Picape Troller?

Comprimento é bem maior que o jipe padrão Por James Garcia Fotos Claudinei de Farias/Imagem Radical Muitas são as vezes que a opinião de amigos influencia uma decisão em nossa vida. E é ótimo pode contar com pontos de vista diferentes, para chegar ao melhor resultado possível. Sancler Machado, 34 anos, natural de Criciúma, SC, ouviu os amigos, mas também seguiu sua voz “interior” ao escolher o carro que ilustra essa matéria. A história aqui começa algum tempo atrás, quando um amigo comentou que queria comprar uma Picape Troller Pantanal. Essa picape torna real um conceito que muitos off-roaders devem ter idealizado Como foram poucas unidades do modelo colocadas à venda (77 carros entre 2006 e 2007) e, posteriormente retiradas do mercado pela Ford em 2008, sob o risco de problemas sérios no chassi, o rapaz obviamente não encontrou nenhuma. Foi aí que se originou a ideia de fazer uma conversão sobre a base de um jipe Troller. Iniciando a última restauração O 4×4 escolhido foi um modelo 2002, com motor MWM 2.8, câmbio de 5 marchas e tração com acionamento eletrônico. O 4×4 já estava equipado para trilhas e off-road. A oficina que iniciou o projeto foi a responsável pela maior transformação, já que alongou o chassi e diminuiu o tamanho da cabine. Isso já deu a visão do que seria o projeto. Até aí, Sancler apenas ouvia falar da picape, pois a oficina em que ela estava fica a 60 quilômetros de Criciúma, em Santa Catarina. Quando a viu pela primeira vez, num passeio de jipe clube, Sancler achou o utilitário estranho, pois nunca tinha visto nada igual. Como o ex-dono também é de Criciúma, Sancler via a picape com frequência, ou na trilha ou no dia-a-dia, durante a semana. “Na época eu tinha um Willys 64, com motor 4.3 vortec, que vendi pois recebi uma ótima proposta. Fiquei sem um 4×4 por um ano”, lembrou. Detalhe do interior da parte traseira: bom lugar para malas Quando resolveu voltar a ter um 4×4 decidiu-se pelo Troller. Ao procurar numa revenda da região, lá estava ela, a curiosa e estranha picape, que seu amigo havia colocado à venda. Sancler voltou para casa, pensou e resolveu ouvir a opinião dos amigos sobre o jipe. “Alguns me deram força na compra e outros diziam que eu era louco, pois era um carro de trilha e uma picape ‘feita a mão’, com valor de mercado suspeito”, lembrou. Sancler comentou sobre o caso: “O valor ofertado estava fora do mercado. Mas fiz a proposta em dinheiro e esperei para ver”, contou o off-roader. Quatro dias depois o ex-dono ligou, dizendo que o negócio estava fechado. Até então ele havia comprado o 4×4 para fazer trilha e não pretendia investir nada. Mas no meio de um animado churrasco com os amigos, resolveu reformar o 4×4 por completo e equipá-lo com acessórios de ponta. O interior recebeu diversos relógios, DVD, GPS e etc E Sancler quis mudar a cor também. “Tive dúvida pois queria uma que não arranhasse muito. E continuar na cor preta fosca, nem pensar!”, comentou. Depois de ver fotos de um Jeep Wrangler na cor branca com teto preto, matou-se a charada. Foi mesmo uma ótima escolha. Ao todo foram nove meses de oficina, para finalizar o restauro e desmonte de toda a mecânica para revisão geral. Com a “máquina” boa, a parte mais trabalhosa foi transformar a frente de faróis quadrados para o formato redondo, mais apropriado ao estilo do jipe. A complicação se deu pela distância, pois o serviço foi feito em Florianópolis, a 200 quilômetros dali. O curso de suspensão também foi ampliado Nesse tempo, a picape ganhou amortecedores especiais e bloqueios de diferenciais com acionamento eletônico, nos dois eixos. Os para-choques originais deram lugar a modelos feitos para o off-road, com anilhas e entrada do macaco. O guincho Warn Power Plant, com controle sem fio, foi revisado e teve o cabo de aço trocado por um mais moderno, de kevlar. Hoje, depois de toda essa trabalheira e alguns cabelos perdidos, Sancler sabe que fez a escolha certa. “Estou muito feliz com ela, pois além de um off-road robusto, ainda chama a atenção onde passa”, finalizou com orgulho. Sancler Machado e sua picape Troller Quer saber mais informações e dicas sobre esse belísimo trabalho de conversão? Envie mensagem e troque informações com Sancler Machado, através de seus e-mail: sancler756@hotmail.com

Jeep para a cidade: uma ideia antiga…

Texto e Fotos James Garcia Willys Jeepster 1950 Esse eu posso dizer que é um Jeep raro; foi o único que eu vi e tive a oportunidade de dirigir um pouquinho, a cerca de 15 anos. Veículo mezzo estranho, mas charmoso, visual causa impacto e chama a curiosidade de quem o vê. Para começar ele é mais baixo, estreito e comprido do que aparenta nas fotos, e tem a inclinação para um modelo mais sofisticado, ou seja, a antítese do projeto original. Lançado em 1948, não se pode dizer que o Jeepster foi um projeto pouco ousado, mesmo que tenha nascido de outro carro. O visual desenvolvido por Brooks Stevens obviamente seguia os desenhos e traços característicos dos outros membros da família Jeep, naquela época o Jeep Staion Wagon (1946) e a Pick-up (1947) e o Jeep. Projetado para ser o carro perfeito para o veterano de guerra (Imagine isso!), o Jeepster tinha pneus com banda branca, calotas cromadas, para sol, volante de luxo e um pneu Continental com uma capa de tecido. Era equipado com um motor gasolina 2.2 litros, 4 cilindros, de 62 cavalos, câmbio manual de três velocidades (overdrive opcional)e freios a tambor nas quatro rodas. O 4 cilindros ganhou a companhia de um propulsor seis cilindros. A tração era traseira, limitando sua utilização para o público fã da marca. Interessante notar o sistema de suspensão dianteiro que usa uma única mola transversal. Atrás, o sistemas de feixes tradicionais. Em 1950 sofreu leves mudanças, incluindo um novo desenho para a extremidade frontal, que ganhou acabamento cromado e um novo painel. Seu alto preço e concorrentes que ofereciam mais no mesmo segmento, o Jeepster foi descontinuado em 1950. Seria ótimo saber como está essa belezoca hoje…

Túnel do tempo: Jeep M170 no Brasil

Você se lembra desse Jeep? Poucos veículos militares americanos como este M170 1962 – localizado em Florianópolis, SC, há mais de 10 anos – aportaram por aqui. Se você tem do paradeiro dessa máquina, entre em contato! Por James Garcia Fotos Artur Gayer e Cesar Luciano Brinhosa Eis aqui um autêntico M170 norte-americano. É claro que existem diferenças e semelhanças com o nosso CJ6 “Bernardão”, mas a origem de todos é a mesma: o M38A1, o modelo inovador que deu origem a todos os Jeep citados acima e que concretizou definitivamente a fama do mais famoso 4×4 do mundo. À saber: o M170 é um M38A1 com chassi alongado. O sucesso do M38A1 nas forças armadas foi tamanho que a Kaiser, proprietária da Willys desde 1953, decidiu em 1955 fabricar um Jeep civil visualmente igual ao militar. O CJ-3B – conhecido por aqui como “Cara de Cavalo” – não agradou o público. Por isso, a Willys lançou em 11 de outubro de 1954 o CJ-5, fabricado por mais de trinta anos. Do M38A1 nasceu o mutante M170, que originou no mercado civil a versão CJ-6. Feito para ser usado como carro-ambulância, o M170 era 44 centímetros mais longo que seu irmão menor e podia transportar três feridos em macas ou seis pessoas sentadas. Foram produzidos cerca de 4 mil carros como este no período entre 1953 e 1962, o que faz com que seja um carro um tanto quanto raro. Certos detalhes ajudam a distinguir o M170 do CJ-6. Os faróis dianteiros foram instalados mais para dentro da grade do mesmo modo que os carros da Segunda Guerra e ele ganhou um porta-luvas ao lado esquerdo do motorista. Outro detalhe visível é a caixa de rodas traseira em formato redondo e o vão existente no capô para a instalação do snorkel. O sistema elétrico – como de praxe na época – é de 24volts. Por acaso… O comerciante catarinense César Luciano Brinhosa nem imaginava que este “Bernardão” americano um dia seria seu, principalmente sabendo que o ex-proprietário já havia investido R$ 30 mil na reforma do carro. Mas como a vida é cheia de surpresas e o destino a ninguém pertence, um belo dia Brinhosa se viu com a raridade nas mãos e o melhor, novo em folha. O Jeep foi tão bem restaurado que muitos pensam se tratar de um carro zero km. Todas as partes do Jeep foram completamente desmontadas, consertadas ou substituídas e colocadas de volta no lugar. Câmbio, caixa de transferência, guincho, grade, painel, bancos, porta-estepe, caixa de ferramentas, luzes de black-out, painel de instrumentos foram mantidos com as características originais. A carroceria teve 99% por cento de seus detalhes intactos. A maior mudança estética foi a troca da cor verde militar pelo vermelho Ferrari, que realçou ainda mais os detalhes da carroceria. Na parte mecânica o que surpreende é o “novo” motor Tornado 230! Como o propulsor original Willys Hurricane de quatro cilindros e 74 cavalos estava danificado e havia a intenção de substituí-lo por outro mais forte, uma ótima – porém trabalhosa – ideia foi adotada. Optou-se pela instalação do motor da picape Kaiser M715 – modelo Tornado 230, com seis cilindros e 140 cavalos. O que realmente ajudou a equilibrar a nova “cavalaria” com o câmbio de três marchas e os pneus 35 x 12,5 x 15 da BFGoodrich foi a substituição da relação de diferencial 5.38 (43×8) por 3.92 (47×12), original dos Ford Galaxy e Willys Itamaraty. Com isso o carro ficou muito ágil, respondendo bem ao acelerador. O proprietário diz que em primeira marcha o Jeep alcança por volta dos 70 km/h e chega aos 160 km/h de velocidade final. Para que este motor – bem maior que o original – pudesse ser acomodado no Jeep, foi necessário refazer toda a parede corta-fogo. Para segurar este Jeep a fera, foram instalados freios a disco e sistema hidrovácuo da picape Chevrolet D20, assim como tambores maiores na traseira. Devido ao peso do motor, a suspensão dianteira teve de ser reforçada com peças do Toyota Bandeirante. Atrás o sistema foi mantido original, mas jumelos maiores foram instalados em todos os feixes. Para melhorar a dirigibilidade, foi instalada uma caixa de direção do VW Passat, que tornou a direção leve e ao mesmo tempo firme e sem folga. O interessante neste 4×4 é perceber como o “novo” mistura-se harmonicamente com o “antigo” nesse magnífico exemplar da dinastia Jeep. Ficha Técnica Jeep M170 Truck Ambulance Front Line Militar com motor Kaiser Tornado seis cilindros Origem: Toledo Ohio USA Ano de fabricação: Fevereiro de 1962 Motor: Kaiser Tornado 230, dianteiro, longitudinal, seis cilindros em linha Cilindrada: 3800 Potência máxima líquida: 140 cv Alimentação: carburador simples DFV Combustível: gasolina Refrigeração: água, duas ventoinhas (direita original + automática apoio) Transmissão: tração 4×2 com opcional para 4×4, através de caixa de transferência Willys Câmbio: Willys manual de três marchas + ré Relação de marchas: 1ª marcha: 3,339:1, 2ª marcha:1,1551:1, 3ª marcha:1,000:1,Ré: 3,798:1 Relação de diferencial: 47×12 (3.92:1) Suspensão Dianteira: eixo rígido, feixe de molas reforçado, amortecedores do Toyota Bandeirante e jumelos Dumper Traseira: eixo rígido, feixe de molas, amortecedores do Toyota Bandeirante, jumelos Dumper e barra estabilizadora original Freios Dianteiros: a disco, com servo-freio Traseiro: tambor Direção: Caixa de direção do Passat Rodas: 15×10 Mangels Pneus: 35 x 12,5 x 15 BFGoodrich Sistema elétrico: 24V com bobina selada dentro do distribuidor. Luzes e lanternas militares originais Acessórios Guinchos Dianteiro: mecânico original Traseiro: polia com tomada de força original Obs: Fotos realizadas na Praia da Joaquina, SC. Agradecimentos à Policia Militar.

Peugeot 2008 DKR: um 4×2 para off-road de velocidade e muita performance

Fotos e Texto: Divulgação Formas extremamente robustas, tração dianteira e motor V6 bi-turbo a diesel com 340 cavalos de potência: essa é a “máquina” desenvolvida pela PEUGEOT Sport, em parceria com a Red Bull e a Total, para encarar o rali mais desafiador do mundo em janeiro de 2015. A equipe PEUGEOT-Total retorna oficialmente ao Rally Dakar 25 anos após sua última participação, no ano de 1990, quando fechou um ciclo de quatro vitórias consecutivas a bordo dos lendários 205 Turbo16 (1987) e 405 T16 (1988, 1989, 1990). Concebido para ser o representante da Marca neste novo desafio, o 2008 DRK é dotado de linhas bastante ousadas, resultado de uma estreita colaboração entre o Centro de Estilo PEUGEOT e o Departamento de Design da PEUGEOT Sport. Para corresponder às expectativas ambiciosas da Marca, entretanto, o 2008 DKR está longe de ser simplesmente um exercício de estilo: sua postura agressiva é ditada por requerimentos técnicos associados à missão atribuída a ele. O bólido é baseado no PEUGEOT 2008, e transportar o estilo da versão de passeio para o da competição cross-country foi relativamente simples, exigindo um trabalho mais cuidadoso apenas na parte dianteira, em função da altura ideal do ângulo de ataque para garantir boa dirigibilidade nas condições extremas da competição. Tecnicamente, a solução estabelecida pela equipe PEUGEOT-Total é bastante ousada, fundamentada em um conceito inovador para esse tipo de prova, em especial num carro do porte do 2008 DKR. Após um estudo detalhado, a direção da PEUGEOT Sport optou por utilizar tração dianteira ao invés de integral, por encontrar benefícios mais interessantes nessa proposta. Tal decisão permitirá à equipe, mais do que lutar pela vitória, garantir a primeira conquista no Dakar a bordo de um veículo com tração em duas rodas e movido a diesel. Com o objetivo de equilibrar as chances dos competidores, independentemente da solução de tração adotada, a regulamentação em vigor compensa a inerente vantagem dos veículos 4×4 com alguns benefícios para os veículos com tração em duas rodas. No automobilismo, o peso é inimigo da performance. No entanto, carros com tração em duas rodas podem ser significativamente mais leves, além da possibilidade de contar com rodas maiores, o que é uma vantagem diante dos obstáculos associados a esse tipo de terreno. Essa característica nos permite minimizar o balanço dianteiro, ou seja, o 2008 DKR pode quase “escalar paredes”. A suspensão de curso mais longo – 460 mm ao invés de 250 mm – amplia a capacidade do veículo sobre dunas, subidas e absorção de irregularidades, elemento essencial em uma competição como o Rally Dakar. Outra vantagem garantida com a utilização de rodas maiores é o sistema que permite o ajuste remoto da pressão dos pneus de dentro do cockpit, uma tática que proporciona um precioso ganho de tempo. Para explorar totalmente tais benefícios, os engenheiros da PEUGEOT Sport colocaram à prova sua criatividade para chegar a um carro extremamente compacto – levando-se em conta o fato de veículos pequenos desenvolverem melhor performance nas etapas sinuosas do WRC, a solução adotada permite aumentar o potencial dos carros com tração dianteira em situações em que os 4×4 costumam ter vantagem. Além da convicção expressada pela Red Bull nos dois últimos anos de que os veículos com tração em duas rodas possuem excelentes qualidades, essa abordagem técnica faz todo o sentido para a PEUGEOT Sport. Levando-se em conta que o 2008 é um crossover com tração dianteira equipado com Grip Control, o que lhe permite trafegar por qualquer tipo de terreno, é justo que o veículo dele derivado possa enfrentar os desafios impostos pelo Rally Dakar de maneira similiar.

ASX R, O novo Mitsubishi da Ralliart Brasil

Primeiro crossover de competição do rali cross-country de velocidade mais tradicional do Brasil é uma das novidades da próxima temporada A temporada 2014 da Mitsubishi Cup ainda não acabou, mas a marca dos três diamantes já apresenta as novidades para 2015. O 16º ano do rali cross-country de velocidade mais tradicional do Brasil será marcado por mudanças no regulamento, novidades técnicas e pela estreia de uma nova categoria. A grande novidade da temporada 2015 da Mitsubishi Cup é o ASX R, novo modelo de alta performance da marca dos três diamantes. Preparado pela Ralliart Brasil e baseado no modelo de rua do ASX, ele será exclusivo da competição, e se juntará às categorias Pajero TR4 ER, Pajero TR4 ER Master, L200 Triton ER e L200 Triton RS. “A Mitsubishi nos deixou com água na boca para a próxima temporada. Estamos ansiosos para correr no campeonato com essas mudanças”, comenta Lucas Moraes, piloto campeão da categoria L200 Triton RS em 2014. Principal categoria da Mitsubishi Cup, a L200 Triton RS é o primeiro carro flex a vencer o Rally dos Sertões, e conta com um motor Mitsubishi V6 Flex e chassi de estrutura tubular, ideais para os mais variados tipos de competições off-road. Além disso, o protótipo também é munido de suspensão independente nas quatro rodas, tração 4×4 tempo integral com limitador de torque para o eixo dianteiro. “A L200 Triton RS é a categoria máxima do rali brasileiro. Todas as duplas que se aventuram em provas off-road sonham em vencê-la”, completa Kaique Bentivoglio, navegador da dupla campeã. ASX R, o novo modelo da Ralliart Brasil A temporada 2015 terá a estreia do ASX R, um dos principais lançamentos da história da Mitsubishi Cup e da Ralliart Brasil. “Será a primeira vez que teremos um crossover em nossos ralis. Além disso, com a estreia do ASX R, poderemos acompanhar três modelos no grid da Mitsubishi Cup, algo inédito até aqui”, ressalta Guilherme Spinelli, diretor da Ralliart Brasil. O ASX R tem transmissão manual de 5 marchas, sistema de tração “Electronic Control 4WD” e é equipado com motor 2.0 MIVEC, 16 válvulas, quatro cilindros em linha, injeção multipontos com controle eletrônico e potência de 172 cv e 23,1kgf.m, podendo atingir a velocidade máxima de 185 km/h. O veículo estará disponível aos pilotos pelo sistema de locação sit&drive, pelo qual toda a logística, desenvolvimento, preparação e manutenção ficam por conta da equipe de engenheiros e mecânicos da Ralliart Brasil. “O ASX R chamou a atenção de todos. Estamos ansiosos para ver mais esse carro levantando poeira na Mitsubishi Cup de 2015”, brinca Fred Macedo, campeão da categoria Pajero TR4 ER em 2014. L200 Triton ER passa a ser vendida para as duplas Novidades na L200 Triton ER Outra novidade para a temporada 2015 será a venda de L200 Triton ER para pilotos. Essa medida visa dar mais opções para as equipes privadas e pilotos proprietários. Esse formato permitirá que o piloto e equipe possam usar o modelo da Mitsubishi Cup em outras provas de rali do Brasil, inclusive no Rally dos Sertões, assim como acontece com o Pajero TR4. “A L200 Triton ER coleciona ótimos resultados em várias competições. É um carro bicampeão invicto do Rally dos Sertões na categoria Super Production, e um dos mais procurados da Mitsubishi Cup”, explica Spinelli. Para os novos proprietários, a Mitsubishi oferecerá um treinamento técnico para que os mecânicos conheçam todos os detalhes do veículo e saibam fazer a correta manutenção para cada tipo de prova. Pajero TR4 preparada para competição também participa do rali Categorias Pajero TR4 ER Além do lançamento do ASX R e do início da venda da L200 Triton ER, a Mitsubishi Cup continuará contando com as categorias com Pajero TR4 ER preparados para competição. “Essas categorias são muito importantes para a Mitsubishi Cup. Temos duplas que fazem um ótimo trabalho nos Pajero TR4 ER e conseguem constantemente resultados expressivos, inclusive fora de nossa competição, como o atual título da categoria Production T2 no Rally dos Sertões”, explica Guilherme Spinelli. 7 etapas e 19 provas com muita emoção Assim como em 2014, duas, das sete etapas da temporada, terão somente duas provas, e não três. No entanto, cada uma das provas terá aproximadamente 50 quilômetros de extensão nessas etapas, e não em torno de 30 como em todas as outras. “A ideia de exigir uma estratégia diferente das duplas foi bem vinda entre os participantes”, afirma Guiga. “Evidentemente que sempre o mais rápido ganhará, mas com provas com quase o dobro de tempo e de quilômetros, outras duplas tem a chance de se destacar”, completa. Convidados poderão torcer pelas duplas em Zonas de Espetáculo Para deixar o público ainda mais próximo de suas duplas preferidas, em algumas etapas do ano, serão montadas Zonas de Espetáculo, uma grande área para as pessoas acompanharem de perto as disputas na pista, com saltos e curvas planejadas para que os pilotos deem um show de pilotagem. Além disso, os vencedores terão uma pontuação extra no campeonato. Modelo poderá ser usado em outras competições off-road O sistema de pontuação continua o mesmo que foi adotado em 2014. As duplas poderão ter até quatro provas descartadas, com exceção da última etapa, que não será permitido o descarte, aumentando ainda mais a competitividade. Serão sete etapas e 19 provas durante o ano Mais informações no site www.ralliartbrasil.com.br, pelo Facebook (www.facebook.com/ralliartbrasil) e pelo Twitter (@nacaomitsubishi). Ficha técnica ASX R Motor 2.0 litros DOHC MIVEC Potência 172 cv Torque 23,1kgf.m Câmbio Mecânico de 5 marchas Tração Electronic Control 4WD Capô, portas, para choques, tampa traseira em fibra Gaiola de proteção homologada pela FIA Suspenção independente nas quatro rodas Sistema de freios hidráulico com reservatórios independentes Pneu 215/75-R15 Rodas SPEEDLINE (7X15)” Mais informações sobre vendas e locação de veículos: Telefone: (11) 5694-2861 Email: mitsubishicup@mmcb.com.br Site: www.mitsubishimotors.com.br

Mitsubishi lança Outlander PHEV, o primeiro SUV híbrido do mercado nacional

Primeiro SUV 4X4 híbrido do mercado nacional traz tecnologia, conforto e sustentabilidade Tecnologia, eficiência e sustentabilidade. O futuro já é uma realidade com o Outlander PHEV, o primeiro SUV 4×4 híbrido disponível no mercado brasileiro. “Estamos lançando um produto inovador e pioneiro no Brasil. Além de toda a tecnologia já disponível no Outlander 2.0 e Outlander 3.0 V6, agora temos a versão PHEV que, além de tudo o que este SUV oferece, ainda traz a tecnologia híbrida aliada ao conforto e segurança da tração 4×4”, destaca Robert Rittscher, presidente da Mitsubishi Motors do Brasil. Para tanto, o veículo tem três motores: um à combustão no ciclo otto e outros dois elétricos síncronos com imã permanente, proporcionando máxima eficiência e um rendimento superior aos veículos híbridos convencionais. Veículo pode ser monitorado com aplicativo em tablets e smartphones “Há mais de 40 anos, a Mitsubishi Motors trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias, como o iMiEV, lançado há alguns anos. Agora, estamos apresentando um veículo que é mais adequado ao mercado brasileiro, em que o consumidor pode utilizar o carro em diversas situações, seja nos centros urbanos ou mesmo em grandes viagens com a família”, destaca Rittscher. O Outlander PHEV sempre irá optar pela forma mais eficiente de trabalho dos motores elétricos ou motor à combustão, privilegiando a máxima economia de combustível, sem comprometer o conforto e a performance. Um bom exemplo desta avançada tecnologia é um percurso urbano em horário de pico. Nessa situação, o “anda e para” é constante e o gasto de combustível nos carros convencionais fica elevado. Com o Outlander PHEV, é possível percorrer mais de 52 quilômetros sem utilizar uma gota de gasolina. Outlander PHEV utiliza três motores Eficiência, conforto e tecnologia O Outlander PHEV reúne o melhor de três mundos da Mitsubishi: a tecnologia plug-in do iMiEV, a robustez e o DNA 4×4 da linha Pajero e o sistema de controle de tração e estabilidade do Lancer Evolution. O veículo é equipado com o que há de mais moderno para o conforto e segurança do motorista e passageiros. Sua tecnologia, prática e inteligente, contém piloto automático adaptativo (ACC), alerta para mudança de faixa (LDW), dispositivo de redução de risco de colisão através do radar (FCM), controle de tração e estabilidade inteligente (S-AWC), alerta para pedestres (AVAS) e a praticidade do controle remoto por smartphone, que permite gerenciar diversas funções. Mesmo com a instalação das baterias e dois motores, o Outlander PHEV mantém o espaço interno do Outlander 2.0 e 3.0 V6. O ganho de peso foi compensado com o aumento do torque e potência, graças aos motores elétricos, que proporcionam uma condução prazerosa e segura. O interior é envolvente e espaçoso, com comandos de fácil acesso. O sistema multimídia Black Glass reúne tudo ao alcance do motorista em um único aparelho, o ar-condicionado tem sistema Dual Zone, o porta malas vem com abertura e fechamento elétricos e a segurança está presente nos nove airbags. As baterias são seladas e contam com vários sistemas de proteção – circuit breakers. Em caso de acidente, são automaticamente desligadas, não causando descargas de energia que poderiam ocasionar riscos aos usuários. Mesmo em caso de enchentes ou em travessia de áreas alagadas, as baterias não são afetadas pela água. Além disso, o Outlander PHEV ganhou o prêmio máximo de segurança automotiva no Euro NCAP, ANCAP e JNCAP. Outlander PHEV pode rodar em três modos distintos Sistema híbrido Tudo no Outlander PHEV foi pensado para o máximo aproveitamento energético. As baterias estão instaladas no assoalho, garantindo a melhor distribuição de peso, baixando o centro de gravidade, deixando o veículo ainda mais estável e com melhor dirigibilidade. Modo 100% elétrico: os motores elétricos movimentam o veículo usando a energia acumulada nas baterias, resultando em zero emissão de poluentes e uma condução mais silenciosa, suave e mais confortável. Modo híbrido em série: os motores elétricos movimentam o veículo usando energia das baterias ou do gerador. O motor à combustão é utilizado apenas para acionar um gerador que produz eletricidade quando o nível da bateria está baixo, ou para aumentar a potência, ao acelerar rapidamente ou em aclives muito íngremes. Modo híbrido paralelo: o motor à gasolina traciona o veículo em conjunto com os motores elétricos quando uma potência extra é necessária. O motorista ainda pode optar pelo botão “Charge”, que otimiza o uso do motor à gasolina para carregar a bateria, ou o modo “Save”, onde opta por reduzir o uso de energia da bateria. A energia cinética gerada durante a frenagem também é utilizada para carregar as baterias do veículo (modo regenerativo), garantindo ainda mais autonomia no modo elétrico. Uma tela de LCD de 4,2″ com alta definição mantém o motorista informado sobre o nível de carga, modo de condução selecionado, fluxo de energia do sistema PHEV e muitas outras funções, que podem ser visualizadas com um simples toque no botão. O motorista ainda pode monitorar todas as informações do veículo por um aplicativo, via smartphone ou tablet. O aplicativo em português, desenvolvido pela Mitsubishi Motors, permite controlar remotamente o tempo necessário para recarregar a bateria, agendar um horário para iniciar e terminar a recarga, além de monitorar a carga restante em tempo real e programar o acionamento do ar-condicionado e aquecedor. Tudo com poucos cliques e na palma da mão. Veículo foi projetado para ter a máxima eficiência energética Segurança com praticidade ASC, ATC, ACC, FCM, LDW, AVAS e HSA. Essas siglas são as responsáveis pelo que há de mais moderno em tecnologia, segurança e praticidade. ACC (Adaptive Cruise Control) O piloto automático adaptativo vai muito além do piloto automático convencional. O motorista programa a velocidade que deseja andar e, caso algum outro veículo em mais lento entre na sua frente, o Outlander PHEV reduz a velocidade automaticamente e mantém uma distância constante que pode ser determinada em Longa, Média e Curta. Se o veículo da frente frear, o Outlander PHEV acompanha a frenagem, mantendo a distância programada. Quando a pista fica livre novamente, volta à velocidade inicial. FCM (Foward Collision Mitigation)

Mutação Contínua

Jeep Ford CJ5 1979 Por James Garcia Fotos David Santos Jr. Esse é o Jeep Ford CJ5 1979, do personal training paulistano Ricardo Marchina Maia, que é dono dessa máquina mutante há quase duas décadas. A história de Maia começa há mais de 20 anos, quando comprou seu primeiro Jeep, um Willys 1962 em sociedade com um colega, fato que obviamente não deu certo, pois há certos bens que não se dividem e carro é um deles. “Vendi minha parte e fui atrás do meu próprio Jeep, um Ford 1976”, comentou. Posteriormente houve um Ford 1983 para depois chegar a esse belo exemplar 1979, que já atormentava os pensamentos de Maia. O negócio foi feito em 1996 e o Jeep já era um “arraso”, estava em perfeitas condições de uso, inclusive possuía a carroceria de fibra – uma das primeiras do País –, afinal o Reinaldo é perfeccionista. Maia está com o Jeep há 15 anos e, concomitante a isso, teve uma Toyota Bandeirante que lhe proporcionou uma incrível viagem off-road: a Transpantaneira e a Transamazônica, em 2002, em 28 dias e 11 mil quilômetros de aventuras. Mas o assunto aqui é o Ford. “Adoro o Jeep e na época que o comprei poderia ter ficado com um Engesa pelo mesmo valor. Gosto é do Jeep!”, enfatizou o rapaz. Mesmo estando impecável, o 4×4 já passou por mudanças desde então. Primeiro ele foi pintado novamente, quando o pai de Maia e Reinaldo eram sócios em uma oficina de funilaria e pintura. Naquele período, um amigo mostrou um motor V6 da Ford Ranger e perguntou se não gostaria de instalar no Jeep. “Fiz a besteira de perguntar ao Reinaldo se ficaria bom”, e o resultado está aí. O motor 4.0 litros dianteiro, com 162 cavalos e 31,1 kgfm de torque caiu como uma luva. “Falaram que seria uma loucura, que daria problema, encrencaria na trilha etc”, comentou. Maia e Reinaldo seguiram em frente e aí está. Hoje se vêem muitos Jeep com motores injetados. O aspecto mais complicado na restauração foi ter que fazer um novo chicote elétrico do propulsor, pois o dono só tinha o módulo. Outro ponto difícil foi construir a flange com a capa seca entre o câmbio Clark e o motor Ford, mas ficou tudo pronto em 30 dias. O dono utiliza seu Jeep no dia-a-dia, vai ao trabalho e, claro, incontáveis trilhas, viagens e exposições de que já participou. Segundo Maia, os méritos são todos do amigo Reinaldo Bontempo, que idealizou e construiu esse Jeep há 19 anos. “Ele já fazia modificações que simplesmente não existiam, como a adição da porta do modelo do Wrangler, a ampliação do quadro de para brisa com os limpadores localizados na parte inferior, direção hidráulica, freio a disco nas rodas dianteiras, sem contar na suspensão constituída por barras e molas helicoidais baseadas no jipe Engesa, outro upgrade que na época nem sequer era imaginado para jipes”, falou Maia, que também lembrou com carinho dos pais, pela paciência de ter a garagem deles (que é só para um carro), ter virado uma oficina, às vezes de mecânica, outras de funilaria e pintura. O interior básico e sem firulas Nosso personagem lembrou um fato curioso: certa vez estava na Trilha do Pinheirinho, na Serra da Cantareira (zona norte da cidade de São Paulo) e quebraram os cinco parafusos prisioneiros de uma das rodas traseiras. A namorada Egle humphreys – hoje esposa – estava junto e os amigos implicaram, dizendo que ela iria reclamar pela demora e porque estavam no meio do mato e lama. Eles não a conheciam. Egle esticou uma lona sob a sombra de uma árvore, pegou o livro e ficou entretida até que Maia finalizasse o reparo, o que surpreendeu a todos. “As esposas deles é que já estariam reclamando; finalizou com bom humor, complementando que com isso ela ganhou vários pontos e hoje é sua mulher. “O ex-dono tinha uma oficina de 4×4 próximo de casa, e eu não saía de lá. Sempre falava que um dia o Jeep seria meu e de fato isso aconteceu” – Ricardo Marchina Maia Fale com Ricardo Marchina pelo e-mail troffroad@ig.com.br Ficha Técnica – Jeep Ford CJ5 1979 Carroceria: Fibra de vidro Chassi: original Motor: Ford Ranger V6, 4.0, dianteiro, longitudinal Potência máxima líquida: 162 cavalos a 4.800 rpm Torque: 31,1 kgfm a 2.750 rpm Combustível: gasolina Cilindrada: 4.011 cm3 Taxa de compressão: 9,0:1 Refrigeração: água Transmissão: câmbio Clark de quatro marchas mais Ré Tração: 4×4 e 4×4 com reduzida através de caixa de transferência Bloqueio de diferencial ARB dianteiro e traseiro Suspensão: Eixos rígidos, braços móveis e molas helicoidais, amortecedores com regulagem interna Direção: Sistema Hidráulico Ford Landau Freios: sistema de discos nas quatro rodas, dianteira Ford Landau e traseira da VW Brasília Rodas: Mangels 15 x 8” Pneus: Mud terrain 35” x 12,5” x 15” Comprimento: 3.517 Largura carroceria: original Largura total com retrovisores e estribo: 1,850 Altura total: 2,060 Altura com para-brisa rebatido: 1.750 Vão livre: 400 Passagem em água: 750 Bitola: 1.250 Entre-eixos: 2.057 Peso: 1350 quilos Capacidade de carga: 500 quilos Velocidade máxima: 150 km/h Tanque de combustível: 55 litros Consumo Cidade: 6,5 km/l Estrada: 7,5 km/l Mais imagens…

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