Comprimento é bem maior que o jipe padrão Por James Garcia Fotos Claudinei de Farias/Imagem Radical Muitas são as vezes que a opinião de amigos influencia uma decisão em nossa vida. E é ótimo pode contar com pontos de vista diferentes, para chegar ao melhor resultado possível. Sancler Machado, 34 anos, natural de Criciúma, SC, ouviu os amigos, mas também seguiu sua voz “interior” ao escolher o carro que ilustra essa matéria. A história aqui começa algum tempo atrás, quando um amigo comentou que queria comprar uma Picape Troller Pantanal. Essa picape torna real um conceito que muitos off-roaders devem ter idealizado Como foram poucas unidades do modelo colocadas à venda (77 carros entre 2006 e 2007) e, posteriormente retiradas do mercado pela Ford em 2008, sob o risco de problemas sérios no chassi, o rapaz obviamente não encontrou nenhuma. Foi aí que se originou a ideia de fazer uma conversão sobre a base de um jipe Troller. Iniciando a última restauração O 4×4 escolhido foi um modelo 2002, com motor MWM 2.8, câmbio de 5 marchas e tração com acionamento eletrônico. O 4×4 já estava equipado para trilhas e off-road. A oficina que iniciou o projeto foi a responsável pela maior transformação, já que alongou o chassi e diminuiu o tamanho da cabine. Isso já deu a visão do que seria o projeto. Até aí, Sancler apenas ouvia falar da picape, pois a oficina em que ela estava fica a 60 quilômetros de Criciúma, em Santa Catarina. Quando a viu pela primeira vez, num passeio de jipe clube, Sancler achou o utilitário estranho, pois nunca tinha visto nada igual. Como o ex-dono também é de Criciúma, Sancler via a picape com frequência, ou na trilha ou no dia-a-dia, durante a semana. “Na época eu tinha um Willys 64, com motor 4.3 vortec, que vendi pois recebi uma ótima proposta. Fiquei sem um 4×4 por um ano”, lembrou. Detalhe do interior da parte traseira: bom lugar para malas Quando resolveu voltar a ter um 4×4 decidiu-se pelo Troller. Ao procurar numa revenda da região, lá estava ela, a curiosa e estranha picape, que seu amigo havia colocado à venda. Sancler voltou para casa, pensou e resolveu ouvir a opinião dos amigos sobre o jipe. “Alguns me deram força na compra e outros diziam que eu era louco, pois era um carro de trilha e uma picape ‘feita a mão’, com valor de mercado suspeito”, lembrou. Sancler comentou sobre o caso: “O valor ofertado estava fora do mercado. Mas fiz a proposta em dinheiro e esperei para ver”, contou o off-roader. Quatro dias depois o ex-dono ligou, dizendo que o negócio estava fechado. Até então ele havia comprado o 4×4 para fazer trilha e não pretendia investir nada. Mas no meio de um animado churrasco com os amigos, resolveu reformar o 4×4 por completo e equipá-lo com acessórios de ponta. O interior recebeu diversos relógios, DVD, GPS e etc E Sancler quis mudar a cor também. “Tive dúvida pois queria uma que não arranhasse muito. E continuar na cor preta fosca, nem pensar!”, comentou. Depois de ver fotos de um Jeep Wrangler na cor branca com teto preto, matou-se a charada. Foi mesmo uma ótima escolha. Ao todo foram nove meses de oficina, para finalizar o restauro e desmonte de toda a mecânica para revisão geral. Com a “máquina” boa, a parte mais trabalhosa foi transformar a frente de faróis quadrados para o formato redondo, mais apropriado ao estilo do jipe. A complicação se deu pela distância, pois o serviço foi feito em Florianópolis, a 200 quilômetros dali. O curso de suspensão também foi ampliado Nesse tempo, a picape ganhou amortecedores especiais e bloqueios de diferenciais com acionamento eletônico, nos dois eixos. Os para-choques originais deram lugar a modelos feitos para o off-road, com anilhas e entrada do macaco. O guincho Warn Power Plant, com controle sem fio, foi revisado e teve o cabo de aço trocado por um mais moderno, de kevlar. Hoje, depois de toda essa trabalheira e alguns cabelos perdidos, Sancler sabe que fez a escolha certa. “Estou muito feliz com ela, pois além de um off-road robusto, ainda chama a atenção onde passa”, finalizou com orgulho. Sancler Machado e sua picape Troller Quer saber mais informações e dicas sobre esse belísimo trabalho de conversão? Envie mensagem e troque informações com Sancler Machado, através de seus e-mail: sancler756@hotmail.com
Vídeo do novo Troller
Mitsubishi MotorSports comemora 20 anos, com show do Paralamas
Foto Ricardo Leizer Belas paisagens marcaram a etapa, 7ª e última do ano Ribeirão Preto, no interior paulista, já é tradição no calendário do rali de regularidade Mitsubishi Motorsports: esta foi a 13ª vez que a Nação 4×4 reuniu-se para desbravar as belas trilhas da região. Os legítimos 4×4 da marca dos três diamantes levantaram muita poeira vermelha mas encararam também alguns trechos de lama, reflexo da chuva do dia anterior. “Estou impressionado com o tamanho do evento. Acabei de comprar um Mitsubishi e um amigo me avisou que teríamos um rali aqui em Ribeirão. Acho uma boa oportunidade de ganhar experiência 4×4. Saindo daqui, quem é novato fica com mais vontade de colocar o carro em outras trilhas”, conta Silvio Figlioli, piloto de um Pajero Full. Foto Adriano Carrapato Ribeirão recebeu o evento pela 13ª vez Além de duplas da cidade, teve quem veio de longe, como Paulo Rochadel Lima, também piloto de um Pajero Full, de Brasília (DF). “Comecei a participar há quatro anos, na Turismo Light. Gostei muito e fui me envolvendo. Hoje, não saio mais da marca. Já cheguei a ter cinco carros da Mitsubishi”, conta. “O que eu gosto na competição é esse clima de amizade. Participo com meu sobrinho e posso garantir que é um programa muito família.” Foto Ricardo Leizer Podem participar veículos Mitsubishi das linhas Pajero e L200, versões 4×4 Para celebrar a final do campeonato Mitsubishi Motorsports Sudeste 2014 e também os 20 anos da competição, a Nação 4×4 curtiu o show exclusivo da banda Os Paralamas do Sucesso. Foto Tom Papp – Paralamas no show da final do MotorSports Campeões Na categoria Graduados, um resultado histórico: pela primeira vez, uma dupla mista venceu a etapa. “Esse pessoal é bom demais e sempre quisemos chegar no nível deles. É uma surpresa deliciosa. Não esperávamos”, comemora a navegadora Maria Eveli Giani Barbosa, que corre ao lado do marido em um Pajero Full. “Foi um ano dez. Sempre estivemos no pódio, mas entre as duplas mistas. Vencer na geral foi de arrepiar!”, conta o piloto Waldir Hudson Barbosa. Já pelo campeonato 2014, quem levou o troféu foi a dupla Otavio Enz Marreco e Allan Enz, de Apucarana (PR), com um Pajero Full. “Estou emocionado demais. Meu pai me colocou nesse mundo do rali e nunca vou sair. Enquanto ele estiver, estou junto. Esse troféu é dele, quem ganhou o campeonato foi ele”, diz Allan. “O que a Mitsubishi faz pela gente não existe. A gente vem com a família, viaja, se diverte. Não tem preço”, fala Otavio. Foto Tom Papp Pódio da categoria Graduados Na categoria Turismo, Charles Marcelo Ritter e Marcelo Almada Coelho Ritter, pai e filho, subiram ao pódio mais uma vez – e levaram, além da etapa, o campeonato. “É um sonho de adolescente que estou realizando. Primeiro, era correr. Agora, vencer… E com meu filho, é mais que especial. Isso nos une cada vez mais”, conta Charles, piloto de um Pajero Full. Em 2015, eles passam a competir na Graduados. “Muda a pilotagem, a navegação. Será bem mais difícil”, fala Marcelo. “Cada prova é um aprendizado e temos que colocar o que aprendemos em prática. Sempre foi nosso objetivo chegar aqui”, conclui Charles. Foto Tom Papp Pódio do campeonato na categoria Turismo Já na categoria Turismo Light, para duplas iniciantes, Daniel Manse e Cesar Pereira, com um Pajero TR4, emocionaram-se no lugar mais alto do pódio. “Nada melhor do que ganhar uma prova tão concorrida. Foi show”, celebra Cesar. “Eu não esperava. Foi nossa primeira prova juntos e deu super certo. Estou muito feliz”, conta o piloto Daniel. Foto Tom Papp – Pódio da categoria Turismo Light Viagem comemorativa Para celebrar os 20 anos do rali de regularidade Mitsubishi Motorsports, os pilotos participarão, em todas as etapas, de sorteio de viagens para o incrível resort Cristalino Jungle Lodge, na Amazônia. Na etapa final, o vencedor foi Heytor Biagiotti Pessoa, piloto de um Pajero Full. “Não esperava mesmo. É meu sonho de infância conhecer a Amazônia”, comemora. Foto Ricardo Leizer Mitsubishi Pró-Brasil – Ação Social A Mitsubishi Motors, mais uma vez, realizou a ação social Mitsubishi Pró-Brasil. Nesta etapa, foram arrecadadas 12 toneladas de alimentos, entregues às seguintes instituições da região: Santa Casa de Misericórdia de São Simão, Lar do Jovem Idoso Tio João, Associação Beneficente Integração à Vida- Casinha Azul e Lar dos Velhos de Cajuru. “Ficamos emocionados com essa doação. Essa quantidade de alimentos consegue nos ajudar durante dois meses, pelo menos”, emociona-se Wanderlei Lima, representante da Casinha Azul. Foto Ricardo Leizer Muita lama, poeira e diversão o rali de regularidade volta em 2015 Os participantes colaboraram também com o Pedágio Solidário Casa Hope, onde puderam fazer doações de qualquer valor – 100% revertidas para as ações da instituição.
Show de imagens no Pirajeep
Fotos Anderson Pinto Rolou em 18 e 19 de Outubro, o XVI Pirajeep, encontro realizado em Piraju, SP pelo Jipe Clube Força Bruta. O evento contou com Trilha Pesada, Pista Indoor e o Demolicar e contabilizou mais de 350 veículos Centro de Exposições Pref. Cláudio Dardes (Fecapi) No sábado aconteceu a abertura das inscrições depois das 08:00; saída do comboio para a trilha às 13:00 e o retorno por volta das 20:00. Os trilheiros eram recepcionados com um jantar feito pelos voluntários da Associação de Voluntários no Combate ao Câncer. No domingo de manhã foi a vez do 1° Gaiola Fest com uma pista indoor especialmente feito para Gaiolas e Bajas contando com mais de 52 veículos, e as 13:00 teve o Demolicar, competição onde quem ganha é o último carro ainda em funcionamento. A cada edição com mais participantes, a trilha foi especialmente formulada para todos os tipos de veículos, mas como a adrenalina e a torcida pela travessia dos obstáculos era grande, mesmo sem ter veículo preparado, a maioria queria passar nos locais mais difíceis. A organização contou com 4 tratores para apoio nos pontos de dificuldade para resgatar quem precisasse. Isso tudo sempre começando com cada carro recebendo o já tradicional lanche apelidado de “X-Terra”. A sensação deste ano foram 2 caminhões militares 6×6. O piloto de um deles não sossegou até achar algum local onde não conseguiria passar. O problema foi quando o caminhão ficou atolado em um determinado trecho e teve que ser resgatado pelo outro caminhão 6×6 com a ajuda de um dos tratores da organização. O Pirajeep tem apoio da Prefeitura Municipal de Piraju e toda a renda arrecadada nas tendas de alimentação foram doadas diretamente para a Associação de Voluntários no Combate ao Câncer e 4×4 Sustentável – IBPCA Instituto Brasileiro de Preservação e Consciência Ambiental.
Tarde de aventura outdoor em Ribeirão Preto
Foto Tom Papp Entre as provas, estava um rapel ao lado de uma cachoeira O rali de estratégia e tarefas Mitsubishi Outdoor reuniu participantes para um sábado de aventura. É o caso dos amigos Eduardo Kanazaua e Franklin Sant’Anna, de Ribeirão Preto, que participaram na categoria Fun, indicada para famílias e amigos em busca de diversão. “O legal do Mitsubishi Outdoor é que ele mistura rali, provas de aventura e muita estratégia em um só dia”, comenta Eduardo. Eles correram a bordo de um Pajero Dakar e um Pajero TR4. Também podem participar veículos 4×4 das linhas ASX, Outlander e L200. Foto Cadu Rolim Participantes tiveram que se molhar em uma das provas O rali também conta com a categoria Extreme, para equipes mais competitivas e prontas para disputar o lugar mais alto do pódio. “A oportunidade de sair do carro para fazer atividades físicas durante um rali é única. Todos da equipe são apaixonados por esportes e carros. Por isso, não deixamos de participar de nenhuma etapa”, explica Fábio Bauer, da equipe Speed Gonzales. Foto Cadu Rolim Famílias e amigos curtiram um dia diferente no rali de estratégia O aventureiro, que mora em Belo Horizonte (MG), percorreu quase 500 km só para participar. “Viajar até o local da etapa é uma das melhores partes do rali. Conhecemos cidades e regiões que provavelmente não visitaríamos sem o Mitsubishi Outdoor”, completa. As equipes largaram de Ribeirão Preto na direção nordeste, rumo à divisa entre São Paulo e Minas Gerais, em uma região repleta de morros, serras e vales. Entre as atividades esportivas, os competidores fizeram dois percursos de mountain bike, trekking por um leito de rio e também um rapel para descer uma cachoeira. Além disso, também foi preciso filmar um tucano, pássaro comum na região, e fazer uma pausa para preparar uma xícara de café. Foto Cadu Rolim Trilhas com belas paisagens marcaram a etapa Na chegada da trilha, os participantes puderam aproveitar um grande almoço e a festa de premiação com convidados especiais: Os Paralamas do Sucesso tocaram seus hits em um show exclusivo para os participantes do rali. Campeões Na categoria Fun, a campeã da etapa foi a equipe Nem Chama II, com duas L200 Triton. “Essa é a terceira vez que participamos e cada vez nos divertimos mais. A etapa de Ribeirão Preto é especial e conquistar nossa primeira vitória aqui é uma sensação incrível”, comemora Marcelo Devita. “É uma prova muito bacana, conseguimos passar um dia muito divertido entre família e amigos e ainda subir ao lugar mais alto do pódio.” Foto Ricardo Leizer Pódio da Categoria Fun Já na categoria Extreme, vitória para a equipe Tamboré, que participa com duas picapes L200. “A organização preparou uma etapa bastante longa, cheia de PCs diferentes. Foi um desafio fazer nossa estratégia, mas, no final, conseguimos mais essa vitória”, explica Jefferson Gabriolli. Para ele, o prova de rapel foi a mais divertida. “Fazia muito tempo que não descia uma cachoeira. Foi o ponto alto da prova, com certeza”, relembra. Foto Ricardo Leizer Campeões da Outdoor Extreme
Glauber Fontoura e Minae Miyauti são campeãoes do Brasileiro de Rali Cross-Country
Fotos Divulgação Foto Divulgação Em meio a muita terra, poeira, lama e saltos nas mais diversas regiões do Brasil, a dupla Glauber Fontoura e Minae Miyauti levou a L200 Triton ERS para o lugar mais alto do pódio e conquistou, pela primeira vez, o título do Campeonato Brasileiro de Rally Cross-country, na categoria Super Production, destinada a carros de produção, com poucas modificações para as provas de rali. A conquista tem um gosto ainda melhor, já que a dupla faturou o título com 100% de aproveitamento, vencendo todas as provas que disputou. “É a soma do trabalho do ano inteiro. Fomos campeões com duas provas de antecedência. E foi fundamental o trabalho da Ralliart Brasil. Em todas as provas o carro estava em dia, sem contar o empenho de toda a equipe. É uma felicidade ímpar, estamos vivendo um ano muito proveitoso”, enfatiza Glauber, eu também venceu o Rally dos Sertões, maior prova off-road do país. Foto Fabio Davini Minae, que compete há apenas três anos como navegadora no rali cross-country, comemorou a conquista. “Foi sensacional. Batalhamos o ano todo para chegar até aqui”, disse. “A equipe da Ralliart Brasil nos passa muita segurança. Quando chegamos, já está tudo pronto. Eles checam tudo. Poder confiar no carro e no trabalho deles nos ajudou a conquistar esse título.” Foto Fabio Davini A prova que consagrou a dupla foi o Rally Rota Sudeste, realizado neste fim de semana na região de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo. Para Guilherme Spinelli, diretor da Ralliart Brasil, o título representa a evolução do trabalho de toda a equipe no desenvolvimento e aprimoramento dos veículos. “Estamos muito felizes com o título do Glauber e da Minae em um campeonato duro e disputado como é o Brasileiro. A L200 Triton ERS, desenvolvida pela Ralliart Brasil, tem se mostrado um carro rápido, resistente e muito confiável”, comemora . A partir de 2015, as L200 Triton ER que disputavam a Mitsubishi Cup pelo sistema de locação sit&drive, estarão disponíveis para os pilotos, que poderão correr as provas do Brasileiro e Rally dos Sertões, além da Mitsubishi Cup. Foto Magnus Torquato/Mitsubishi Com o título em 2014, Glauber já faz planos para 2015: “Irei disputar as provas com uma L200 Triton SR na categoria Pró-Brasil. Será um ano de aprendizado com um carro novo, mas irei continuar com o suporte da Ralliart Brasil, que foi fundamental durante todo o ano”, completa o piloto. Foto Victor Eleutério/Mitsubishi
Jeep para a cidade: uma ideia antiga…
Texto e Fotos James Garcia Willys Jeepster 1950 Esse eu posso dizer que é um Jeep raro; foi o único que eu vi e tive a oportunidade de dirigir um pouquinho, a cerca de 15 anos. Veículo mezzo estranho, mas charmoso, visual causa impacto e chama a curiosidade de quem o vê. Para começar ele é mais baixo, estreito e comprido do que aparenta nas fotos, e tem a inclinação para um modelo mais sofisticado, ou seja, a antítese do projeto original. Lançado em 1948, não se pode dizer que o Jeepster foi um projeto pouco ousado, mesmo que tenha nascido de outro carro. O visual desenvolvido por Brooks Stevens obviamente seguia os desenhos e traços característicos dos outros membros da família Jeep, naquela época o Jeep Staion Wagon (1946) e a Pick-up (1947) e o Jeep. Projetado para ser o carro perfeito para o veterano de guerra (Imagine isso!), o Jeepster tinha pneus com banda branca, calotas cromadas, para sol, volante de luxo e um pneu Continental com uma capa de tecido. Era equipado com um motor gasolina 2.2 litros, 4 cilindros, de 62 cavalos, câmbio manual de três velocidades (overdrive opcional)e freios a tambor nas quatro rodas. O 4 cilindros ganhou a companhia de um propulsor seis cilindros. A tração era traseira, limitando sua utilização para o público fã da marca. Interessante notar o sistema de suspensão dianteiro que usa uma única mola transversal. Atrás, o sistemas de feixes tradicionais. Em 1950 sofreu leves mudanças, incluindo um novo desenho para a extremidade frontal, que ganhou acabamento cromado e um novo painel. Seu alto preço e concorrentes que ofereciam mais no mesmo segmento, o Jeepster foi descontinuado em 1950. Seria ótimo saber como está essa belezoca hoje…
Mitsubishi: 4×4 desde a década de 30…
Diamantes em formação… Por James Garcia Fotos Arquivo Pessoal/Divulgação A Mitsubishi começou sua história em 1917 (97 anos!), quando lançou o Modelo A, o primeiro automóvel de passageiros produzido em série no Japão. No início os carros eram produzidos pela divisão de navios e aviões bélicos da marca, na época o maior conglomerado industrial e o maior fornecedor das forças armadas japonesas. Modelo A, o início de tudo Em 1918, a Mitsubishi produziu o seu primeiro caminhão, o protótipo T1. Caminhão T1 Na década de 30, a marca investiu pesado no desenvolvimento de novos produtos, para suprir o crescente mercado interno. O primeiro desses novos projetos foi o PX 33 4WD, um carro de passeio equipado com tração 4×4. Em 1990 a marca fez uma homenagem ao veterano, confeccionando uma carroceria do clássico veículo, mas com a mecânica de uma super Pajero, para competir no Rally Dakar daquele ano O PX 33 4WD, em 1934! E a versão 1990, carroceria clássica sobre a mecânica de uma Pajero Caminhão Type 94 – nicho de mercado sempre explorado pela marca Todos sabem que o Japão ficou completamente arrasado após o fim da II Guerra Mundial, em 1945. Os principais investimentos foram em caminhões e ônibus, que rodavam com gasolina ou combustíveis alternativos. Em 46, surgiu o Mizushima “Silver Pigeron”, veículo pequeno, econômico e leve, de estrutura modular, com três rodas, feito para transporte de cargas. Uma versão mais moderna foi lançada em 1959, com o nome de Leo Mizushima 1946 Leo 1959 A marca continuou crescendo nos anos 60, até que em 1970 a divisão de veículos a motor se tornou independente, recebendo o nome que tem até hoje: Mitsubishi Motors Corporation ou MMC. Nessa década, modelos como o Colt e o Lancer, que começaram a ganhar destaque nas pistas de rally de todo o mundo. Colt 1500 SS, fabricado a partir de 1969 Lancer 1600 GSRm de 1972, consolidação da marca como campeã de rallies
Melhoria no processo de comunicação da Fenajeep
Referência no universo de eventos off-road no Brasil, a Fenajeep está sempre buscando melhorias. Quer ajudar a fazer o maior evento 4×4 do Brasil ainda melhor? É só clicar no link abaixo e responder a pesquisa para melhoria do processo de comunicação da Fenajeep. Faça parte do evento! Pesquisa para melhoria do processo de comunicação do evento Fenajeep.
Chuva, lama e muita emoção na Final da Mitsubishi Cup
Mogi Guaçu (SP), 08 de novembro de 2014 – Durante toda temporada 2014, as duplas da Mitsubishi Cup enfrentaram diversos desafios: desde a poeira e trechos travados de Jaguariúna (SP) até às longas retas e piso escorregadio de Mafra (SC). A última etapa não foi diferente. Com a chuva forte durante toda a madrugada, a pista ficou escorregadia e cheia de poças, dando muito trabalho para pilotos e navegadores. Mas a partir da segunda prova, o piso começou a secar e os tempos foram ainda mais baixos. Foto Tom Papp – Lucas e Kaique são campeões na L200 Triton SR “Isso é Mitsubishi Cup. Cada etapa é diferente. Para mim, essa foi a melhor pista da temporada. Foi necessária uma leitura de terreno muito boa. Não gostava de andar na lama, mas hoje consegui ganhar as provas e foi muito bom”, comentou Lucas Moraes que, ao lado de Kaique Bentivoglio, foi o campeão da categoria Triton RS. Em 2014, os pilotos enfrentaram, pela primeira vez, provas de 50 km e a introdução do restritor, tornando as disputas ainda mais intensas. “Encerramos o 15º ano da Mitsubishi com mais uma prova de maturidade. Estamos sempre buscando melhorias e soluções, entendendo onde podemos evoluir. Neste ano, procuramos equilibrar o campeonato, criando provas mais longas e colocando o restritor nos três primeiros colocados. Terminamos o ano com saldo positivo e certos que teremos outras novidades para a próxima temporada”, garante Guilherme Spinelli, diretor da Ralliart Brasil. Campeões da 15ª temporada Foram sete etapas e 19 provas ao longo do ano, com muitos saltos, curvas, terra e poeira. Em Mogi Guaçu, foram três provas de 35 quilômetros e os pilotos aceleraram tudo o que puderam para garantir o título. Foto Ricardo Leizer – Ricardo Feltre e Rafael Malucelli foram campeões da L200 Triton RS Na L200 Triton ER, a dupla Ricardo Feltre / Andre Lucas Munhoz comemorou o título no lugar mais alto do pódio. “É uma alegria indescritível, ainda mais pelo modo como conquistamos esse título, na última volta, e correndo com adversários de altíssimo nível, ainda estou em êxtase”, disse o piloto que, em 2015, correrá na Triton RS. “Será uma grande honra e um grande aprendizado”, garante. Foto Tom Papp – Marco Túlio Lana e João Rossi foram os campeões da Pajero TR4 R Na Pajero TR4 R, os campeões foram Marco Tulio Lana / Leonardo Magalhães. “Já faziam cinco anos que não corria na Mitsubishi Cup e, como bom mineiro, comecei devarinho, comendo pela beiradas e, no final, conseguimos o título”, explica Marco. “Para mim foi muito especial. Nunca tinha participado e a parceria com o Marco Tulio deu muito certo”, garante o navegador Leonardo. Foto Tom Papp – Na Pajero TR4 ER Master, Sérgio Gugelmin e Marcos Panstein foram campeões Já na Pajero TR4 ER Master, o primeiro lugar ficou com Sérgio Gugelmin / Marcos Maia Pastein. “É nosso segundo título consecutivo em uma das categorias mais disputadas da Mitsubishi Cup. Voltamos para casa com a sensação de dever cumprido”, comemora Sérgio. O piloto catarinense comenta que o bom trabalho de toda a equipe foi essencial para mais essa conquista. “Sempre entramos no carro com o mesmo objetivo: subir no lugar mais alto do pódio. O resultado disso é esse troféu”, completa. Foto Tom Papp – Fred e Marcelo vencem na Pajero TR4 ER Com o título garantido na Pajero TR4 ER, Fred Macedo e Marcelo Haseyama passearam na última etapa. “Essa etapa foi diferente, não tinha obrigação de resultado. Mas hoje estava muito liso, muito difícil”, explicou o piloto, que disputou quatro etapas em 2013 e fez o campeonato desde o início nesta temporada. “Foi um ano perfeito. Fizemos a lição de casa em todas as etapas. Prova após prova fomos nos aprimorando e aprendendo com os erros. E ainda fomos campeões antecipados”, explica. Com um campeonato perfeito, completando todas as provas, a dupla ainda ganhou a viagem para o Explora Atacama, no Chile, prêmio em comemoração aos 15 anos da Mitsubishi Cup. Já como campeão da temporada 2014, Lucas Moraes sonha com o próximo ano. “Quero continuar correndo na Mitsubishi Cup. Meu sonho é ser bicampeão na Triton RS e tricampeão da prova.” Foto Tom Papp – Campeões da categoria L200 Triton RS Foto Tom Papp – Campeões da categoria Pajero TR4 ER Master Foto Tom Papp – Campeões da categoria Pajero TR4 ER Foto Tom Papp – Campeões da categoria Pajero TR4 R Temporada 2015 Mal acabou a última prova e os pilotos já sonham com a próxima largada, em meados de março de 2015. A grande novidade da Mitsubishi Cup será a estreia do ASX R, desenvolvido pela Ralliart Brasil e baseado na versão de rua do crossover ASX. Será a primeira vez na história que a Mitsubishi Cup contará com três modelos de veículos: Pajero TR4, L200 Triton e ASX. “O ASX R já teve uma boa aceitação dos pilotos e estamos com praticamente todos locados. A L200 Triton ER passa a ser para piloto proprietário, que também poderá disputar outras provas do Campeonato Brasileiro e Rally dos Sertões”, explica Guiga. O veículo estará disponível pelo sistema de locação sit&drive, no qual as duplas não precisam se preocupar apenas com a pilotagem, já que todo o trabalho de revisão e manutenção fica para os engenheiros e mecânicos da Ralliart Brasil. “Temos feito diversos testes no ASX R e o carro tem surpreendido a toda a equipe graças a sua performance e resistência. Esperamos um 16º ano com as novidades sendo bem aceitas pelos pilotos e navegadores”, completa Guiga.
