90 hp a 4.000 rpm e 2.600 cm3 de 1959 até 1975 e, a partir de 1975, os motores Ford OHC 2.300 de 83 hp
Off-Road em Paranapiacapa, SP
Off-Road em Paranapiacapa, SP Fotos Vitor Fischer Valente Aventura realizada no dia 13 de fevereiro teve roteiro e trilhas do Bar do Lula e Sabonete, realizada na região de Paranapiacaba-SP. No total foram 7 jipes, e a intenção era levar integrantes do Jeep Clube de Ribeirão Pires para uma trilha de nível médio e visual, de relaxar a vista, mas devido a inexperiência do pessoal do Jeep Clube, a trilha foi percorrida com o dobro do tempo do que seria normal. A primeira baixa já foi logo no inicio da trilha quando um Jeep CJ5 que teve a bobina queimada, após o reparo feito pelo Sr. Fernandes da By Fernandes Restaurações o mesmo abandonou trilha. João SHOW com um Jeep 63 desde zero da família também deu trabalho a turma após beber água da poça de lama, mas com alguns chacoalhões da turma o Willys seguiu em frente. A trilha teve inicio as 9 horas da manhã e finalizada as 17:00 horas, Vitor Fischer Valente com o famoso Bernardão , Valério Valente com sua nova Pick-Up Willys e Sr. Fernandes junto com seu filho Márcio com Jeep 83 militar impecável colocaram em prática os mais de 35 anos de trilha para que a trilha terminasse bem.
Trilha do Bicho Feio 2016 – Jeep Clube Comando Oeste
Trilha do Bicho Feio 2016 – Jeep Clube Comando Oeste Texto e Fotos Paula Scobar O Jeep Clube Comando Oeste inicia o calendário oficial com a trilha mais aguardada por seus sócios e convidados: A Trilha do Bicho Feio, que este ano teve alto grau de dificuldade, exigindo carros preparados e pilotos dispostos a ultrapassar seus limites. A concentração foi na prefeitura de Osasco, SP, no Sábado às 13hs, com saída programada para as 15hs, com destino à região de Cajamar – Trilha das Águas, Raíz e Aranha. Os aventureiros passaram por atoleiros, erosões, grande área alagada e sempre contando com o apoio da organização para orientar caminhos, ajudar nos resgates com guincho, pequenos consertos nos carros, além de fazer a integração dos participantes. Madrugada adentro os jipeiros atravessaram a trilha finalizando com um café da manhã às 5:00 hs do Domingo. O Jeep Clube Comando Oeste agradece a todos os participantes, apoiadores e patrocinadores desse evento e conta com a presença de todos nas reuniões de quarta feira em Osasco e, claro, para as próximas trilhas. informações: www.jeepclubecomandooeste.com.br / www.facebook.com/jeepclube.comandooeste
3º Encontro Nacional 4x4FUN/Bardahl
3º Encontro Nacional 4x4FUN/Bardahl – Concurso de fotos realistas Fotos: Lufe Schubert 4x4FUN Durante o 3º Encontro Nacional 4x4FUN/Bardahl, realizado em outubro de 2015 na cidade de Ubatuba SP, foi realizado um concurso de fotos mais realista dos automodelos rádio controlados escala 1:10. Como prêmio e objetivo de integrar os amantes dessa modalidade a escala real, o vencedor faria uma trilha com o pessoal da Equipe AdrenaLAMA. Missão cumprida! O evento de premiação aconteceu no dia 30 de janeiro de 2016 na conhecida Trilha do Verde. Os participantes sentiram da melhor maneira possível os obstáculos naturais a bordo dos jipes da AdrenaLAMA. Premiado no concurso: Vinicius Ferreira (foto premiada anexa) Fotos: Lufe Schubert 4x4FUN Patrocínio Bardahl Apoio AdrenaLAMA e Revista 4x4Digital
Uma gestação ao estilo off-road
Uma gestação ao estilo off-road Texto e fotos: Eduardo Neves – Photo Lama Na tarde do dia 11 de janeiro vivenciei a experiência de fotografar Everton e Dani, casal integrante do Jeep Clube Encruzilhada do Sul, RS, que estão à espera do jipeirinho Nathan. Everton entregou o cargo de presidente no final de 2015 após uma ótima gestão. Uma experiência muito além do que já estava acostumado até hoje. Antes de começar no ramo de coberturas 4×4 fui fotógrafo de eventos sociais, fazendo muitos bailes de debutantes, books femininos, casamentos e até mesmo book gestante mas nunca as duas coisas misturadas, BOOK e 4X4. Foi algo indescritível registrar a mistura de sentimentos de amor de uma família entre si e ao mesmo tempo pelo Off Road 4×4. Por se tratar de um casal de amigos meus, a sessão fotográfica acabou se transformando em uma tarde com boas risadas e muita descontração. Apesar de uma gestação de 7 meses e de uma tarde bastante quente, correu tudo perfeito como podemos ver nas fotos. Espero que todos gostem do resultado e que o novo integrante do Jeep Clube Encruzilhada que está a caminho nasça com muita saúde e dê muitas alegrias aos pais.
