Dodge Commander, o 4×4 do General Patton O Dodge Commander era o carro militar preferido do famoso General Patton. Vamos voltar no tempo e relembrar um 4×4 que fez história na Segunda Guerra Mundial Por James GarciaFotos Angelo Meliani A designação Dodge WC se aplicava a uma família de caminhões militares leves, feitos pela Chrysler Dodge Brothers Co., durante 1942 e 1945, num total de 253.000 unidades produzidas. A série incluía versões para transportes de armas, instalações telefônicas, ambulâncias, veículos de reconhecimento, oficinas e carros de comando, como o modelo visto aqui, designado para transporte de oficiais, como o General Patton. A sigla WC era um código da Dodge; W para 1941 e C para meia tonelada. O código foi mantido para os Dodge com capacidade de ¾ e 1. ½ tonelada 6×6. Os protótipos surgiram no final de 1939 e as características comuns dos WC eram o motor T-214 – seis cilindros em linha, 92 hp e 24,8 kgmf de torque –, câmbio de quatro marchas, tração 4×4, pneus 750 ou 900 x 16” e entre eixos de 2.490 mm. Se o powertrain e o visual da frente eram os mesmos, na parte de trás da carroceria, seus equipamentos e aplicações eram diferentes. Mesmo assim os WC tinham 80% de peças de intercambiáveis, inclusive com as versões maiores de ¾ de tonelada. Também chamado de família G-502, os WC tinham 12 configurações: WC-51 e WC-52 (idênticos, exceto pelo guincho Braden MU-2 com capacidade para 5.000 ou 7.500 libras presentes no último) usados para transportar armas e instalação de telefonia. Depois vinham os WC-53 Carryall e o WC-54 da ambulância. Essas picapes podiam receber metralhadoras M1918, M1919 ou Browning M2. Na sequencia vinha o WC-55, também conhecido como Fargo M6, viatura antitanque, equipada com um canhão de 37 mm. Chegamos ao carro dessa matéria, o Commander, que tinha duas versões, o WC-56 e o WC-57, sendo que o guincho do último era o que os diferenciava. Também chamado de Command Car, o WC-57 era um carro de reconhecimento com caracterítsicas de uso semelhante à um Jeep Willys. Ele não ficou tão famoso e obviamente era maior, mais pesado e não tão fácil de manobrar como o Jeep. Configuração de ferramentas originais na traseira O capô tem tampas laterais, que abriam como asas A versão WC-58 tinha um rádio de 12 volts, enquanto a WC-59 era um emissor de sinais, também projetado para instalar e reparar linhas telefônicas. Era baseado no chassi do WC-54, mas com um entre eixos 50 centímetros maior. O WC-60 era uma oficina móvel para realizar manutenção de campo. Já o WC61/K-50B, era uma variação do caminhão de linhas telefônicas, mas com a escada saindo do teto. Havia ainda o WC-62, uma 6×6 de transporte de armas, com chassis alongado e um terceiro eixo adicionado; o WC-63 (com guincho) e o WC-64, uma ambulância ampla. Esses veículos foram bem aceitos e continuaram em uso nas forças armadas norteamericanas até a Guerra da Coréia (1950 a 1953), quando foram substituídos pelos modelos M-37, de 3/4 tonelada. Tanque de combustível e caixa de ferramentas na lateral Quem foi George Patton George Smith Patton (1885-1945) foi um dos mais famosos militares da Segunda Guerra. O polêmico general comandou o 3º Exército dos EUA e ganhou fama ao cruzar a Europa a uma velocidade espantosa, percorrendo 2.000 quilômetros, reconquistando vasto território. Seus homens libertaram 12 mil cidades e povoados, fizeram 1,2 milhões de prisioneiros, deixaram 386 mil feridos e mais de 144 mil soldados mortos. Patton causava reações diversas. Uma vez esbofeteou um soldado que chorava num hospital militar, o que não combinava com o estilo de um homem casado, duas filhas, que tratava seu cão com carinho, falava francês, compunha poesias e gostava de desenhar seus uniformes. Personalista, rebelde e talentoso, virou mito no pós-guerra. Com muita capacidade de liderança e domínio tático de blindados, teve ascensão meteórica e se tornou rival do general inglês Montgomery, outro militar notável. Com o fim da guerra, foi designado para um posto administrativo na Baviera, situação com a qual não se conformou. Três meses após sair da ativa, morreu em um acidente com um blindado sem freios. Um fim curioso para um especialista em carros de guerra. Criando um WC-57 O belo Commander registrado para ilustrar essa matéria, era originalmente uma picape WC-52, que foi transformada em WC-57. “Fiz o projeto para um cliente, pois esse modelo é difícil de achar”, contou Angelo Meliani, especialista em viaturas militares antigas e restaurações. Com a permissão de um amigo, dono de uma Commander, um esmerado mecânico copiou, recriou e enxertou a peça na carroceria do 52. “O conjunto mecânico do veículo era original, mas como o dono queria mais confiabilidade, decidimos instalar motor, câmbio, caixa de transferência e os dois eixos de um Land Rover 110”, revelou Meliani. Os detalhes menores, como faróis, antenas, ferramentas e outros detalhes originais foram obtidos em encontros de carros antigos, desmanches e em lojas especializadas no Brasil e Estados Unidos, via internet. Tanto a funilaria, em que até detalhes da imperfeição de soldas e dobras foi recriado, e a instalação de todo o powertrain foram feitos pelo profissional Antonio Moro, um verdadeiro artista. Quem quiser saber mais detalhes sobre esse projeto, pode enviar mensagem para Angelo Meliani no e-mail: melianiqt@yahoo.com.br Ficha técnica original Jeep Dodge Command WC-56 3/4 ton. Carroceria: dois homens Utilização: Transporte de oficiais Motor: Dodge T-214, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha, válvula no cabeçote Potência: 92 HP a 3200 rpm Torque: 24,8 kgmf a 1200 rpm Diâmetro x Curso do cilindro: 82,5 mm x 117,5 mm Alimentação: Carburador Zenith 29 BW-12R ou Carter ETW-1 Refrigeração: Água Combustível: Gasolina Transmissão Câmbio Manual de quatro marchas à frente e 1 à ré Relação de transmissão 5.83:1 Tanque de combustível: 114 litros Sistema elétrico: 12 volts Dimensões (mm) Comprimento:
Land Rover traz edição limitada Discovery Black
A Land Rover traz ao Brasil a edição limitada Discovery Black construída sob a versão SE do modelo. 100 unidades serão produzidas e vendidas com preço de R$ 319.000. Todas elas serão equipadas com motor 3.0 SDV6 diesel de 256 cavalos de potência e 60 kgfm de torque, com sistema de transmissão automática de oito velocidades. A edição Discovery Black traz carroceria com opções de cores preta, cinza ou branca, sólidas ou metálicas. O veículo vem e equipado com o Black Pack, pacote que inclui rodas de aro 19, grades frontais, entradas de ar, maçanetas das portas, retrovisor e teto pintados em preto. Por dentro, a série traz bancos, painel, portas e volante revestidos em couro Ebony (preto), diferenciando-se dos outros veículos Discovery pelos detalhes. O veículo é equipado com itens e tecnologias já conhecidos pelos clientes Land Rover como faróis de Xenon, ar condicionado dual-zone com controle digital, sistema de entretenimento com conectividade USB, Bluetooth e som Meridian de 380 W com 11 alto-falantes e também um subwoofer. Entre as tecnologias o controle de estabilidade dinâmica e assistente de partida em declive. Tem disponível ainda o sistema de navegação, 7 assentos e o novo InControl™ Apps. O Discovery Black será o primeiro Land Rover a ter o sistema InControl Apps disponível. O modelo apresenta nova interface do sistema de entretenimento. Ele vem equipado com o Land Rover InControl™ Apps, que permite o uso de aplicativos do seu smartphone diretamente na tela sensível ao toque do seu Land Rover. Usando a entrada USB do InControl Apps você pode usufruir de diversos aplicativos especialmente desenvolvidos para o veículo como Contatos, Calendários e Music Player, bem como aplicativos de terceiros, lançados regularmente. O Discovery Black vem com alarme volumétrico, controle de cruzeiro, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, monitor de ponto-cego e camera de ré. É equipado com o exclusivo sistema Terrain Response® que ajusta automaticamente todo o comportamento do veículo de acordo com o tipo de terreno em que se trafega, ao simples toque em um botão. O veículo estará disponível para venda a partir do dia 8 de setembro, em todas as concessionárias Land Rover no Brasil. Para mais informações, acesse www.media.landrover.com
Engesa EE-4, um mito brasileiro
Engesa EE-4, um mito brasileiro Fato inegável: restam poucas unidades do Jipe Engesa EE-4 mantidas como vieram ao mundo. O 4×4 que você aprecia nessa reportagem é um dos modelos mais bem mantidos que se tem notícias em todo o País Por James Garcia Fotos Angelo Meliani O engenheiro mecânico Amador Rodrigues, natural de São Paulo é fã declarado dos modelos Engesa e adquiriu o primeiro jipe há aproximadamente 20 anos, sendo que este é o terceiro veículo que já passou pela sua garagem, que já abrigou também dois Land Rover Defender e um Jeep Ford militar 1983. Peça publicitária do Engesa, de meados da década de 1980 O gosto por jipes e utilitários vem de longe. “Meu pai tinha um Gurgel que eu usava. Uma vez passeando com minha esposa na Serra do Mar, atolei a frente dele numa poça e a frente enterrou até o pisca. Já estava ‘escutando um monte’ e eis que horas depois surgiu um Engesa e o motorista, todo solícito, colocou uma cinta e pediu para a esposa dele nos tirar daquele sufoco. Não precisa falar que não demorou 10 segundos. Pude ver sorrisos de satisfação em todos os presentes. Ai eu disse para a minha mulher: este vai ser o nosso próximo 4×4 de verdade!”, lembrou Rodrigues com bom humor. Manual de manutenção do 4×4 Esse jipe foi adquirido pelo engenheiro mecânico em uma companhia telefônica de Rondonia, em 1991. “O carro estava inteiro e com a quilometragem baixa, mas a pintura estava opaca e todo o veículo estava sujo de terra vermelha. Fiz uma revisão de freios e buchas, troquei todos os lubrificantes e fui viajar para Monte Verde, MG”, relatou o off-roader. Outra peça publicitária, com o “outro” nome do Engesa: EE-12 Na volta dessa viagem, Amador desmontou o carro inteiro e como desejava ter um jipe perfeito e original, pintou com a mesma padrão de cor, além de substituir as lanternas traseiras e piscas dianteiros por peças iguais só que novas e também originais, as quais, hoje, são impossíveis de serem encontrados. Além disso o dono mandou instalar um guincho, faróis auxiliares, capota de lona e pneus novos e é dessa forma que o Engesa está até hoje. Como estava com a estrutura impecável, foram os detalhes mais demorados na finalização do upgrade. “O que mais me deu trabalho foi restaurar o temporizador do limpador de parabrisas. Os faróis, por exemplo, são fracos até hoje, por isso acho que a parte elétrica dos Engesa não é o seu ponto forte. Ou talvez não seja o meu ponto forte”, dissertou o dono. Parte e frontal com o desenho marcante que notabilizou o modelo E não pense que o carro ficou sem uso ou apenas guardado em uma garagem fechada por todo esse tempo. “Já viajei muito com esse jipe, atualmente ele fica em Ilhabela e é o meu meio de transporte por lá. As vezes faço trilhas até Castelhanos (famosa praia do local) junto com amigos”, informou Amador. Quando chove muito na região e ele ajuda alguém na trilha é fácil ver meia duzia de turistas fotografando e filmando o Engesa em ação. E todos com aquele sorriso, inicialmente de incredulidade, e depois de admiração. Isso dá muito orgulho ao proprietário, que nos disse que o Engesa é mesmo um sonho realizado. “Tive outros 4×4 e acabei vendendo por um ou outro motivo. Mas não existem mais Engesas originais. Este vai ficar na família pra sempre”, finalizou Rodrigues. Para mais informações e troca de ideias, fale com Amador Rodrigues pelo telefone (11) 99977-7889 ou através do e-mail: amador1@ig.com.br História de um 4×4 brasileiro Depois que a Ford encerrou a produção do Jeep em abril de 1983, a Engesa decidiu criar um produto para esse mercado, sempre almejando também o mercado externo.Nascia assim, em 1985 o EE-12 na versão militar e o Engesa 4 na versão civil. As diferenças entre eles são os equipamentos militares e o sistema elétrico, sendo 24 e 12 volts, respectivamente.Durante os primeiros testes, foi nomeado de EE-14 (alusiva a capacidade de carga de ¼ de tonelada), mas como possuía maior capacidade, a nomenclatura mudou para o número 12 (½ tonelada). Foi inteiramente desenvolvido pelo Grupo de Desenvolvimento e Engenharia Experimental da Engesa. Concebido para transportar cargas e pessoas em estradas acidentadas, lama, areia ou água, o Engesa ainda acumulava conforto para veículos de sua classe, em função do sistema de suspensão e amplo espaço da cabine. O carro saía de fábrica com estrutura toda em aço reforçado e com tratamento anticorrosivo. A carroceria, com chapas dobradas e não estampadas, teve por objetivo tornar a construção mais simples, aumentar a resistência e facilitar a manutenção e eventuais reparos.Internamente, um espaço razoável para quatro passageiros, com bancos dianteiros individuais e ajustáveis, e traseiro interiço e removível, todos confeccionados em vinil. O painel é absolutamente funcional, oferecendo fácil visualização dos instrumentos: velocímetro, medidor de combustível, indicador de temperatura do motor e luzes de advertência da bateria, óleo, freio de estacionamento, luz alta, setas de direção e do acionamento da tração 4×4. Várias peças eram advindas de automóveis comuns no mercado da época, principalmente modelos GM, como o Opala. Como itens de segurança, havia cintos de segurança subabdominais, quebra-sol, alça e estribo para embarque, espelhos retrovisores interno e externo (com opcional para o lado direito), limpador e lavador de pára-brisa, luz de cortesia, porta-luvas, cinzeiro e abertura para rádio. Sob o banco dianteiro localizava-se a caixa de ferramentas, com triângulo, chaves de roda e macaco.Logo no início da produção, foi apelidado de “rinoceronte”, devido ao design agressivo da grade dianteira e, como o animal, não tem medo de enfrentar os desafios. Boa parte graças à suspensão – um dos diferenciais na época de lançamento – inédita, até então, no Brasil na categoria. Na frente e atrás, os eixos rígidos eram dotados de barras oscilantes longitudinais e transversais, com molas heicoidais e amortecedores de dupla ação, que o fazia enfrentar qualquer obstáculo de terreno. O EE-12 foi criado com Fases I, II e
Land Rover lança edição limitada Range Rover Sport Tech S
Land Rover lança edição limitada Range Rover Sport Tech S Fotos Divulgação A Land Rover traz ao Brasil uma edição limitada de seu modelo mais esportivo, o Range Rover Sport. Batizada de Tech S, a série tem produção limitada a apenas 50 unidades e chega mais equipado e com detalhes exclusivos de design. O modelo estará disponível em todas as concessionárias da marca no Brasil a partir do dia 18 de julho, com preço de R$ 359.000. Construído sobre a versão S do Range Rover Sport, a edição Tech S traz carroceria em pintura preta, cinza ou branca, rodas aro 20 e conjunto de faróis halógenos. Por dentro, o revestimento dos bancos, painel e detalhes da porta é em couro preto Ebony, para uma sensação de completa esportividade. Sob o capô, o Range Rover Sport Tech S traz motor SDV6 diesel de 306 cv de potência e 700 Nm de torque com sistema de câmbio automático de oito velocidades O Range Rover Sport Tech S promete desempenho primoroso em qualquer terreno. No asfalto, a condução em velocidade de cruzeiro impressiona pelos baixos índices de ruído e vibração interna. O diesel também traz ampla autonomia ao modelo que, dependendo do estilo de condução do motorista e da qualidade do combustível, pode rodar mais de 600 quilômetros com um único tanque, além de muito torque para a transposição de obstáculos fora de estrada. Apesar do apelo esportivo, o modelo também traz desempenho off road. O Range Rover Sport Tech S é equipado com o exclusivo sistema Terrain Response 2® que ajusta automaticamente todo o comportamento do veículo de acordo com o tipo de terreno em que se trafega, ao simples toque em um botão. O veículo aumentará a gama de opções para os clientes interessados em um Range Rover Sport. A compra também pode ser feita por meio de um dos diversos planos de financiamento oferecidos pelo Serviços Financeiros Jaguar Land Rover. A compra financiada já representa mais de 50% do total de vendas dos SUVs da marca no Brasil.
Land Rover cria Defender para comemorar 2 milhões de modelos produzidos
Land Rover cria Defender para comemorar 2 milhões do modelo Fotos Divulgação A Land Rover anunciou a produção do Defender de número 2 milhões na fábrica de Solihull, no Reino Unido. Para celebrar essa marca histórica, um exemplar único do modelo está sendo produzido com a participação do aventureiro mundialmente renomado, Bear Grylls e de um time de pessoas que fazem parte da história do Defender. O Defender de número 2 milhões mostra todo o legado e a história de um dos grandes ícones da indústria automotiva mundial. O veículo é produzido na fábrica de Solihull desde 1948 e simboliza todo o DNA de aventura e capacidade em todos os tipos de terreno que a Land Rover traz até os dias de hoje. No próximo mês de dezembro, os colecionadores e fãs do Defender terão a oportunidade de comprar esse exemplar único do veículo e um pedaço importante da história da Land Rover, em um leilão que será promovido na mundialmente conhecida Casa Bonhams. Todo o valor arrecadado com a venda do Defender de número 2 milhões será doado para a Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho e a Fundação Born Free, instituições de ajuda humanitária e ambiental que já são parceiras da Land Rover globalmente. No último mês de Maio, um time de fãs de longa data do Defender foi reunido na fábrica da Land Rover em Solihull, para auxiliar na produção do modelo de número 2 milhões. Liderado pelo aventureiro mundialmente famoso Bear Grylls, o time foi formado por nomes como Roger Crathorne, conhecido como “Mr. Land Rover”, engenheiro que participou do projeto do primeiro Land Rover Serie 1, modelo que deu origem ao atual Defender. A unidade de número 2 milhões do Defender será apresentada pela primeira vez ao público durante a edição 2015 do Festival de Velocidade de Goodwood, que começa na próxima quinta-feira, 25. O modelo também será exibido em uma série de outros eventos no decorrer de 2015, antes de ser leiloado em um evento que será promovido no dia 16 de Dezembro, na Casa Bonhams, em Londres.
Range Rover celebra 45 anos
Fotos Divulgação Há exatos 45 anos, quando foi apresentado pela primeira vez ao público em 17 de junho de 1970, o Range Rover era o primeiro veículo na história da indústria automobilística mundial a unir os conceitos de luxo e sofisticação – até então restrito aos sedãs da época – com uma impressionante capacidade off road que é o DNA da Land Rover. Desde então, o modelo já está em sua quarta geração e se tornou um dos mais desejados SUVs de luxo do mundo. Desde sua primeira versão, o modelo já impressionou o mundo pelo seu design e por sua inovação. O Range Rover foi considerado “um exemplo de design na indústria” quando foi o primeiro veículo do mundo a ser exposto como uma obra de arte no Museu do Louvre, em Paris. História Primeira geração – Range Rover Clássico (1970 – 1994) O primeiro Range Rover era conhecido como “Clássico”. Em 1970, assim que chegou ao mercado, ele era comercializado apenas na versão duas portas, equipado com um motor V8 em alumínio a gasolina, tração integral e freios a disco nas quatro rodas. Durante 25 anos após seu lançamento, o modelo passou por inúmeras atualizações como a inclusão da versão a quatro portas em 1981 e a adoção do câmbio automático em 1982. Em 1986 o modelo foi equipado com seu primeiro motor a diesel. Em 1989 ele foi o primeiro SUV do mundo a ser equipado com freios anti blocantes e em 1992 o primeiro a receber um controle de tração eletrônico e um sistema de suspensão a ar eletrônico e automático. A reputação do modelo em ser um dos mais capazes do mundo para percorrer qualquer tipo de terreno foi construída ao longo de inúmeros testes de resistência. Em 1972, o Range Rover foi o primeiro veículo do mundo a percorrer 18 mil milhas – cerca de 29 mil quilômetros – em uma expedição pelas Américas apoiada pelo exército britânico. O percurso incluiu o quase intransponível Darien Gap na divisa entre o Panamá e a Colômbia. Dois anos depois, o Range Rover também percorreu cerca de 12 mil km pelo deserto do Saara em 100 dias. A fama do modelo se concretizou de vez após as vitórias do Range Rover na maratona Londres – Sidnei, que percorreu mais de 30 mil quilômetros em 1977 e no Rali Paris Dacar em 1979. Em 1985, o motor a diesel que equipou o Range Rover quebrou 27 recordes de velocidade. Segunda Geração – P38a (1994 – 2001) A segunda geração do Range Rover, chamada de P38a – nome dado por conta de o modelo ser produzido na unidade 38A da fábrica da Land Rover em Solihull, no Reino Unido – foi apresentado em 1994 com um interior ainda mais luxuoso melhor dinâmica no asfalto e maior capacidade fora dele. Por fora, o design da nova versão remetia diretamente à primeira, principalmente na silhueta, no “teto flutuante” nos vincos do capô e nas linhas laterais. Tais características permanecem até os dias de hoje, na quarta geração do modelo. A versão também passou a contar com suspensão com ajuste de altura e uma gama com opções do motor a diesel de 2.5 litros ou os motores a gasolina que variavam entre 3.9 e 4.6 litros e proporcionavam uma performance nunca vista antes no modelo. A série especial Linley, lançada em 1999, representava o mais luxuoso Range Rover já produzido. Ele foi um dos primeiros veículos de luxo do mundo a ser equipado com navegação via satélite e sistema de TV. Inspirado no design de móveis Lord Linley, apenas 10 unidades do modelo foram produzidas e comercializadas a 100 mil libras. Terceira Geração – L322 (2001-2012) A chegada da terceira geração do Range Rover representou uma evolução bastante significativa em relação ao seu antecessor. Maior e mais espaçoso, seu interior foi inspirado por projetos de iates de alto padrão, móveis finos e assentos de primeira classe presentes nas melhores companhias aéreas do mundo. O resultado foi o veículo com o interior mais luxuoso do mundo. Em termos tecnológicos, a introdução de uma tela Dual View, que permite que o motorista e o passageiro da frente enxerguem duas imagens distintas na mesma tela – foi um dos marcos para o modelo. Além dela, o painel de instrumentos virtual e interativo foi introduzido pela primeira vez em um Land Rover. Com a introdução de novas tecnologias para o motor, a gama de opções de propulsores para os clientes foi ampliada. Em 2005 o modelo era equipado com um motor V8 a gasolina de 4.2 litros. No ano seguinte, a Land Rover disponibilizou uma versão a diesel TDV8. Uma versão mais atual do motor V8 a gasolina foi introduzida três anos depois. Versão atual A quarta geração do Range Rover mostrou avanços ainda mais significativos. Ele foi o primeiro SUV do mundo a ter estrutura inteiramente produzida em alumínio, o que economizou até 420 kg em relação ao seu antecessor. O modelo, vendido atualmente em mais de 170 países, é um dos mais luxuosos do mundo. Sua mais nova versão, a SVAutobiography, representa o Range Rover mais luxuoso já produzido nesses 45 anos de história. Apresentado durante o Salão de Nova Iorque deste ano, o Range Rover SVAutobiography tem distância entre eixos alongada e oferece o que existe de melhor em luxo e tecnologia. O modelo já está disponível para venda no mercado brasileiro sob encomenda, ao preço de R$ 920.900.
Agrishow faz jus ao nome!
Agrishow faz jus ao nome! Por James Garcia Antes tarde do que mais tarde… Demorei muito para conhecer a Agrishow, uma das maiores feiras de tecnologia e mercado agrícola, não só do Brasil, América Latina, mas sim do mundo. Conversando com diversos profissionais, das mais diferentes áreas e, claro, “batendo perna” na mega exposição realizada já há 23 anos em Ribeirão Preto, no interior paulista, pude entender um pouco da complexidade e dimensão do evento. Não é papel aqui descrever conjunturas econômicas, discorrer tecnicamente sobre equipamentos que mais parecem jipes espaciais, mas vale deixar o registro de alguns momentos da feira, que certamente vale a visita, sendo você trabalhador do campo ou não. Quase todos os fabricantes de veículos estavam lá expondo seus modelos; com destaque para a Jeep, que colocou o Renegade junto aos clássicos Wrangler, Cherokee e Grand Cherokee para trabalhar na Camp Jeep; a Toyota com sua linha Hilux, a VW Amarok, Renault Duster e os míticos Land Rover. Produtos 4×4 para um público quem precisa desses veículos no dia a dia. Uma experiência e tanto. E veículos 4×4 que fazem o mais preparado off-road esportivo ficar parecendo um brinquedo. Vejam isso…
Picape Land Rover 109″ 1968: a missionária
Encontrada em um ferro velho, essa rara picape Land Rover 109” – Série IIA, foi totalmente restaurada e voltou a ser como nos tempos em que prestava serviços para missões religiosas em Porto Velho, RO, na década de 60 Por James Garcia Fotos Arquivo Pessoal Infelizmente o final da maioria dos veículos antigos é ser destroçado por machados ou maçaricos em algum ferro velho. Ainda bem que isso não aconteceu com essa rara picape Land Rover 109” – Série IIA – 1968 – equipada com motor seis cilindros a gasolina. Ela veio ao Brasil ainda nos anos 60 para ser usada em uma missão religiosa inglesa em Porto Velho. Depois de trabalhar muito – e provavelmente pela dificuldade em se conseguir peças para manutenção – a picape seguiu até São Paulo, onde foi encontrada 20 anos depois. Já bastante “detonada”, com a caçamba furada e o motor cansado, trabalhando com carburador de Opala, o carro chamou a atenção de um aficionado por veículos 4×4. Sem conseguir fechar negócio com o dono do ferro velho, ele só comprou a picape dois meses depois, quando a mesma estava exposta em uma agência de carros. Pelas fotos percebe-se o capricho e o conhecimento que foi aplicado neste Land, que levou um ano de trabalho árduo para ficar inteiro. Trabalhar com alumínio é um dos serviços mais ingratos que existem, pois, ao contrário do aço que é fixado através de soldas e parafusos, um Land Rover que possui carroceria de alumínio é quase todo preso por rebites. Com o tempo o alumínio tende a ficar poroso e com o desgaste chega até a expandir. Imagine a trabalheira! O cuidado foi tanto, que até a parte interna dos rebites – que contém ferro – recebeu fundo antioxidante. Detalhes como estes são determinantes no resultado final de uma restauração. Em 1988 as importações ainda não estavam liberadas, portanto conseguir rolamentos, retentores e a bomba elétrica de gasolina – o eterno calcanhar de Aquiles – dos antigos jipes ingleses era um martírio. Mesmo assim todas as peças foram encontradas. Por sorte, a parte mais complicada da restauração foi solucionada facilmente. Hacker encontrou um antigo automóvel Rover 1965, em perfeitas condições, equipado com o mesmo motor de sua picape. O serviço finalmente estava completo. Os Land Rover Série IIA sucederam a Série II em 1961 e foram produzidos até 1970. Com poucas modificações em relação ao seu antecessor, somente notadas por grandes conhecedores da marca, esta série foi mais uma etapa nos processos de modernização do clássico jipe, sem que, no entanto, houvesse nenhuma perda de sua fabulosa capacidade off-road. A mudança mais evidente foi a adoção do motor 2.286 cm3 a diesel e o lançamento do 109” com motorização de seis cilindros e 2.625 cm3, a partir de 1967 – o veículo desta matéria. Em 1969, os faróis foram instalados nos pára-lamas, inovação já adotada em alguns exemplares anteriores para viabilizar a exportação para os Estados Unidos. Ficha técnica – Land Rover Series II A 109″ 1968 Motor: Land Rover, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha Potência máxima líquida: 95 cv a 4.500 rpm Cilindrada: 2.625 cm3 Relação de compressão: 7,8:1 Alimentação: carburador de corpo simples Combustível: gasolina Refrigeração: a ar Direção: mecânica (coroa e pinhão) Transmissão Tração 4×2 com opcional para 4×4, através de câmbio e caixa de transferência Land Rover Suspensão Dianteira e traseira: eixo rígido, molas semi-elípticas (feixe), amortecedores telescópicos de dupla ação Freios Dianteiros e traseiros: a disco Rodas: aro 16” Pneus: 700 x 16” Vão livre: 200 mm Travessia: 500 mm Velocidade de cruzeiro: 80 km/h Velocidade máxima: 120 km/h Consumo médio: 6 km/litro
Land Rover Experience Centre é inaugurado dentro de circuito de fórmula 1 no Oriente Médio
Fotos Divulgação Os entusiastas da prática off-road no Oriente Médio terão, a partir de agora, um espaço totalmente dedicado ao fora de estrada para desenvolverem todas as suas técnicas e habilidades. O novo Land Rover Experience Centre, o primeiro na região, acaba de ser inaugurado dentro do Circuito Internacional do Bahrain (BIC), local que recebe um GP de Fórmula 1 anualmente. Localizado no meio do deserto de Sakir, o Land Rover Experience Centre oferece uma pista off-road com 3,5 quilômetros de extensão com uma extensa variedade de terrenos como areia, pedras, declives e travessias em áreas alagadas. A pista também traz 23 obstáculos que desafiam os participantes a levar a linha de veículos Land Rover ao limite extremo de sua capacidade. Para Mark Cameron, diretor global de experiência da Jaguar Land Rover, “esta é uma fantástica notícia para o Land Rover Experience, já que passamos agora a contar com 49 unidades espalhadas em 20 diferentes países. Toda a incrível estrutura e o nível de serviços oferecidos pelo BIC, estão perfeitamente em linha do que pretendemos oferecer aos nossos visitantes. Estamos confiantes que esta parceria proporcione algo incrível aos clientes do Oriente Médio”. Já para o presidente do Circuito Internacional do Bahrein, Shaikh Salman Bin Isa Al Khalifa, “nós do BIC estamos honrados em estabelecer esta parceria com a Land Rover e inaugurar este maravilhoso Experience Centre dentro da ‘Casa do Esporte a Motor’ no Oriente Médio. Nós estamos completamente empenhados em oferecer aos nossos clientes o máximo em experiências envolvendo o esporte a motor”
Land Rover celebra Defender com a recriação da sua linha de produção de 1948
A Land Rover produziu uma réplica exata da linha de produção do seu mais icônico veículo, o Defender, tal qual ele era fabricado em 1948, logo após a 2ª Guerra Mundial. A atração faz parte das celebrações que a marca britânica está promovendo no último ano de produção do modelo, considerado atualmente um dos mais emblemáticos veículos de toda a história da indústria automobilística. Chamada de “Celebration Line”, a atração fica na fábrica da Land Rover em Solihull, mesmo lugar onde o modelo foi produzido por 67 anos. A Celebration Line está aberta para visitação de qualquer pessoa interessada, e nela será possível conferir diversos estágios de produção do veículo por meio de réplicas meticulosamente construídas com materiais idênticos aos que eram utilizados na década de 40, durante a produção dos Série 1 originais. Durante a visitação, o público é convidado a reviver o dia a dia dos trabalhadores da fábrica da Land Rover no final da década de 40, ao usar ferramentas, projetos e rascunhos originais do veículo, além de vestirem macacões autênticos da época, que eram os uniformes dos operários. A atração traz uma área inteiramente dedicada à história da criação e desenvolvimento do Land Rover Série I original, projetado pelo fundador da Land Rover, Maurice Wilks, por meio de vídeos cedidos pela sua família. A inauguração da “Celebration Line” marca a primeira de uma série de homenagens especiais que a Land Rover está programando para este ano, como forma de celebrar o Defender, modelo que entra em seu último ano de produção. Para a construção da atração, a Land Rover contou com a ajuda de Phill Bashall, um dos maiores entusiastas e restauradores dos carros da marca no mundo e pessoa que construiu seu primeiro Land Rover Serie I quando tinha apenas 13 anos de idade. Para Phill, que também é curador do famoso Dunsfold Collection, um dos mais conhecidos acervos de modelos históricos da marca, “não tem sido fácil o trabalho de recriar a linha de produção de 1948 em seus mínimos detalhes, com peças originais de um veículo que deixou de ser produzido há tantos anos. Mas essa é uma verdadeira relação de amor”. O tour pela “Celebration Line” demora cerca de três horas e é iniciado pelos primeiros processos de produção do Land Rover Serie I, a carroceria. Depois, os visitantes podem conhecer todos os processos de encaixe do conjunto motor e câmbio no chassi. A linha de produção do Defender atual conta com 450 trabalhadores, incluindo uma família com três gerações de pessoas dedicadas à construção deste icônico veículo. A visita é aberta a qualquer interessado e custa £45 por pessoa. Ela pode ser agendada pela internet por meio do link: https://shop.landrover.co.uk/driving-experiences/find-a-centre/solihull ou ao telefone: +44 (0) 121 700 4619.
